As Crônicas de Arian 2 – Capítulo 24 – Distany

Índice para todos os capítulos: aqui

O Livro 1 completo já está a venda na Amazon.

Ou você pode ler de graça se cadastrando nesse link.

Capítulo 24 – Distany

Diferente da carruagem comum deles, que fora destruída pela tempestade de portais, a  que trouxeram para levá-los a Distany era extremamente luxuosa, toda em preto reluzente e com almofadas vermelhas nos bancos. Um casal de meio-elfos apareceu guiando ela pouco depois da chegada da guardiã de Distany no acampamento. O espaço era amplo, cabendo 3 em cada banco com folga. Joanne, Jon e Zek de um lado e Dorian, Marko e Irene do outro.

Eles voltaram pela estrada e seguiram para Distany, que ficava a uns 3 dias do acampamento deles. Omaha, a líder dos guardiões, disse que conseguiriam fazer em apenas um, já que aqueles cavalos eram especiais e podiam não só correr em uma velocidade absurda, mas também o aguentavam fazer por muito tempo.

Joanne, muito mais animada que o normal, estava bombardeando Jon de perguntas. O garoto não tinha certeza se era uma forma dela aprofundar a relação deles ou pura e simples curiosidade que estava contendo até hoje, devido ao posto de líder.

— Isso é a coisa que achou mais estranha nesse mundo, sério?

— Eu cai no chão de susto a primeira vez que vi a terceira lua de vocês. Ela parecia que iria se chocar com esse planeta de tão próxima que fica — disse Jon.

— Planeta? — questionou Marko.

— É como chamamos os mundos que vemos no céu de onde eu venho. De qualquer forma, a primeira coisa que achei muito estranha foi vocês terem várias luas, e nos só uma.

— Que diferença isso faz? — questionou Dorian, que parecia interessado no assunto.

— O dia aqui dura mais devido as duas luas próximas desse planeta. Fora que elas causam marés completamente absurdas, gerando aquele mar turbulento de ondas gigantes pelos quais vocês não conseguem navegar.

— Espera… Até onde eu sei aquilo foi uma maldição dos deuses para nos prender nessas terras, assim como a área escura atrás das montanhas do norte, de onde ninguém nunca conseguiu voltar com vida.

— Por mais que eu acredite em deuses, duvido que tenham algo a ver com o mar revolto. Aquilo é culpa do sistema maluco de luas de vocês. As três luas normais eu não liguei muito, só me assustei de verdade quando a terra começou a tremer e aquele planeta azul surgiu no horizonte parecendo que iria se chocar conosco.

Zek, que estava sentada ao lado de Irene, conteve um riso ao lembrar da cena. Ela estava do lado de Jon no dia que aconteceu e foi a responsável por tentar acalma-lo quando ele se desesperou.

— Ainda bem que só acontece a cada 100 dias, ou como você chamam aqui, um ciclo.

— Sente falta de alguma coisa em particular do seu mundo? — perguntou Joanne.

— Um sistema mais preciso de medição de tempo. Não acho a dependência de estrelas que vocês tem muito funcional.

— Para quê precisa dividir o dia em mais de 34 partes?

Existiam 34 estrelas que iam se iluminando ao longo do dia, o povo daquele mundo usava elas para contar o tempo. Eram o equivalente a horas para eles. Se a 17ª estrela estivesse iluminada, o dia estava na metade. Embora prático, dependia do céu estar limpo para visualizar, e qualquer medição mais meticulosa ou aproximada era inviável.

— Melhor pararmos pro aqui ou vou acabar embolando o cérebro de vocês de verdade ao tentar explicar o que é um relógio digital.

— Um o que? — perguntou Irene.

— Como eu disse, é melhor nem saber.

— Então é só isso, medir o tempo?

— Não, tem alguns confortos no meu mundo que sinto falta também, principalmente alguns tipos de comida, mas fora isso, gosto bastante desse mundo de vocês.

— Certo. E namorada?

Jon ficou meio sem jeito com a nova pergunta de Joanne.

— Nunca… Nunca tive uma.

Joanne ficou pensativa com a resposta.

— O que foi?

Irene não se conteve e respondeu enquanto ria.

— Ela esta pensando em como te contar que não é tão pura quanto você.

Jon fechou a cara com a provocação.

— Eu sei que ela já saiu com vários caras antes! Não quero os detalhes, obrigado!

— Devia ver como ele ficava sempre que você saia a noite com um novo pretendente. Ele se isolava na biblioteca com uma cara de quem queria morrer.

Joanne pareceu surpresa e acabou sorrindo com o comentário.

— Por que demônios está sorrindo depois de ouvir algo tão patético?

— Não sei… Você ficar com ciumes me deixa feliz, eu acho…

Irene então colocou a mão no ombro de Jon e disse:

— Pare de reclamar, Jon, finalmente ganhou sua chance, só aproveite. Mas é bom mostrar um desempenho na cama, a maioria dos caras que ela largou depois de um encontro foi por decepção nessa parte.

— Irene! — gritou Joanne, ficando totalmente sem graça.

Como se já não estivesse ruim o bastante, Dorian completou.

— Falar isso para um cara cuja única experiencia é ter sido violentado por uma bruxa foi particularmente brilhante, ele vai ficar bem mais calmo agora.

Jon não disse nada, só engoliu a seco, preocupado, enquanto Marko e Irene caiam na gargalhada.

A viagem continuou enquanto eles conversavam e Irene tentava deixar Jon mais envergonhado do que já estava com Joanne encostada no ombro dele o tempo inteiro. Embora estivesse tentando fingir que aquilo não tinha nada demais, estava suando mais que o normal, e seu batimento cardíaco estava muito mais acelerado do que ele gostaria de admitir.

— Estamos chegando — disse a meio-elfa de capuz verde que estava guiando a carroça.

O sol estava começando a se por no horizonte. Pouco depois da estrada começar a beirar um lago, eles puderam ver ao longe um muro de mais de 20 metros de altura. Diferente do muro de Amira, esse era todo coberto por uma planta verde cheia de espinhos. Jon nunca tinha visto algo parecido.

O muro começava na beira do lago e seguia até uma montanha. Com a proteção do lago de um lado de uma montanha muito alta do outro, o local era perfeito para uma cidade.

Não havia portão ou sequer guardas. Na entrada, suficiente para duas carruagens lado a lado, estava apenas um homem de barba branca coberto com o mesmo manto verde de Arian, de forma que não era possível ver seu rosto por completo. Ele estava sentado em uma cadeira, e ao invés de vigiar o lado de fora, parecia mais preocupado em observar o lado de dentro da cidade, principalmente as mulheres que estavam andando perto dali.

Omaha, a líder dos guardiões, só fez um sinal com a cabeça para ele, que acenou de volta e então deu uma rápida olhada para as pessoas dentro da carruagem.

A parte de dentro da muralha era menos impressionante do que Jon esperava. As casas pareciam novas e bem cuidadas, mas a maioria era comum. As ruas eram todas de pedra e inacreditavelmente limpas, mas era só isso, nada da cidade que tanto ouviu as pessoas mistificarem. Era bem pequena também, já que não muito a frente deles estava um outro muro que deveria ser o fim da cidade. Deviam ter no máximo 100 pessoas morando ali.

Apesar de já estar começando a escurecer, horário que se evita ficar perambulando pelas ruas, havia muita gente circulando de um lado para o outro. A maioria meio-elfas, uma mais linda que a outra, mas haviam também alguns humanos. Jon pode jurar que viu uma das escravas que o Arian comprou em Amit e mandou para cá, mas logo a perdeu de vista.

Curioso, perguntou aos dois que estava guiando os cavalos.

— Tudo bem não ter guardas aqui com tanta gente circulando a noite?

— Distany não tem guardas, apenas 7 guardiões. Bem, na maioria do tempo 4, já que um vive perambulando pela floresta fora da cidade, o outro geralmente é mandado como escolta de mercadorias muito valiosas que produzimos, e tem o Arian, que está quase sempre em missões externas. Aquele homem pelo qual passamos é Izak Blazer, ele vale por muito mais que 1000 guardas.

Jon lembrava dos dados de cada guardião daquele cidade. Izak era um classe SS veterano com mais de 300 anos. Segundo a lenda, era filho de um humano com uma deusa antiga.

— Quanto pagam a ele? Com a idade que tem já deve ter mais dinheiro do que eu posso imaginar, não consigo entender porque um classe SS aceitaria virar um simples guardião.

— Vai achar ainda mais curioso saber que ele trabalho de graça então… Na verdade, ele foi um dos primeiros aqui, chegou antes de mim. Pelo que me disseram ele apareceu do nada e se ofereceu para ajudar na segurança.

Dessa vez foi Joanne que ficou espantada.

— Sério? Não pediu absolutamente nada em retorno?

Como as informações dos guias da carruagem ficaram limitadas, a líder dos guardiões aproximou seu cavalo da janela da carruagem e completou.

— Izak é fascinado por meio-elfas, ficar em uma cidade rodeado delas é um sonho realizado. Aqui é o único local nesse mundo onde vai achar tantas meio-elfas juntas.

Jon não se conteve e fez a pergunta mais obvia.

— Não é perigoso? Ele nunca atacou nenhuma?

— Aquele velho tarado é orgulhoso demais para isso. As únicas que ele tocou até hoje foram as que se ofereceram. Ele já tem 5 esposas e alguns filhos.

— Como sabem que ele nunca fez nada?

Marko deu uma risada e respondeu.

— Vocês já vão descobrir.

Assim que passaram pela entrada do segundo muro Jon arregalou os olhos. Não era o fim da cidade, na verdade, era ali que ela realmente começava.

— Bem vindos a Distany — disse a meio-elfa guiando a carruagem.

— Pelos deuses! — disse Irene, de boca aberta.

De fato, era como entrar em uma cidade de deuses. Todas as casas eram brancas, com detalhes finos e relevos detalhados de plantas e raízes nas paredes. Os telhados azuis pareciam quase ter luz própria de tão reluzentes que eram. Branco era a cor que dominava quase todo o local, o que dava um ar muito limpo a cidade. Até o cheio do local parecia mais puro que o normal. A volta deles apenas a montanha de um lado, o lago do outro, e depois do florestas.

— O que era aquele outro local que acabamos de ver? Isso aqui é totalmente diferente daquele outro setor da cidade.

— Lá atrás é onde ficam os que ainda estão sendo avaliados a terem a entrada permitida na cidade. Só alguns conseguem permissão para entrar direto. Tem aproximadamente 50 pessoas ali, enquanto a cidade principal tem perto de 300 atualmente.

— Por que não conseguimos ver a cidade principal antes de passarmos pelo muro?

— Tem uma magia ilusória a volta desse local, serve para afastar os curiosos que ficavam vindo até aqui e rodando os muros da cidade, ou escalando a montanha e olhando ela de cima. Agora, tudo que eles veem é uma enorme floresta.

Eles pararam perto de uma casa que ficava bem próxima da entrada.

A líder dos guardiões desceu do cavalo, se aproximou de uma das casas e bateou na porta algumas vezes.

— Sirley, checagem. E coloque uma roupa dessa vez! — disse Omaha.

— Já vai…

Pouco depois uma bela mulher aparentando uns 30 anos saiu de dentro da casa. Sua orelha era maior que a de uma meio-elfa, e a silhueta um pouco mais fina. Era uma elfa? Jon não tinha certeza já que nunca viu uma pessoalmente. Seu longo cabelo dourado estava bastante bagunçado, e ela estava com cara de sono. Mas não era isso que chamava atenção, e sim o fato dela não estar usando nenhuma roupa fora um avental de cozinha.

— Mas que droga, Sirley!

A elfa riu e então falou em tom de deboche.

— Isso não conta como roupa? Se não gostou é só me despedir…

— Só faz logo o que tem que fazer e saia da minha vista.

A mulher riu e então caminhou calmamente até a carruagem. Ela se debruçou na janela aberta e serrou os olhos por um tempo olhando para cada dos passageiros com curiosidade.

— E então?

— Eles são muito interessantes. A inexpressiva gosta do garoto magrelo, que por sua vez gosta da loira, que quer gostar do garoto mas não sabe se vai dar certo. A garota do arco está desesperada com a loira mas está tentando parecer calma, o bonitão ali atrás odeia o Arian mas ao mesmo tempo não consegue aceitar que ele pode ter morrido, e o Marko está pensando coisas boas sobre mim… Não precisa pensar Marko, é só passar aqui mais tarde, ainda vou estar usando só esse avental que você tanto gostou. O garoto inseguro também, passe aqui mais tarde e eu te dou umas aulas praticas de como agradar sua namorada.

Ela então piscou para Jon, que ficou levemente corado.

Omaha estava com uma cara de quem queria matar Sirley, que estava falando sobre tudo, menos o que interessava a ela saber. A elfa então deu seu veredito.

— Todos limpos. Nenhum tem animosidade alguma contra meio-elfas ou essa cidade.

— Certo, vamos para o alojamento então.

A carruagem voltou a andar, enquanto Sirley gritava atrás deles.

— Espera ai, e o meu requerimento, Omaha?

— Estamos procurando uma substituta ainda, assim que encontramos eu te aviso.

— Você está me falando isso a mais de ano!

Ela ignorou e se virou para Jon.

— Bem, creio que teve sua pergunta sobre saber se alguém aqui tem más intenções foi respondida garoto.

— Ela pode ler mentes? — perguntou.

— Não, ela faz melhor. Ela consegue ler intenções e sentimentos. Diferente de pensamentos, não existem truques para esconder intenções.

— Só tem ela para verificar qualquer um que entra?

— Tinhamos outras duas com habilidade de ler mente que revesavam o serviço com ela, mas já foram enganadas várias vezes, então colocamos a Sirley em uma casa na frente da entrada e usamos só ela agora. A maldita é completamente insubordinada, mas seu talento é inegável.

— Ela não parece muito feliz…

— Ela ganha um dos maiores salários da cidade, e é a única que pode me afrontar e sair pelada de casa sem acabar expulsa daqui. Então acredite, ela está mais feliz do que parece.

— Tem mais elfos por aqui? Pensei que tivesse só meio elfos e humanos nessa cidade.

— Tem mais alguns sim. Inclusive, todo o design das construções da cidade foi arquitetado por eles. Isso aqui virou quase uma mini-cidade elfica nos últimos anos.

— Por que elfos viriam para cá? — questionou Joanne.

— Tem os parentes dos meio-elfos que vieram morar aqui, e alguns como Sirley, que foram banidos da cidade dos Altos elfos, ou então saíram por vontade própria.

Embora claramente fosse algo mais privado, Irene não pensou duas vezes antes de perguntar.

— O que ela fez?

Omaha não respondeu imediatamente, parecendo estar a procura das palavras certas.

— Elfos são normalmente bastante frios e pouco interessados em interação física, seja com sua raça ou qualquer outra. Sirley é uma anomalia, já que ela gosta bastante do negócio, seja com homens ou mulheres. Segundo ela nos contou, fora punida diversas vezes por conduta imprópria para sua raça, até que finalmente a baniram do território dos elfos e ela então veio para o Sul.

— E o que ela queria no tal requerimento que fez a você?

— Um ano de folga e construir uma segunda casa para ela ao lado da do Arian. O que estamos enrolando ao máximo para fazer.

— Entendo a parte da folga ser complicada devido a utilidade dela, mas qual o problema de fazer uma outra casa para ela se tem tanto dinheiro?

— Olhem para a direita. Estão vendo aquela torre com um disco branco em cima na parte mais alta da cidade?

Jon ficou impressionado com a construção. A casa tinha vidro a toda volta do disco, de forma que era possível ver a parte de dentro quase que por completo.

— É com certeza a torre de vigilância mais bonita que já vi.

— Aquilo não é uma torre de vigia, é a casa do Arian. Aquela fantasma idiota dele é obcecada com vistas, então ele mandou fazer aquele negócio como casa. Foram muitos ciclos com nossos maiores construtores para terminar aquele negócio quando poderíamos ter usado eles em coisas mais uteis.

— Por que aceitaram, então?

A mulher olhou para eles sem entender a pergunta. Foi então que ela viu Marko balançando a cabeça.

— Ah, ele não contou…

— Contou o quê?

— Vão acabar descobrindo mais cedo ou mais tarde… Se ele não contou não sou eu que vou fazer. Mas de qualquer forma, Sirley quer uma daquelas também, ficou inconformada que a casa do Arian chama mais atenção que a dela.

A carruagem parou em frente a uma construção enorme com várias janelas.

— Aqui é área de hospedes onde vocês vão ficar. Não ataquem ou tenham relações com alguém sem consentimento e não teremos problemas. Se quiserem algo para comer é só pedir na recepção, é tudo de graça. A recepcionista vai dar a chave dos quartos. Jon, você vem comigo, Sara quer te ver imediatamente.

— Não podemos ir junto? — perguntou Joanne.

— Não, ela só pediu por ele. Mas é sua escolha aceitar vir comigo ou não.

Jon olhou para Marko, que fez um sinal de positivo com a cabeça.

— Tudo bem.

Joanne e os outros seguiram para dentro da hospedaria, encantados com o luxo da construção. Em seguia a carruagem levou Jon até uma casa mais ao norte da cidade. O clima do local era algo fascinante. Não havia ninguém nervoso ou triste andando pelas ruas, todos que Jon viu pareciam honestamente felizes. Até hoje nunca tinha visto nada parecido, seja em seu mundo ou nesse.

Sendo uma cidade pequena, rapidamente chegaram no local pretendido, uma casa de médio porte. Omaha desceu e bateu na porta.

— Sara, eu trouxe o Jon.

— Estou indo.

— Agora é com você garoto. Espero que possa realmente ser útil.

Depois de dizer isso Omaha se virou e saiu apressada com seu cavalo. A carruagem ficaria ali para levar Jon de volta depois.

A porta da casa se abriu e Jon ficou deslumbrado com a bela meio elfa com um cabelo acinzentado descendo até os pés. Estava usando um vestido branco bem simples, o que só destacava ainda mais seus belos olhos verdes.

— Finalmente… Ola, Jon.

— Desculpe mas… Já nos conhecemos?

— Sim e não.

— Não ajudou muito.

— Vai entender em breve.

A garota sorriu e então o encarou por algum tempo, pensativa.

— Entre, por favor.

Jon obedeceu e sentou em uma cadeira que Sara apontou. Ela então se sentou em frente a ele.

— Indo direto ao ponto, meu nome é Sara Hills, e preciso da sua ajuda para salvar o Arian.

— Sabe onde ele está?

— Sei… Mas isso não ajuda em nada. Não podemos ir até lá.

— Então o que faremos?

— Vou te explicar. Vai ser complicado, mas essa é minha última chance. Não haverá uma próxima vez.

— O que quer dizer?

Sara voltou a ficar pensativa, e então falou com bastante calma.

— Quero que me escute com atenção e não faça perguntas até eu terminar…

Ele fez um sinal de positivo com a cabeça.

— Jon, eu conheci o Arian… — Sara ficou meio insegura com o que diria a seguir — 2000 anos atrás…

Jon não perguntou nada, só a encarou completamente incrédulo.

— E essa é a 17ª vez que vejo você fazer essa cara depois de ouvir isso.

Próximo: Capítulo 25 – O Assassino

Comente o que achou do capítulo, o autor agradece.

PS: O capítulo ainda não passou pelo revisor, então pode conter alguns errinhos.