As Crônicas de Arian 2 – Capítulo 25 – A Floresta dos Amaldiçoados

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Capítulo 25 – A Floresta dos Amaldiçoados

— Arian, cadê você?

— A sua direita. Não faça barulho, esse local está cheio de amaldiçoados em todas as direções.

Estava tudo escuro a volta deles, e o céu quase que completamente encoberto por uma nuvem negra. Arian ainda podia ver algo a noite, mas Lara teve que usar magia para iluminar o local a sua volta.

Haviam muitas arvores mortas de diversos tamanhos, clareiras e elevações no horizonte, mas nenhuma vegetação, o chão era pura terra e pedras.

Arian estava ajoelhado no chão parecendo estar com muita dor enquanto olhava em direção ao corpo de Kadia, caído de lado a alguns metros dele.

Lara se aproximou do corpo da demônio e colocou a mão em seu pescoço.

— Ela está viva, não se preocupe.

Arian olhou para Lara sem entender. A sacerdotisa então arrancou a lamina do peito da demônio sem qualquer preocupação.

— O que…?

— Sabia, quase não está sangrando. Ele atravessou sem encostar em nenhum órgão.

Arian estava confuso e aliviado ao mesmo tempo, já que parecia uma boa notícia. Mas isso logo foi esquecido por algo que chamou sua atenção no horizonte.

— Lara, depois você explica, agora apaga isso!

— Mas não vou conseguir ver nada!

— Apaga, agora!

Em seguida Lara arregalou os olhos e fechou a mão rapidamente, sumindo com a luz dourada que emanava dela.

— Você viu aquilo?

Fora corpos menores se mexendo lentamente ao longe, haviam duas criaturas que pareciam te-los visto. Deviam ter perto de 3 metros de altura cada, mas era difícil dizer com exatidão aquela distancia. Não era o tamanho que chamava atenção, no entanto, mas suas formas. A primeira parecia um corpo humano se arrastando para frente em vez de andar, e a segunda uma aranha gigantesca com um torço humanoide onde ficaria a cabeça de uma aranha comum.

— Uma Aracne e uma Lamia…

O guardião parecia preocupado.

— É tão ruim?

— Elas tem sub-espécies de rank B até S, algumas são tão ou mais inteligentes que humanos e tem habilidades completamente absurdas.

— Qual o plano então?

— Não faça barulho. Eles pararam. Se dermos sorte não nos viram e só estão de passagem.

— Você está sangrando pelo corpo todo, vão sentir o cheiro de qualquer forma.

— Acho que já sentiram…

As criaturas voltaram a se aproximar, só que agora mais lentamente.

— E então…?

— São inteligentes, se fossem de rank baixo ou amaldiçoados não reduziriam a velocidade. Temos que sair daqui e achar um abrigo antes que… Droga… Por que agora?

Os ferimentos no corpo de Arian começaram a emanar uma forte luz azul.

— Você se afastou muito do circulo de magia que Raziel usou, o bloqueio perdeu o efeito. Vou tentar bloquear de novo, mas está ficando mais difícil a cada vez.

— Espera… Faz isso depois que resolvermos essa situação. Minha perna e braço esquerdo estão esmigalhadas, não vou conseguir me mexer direito sem a energia azul sustentando meu corpo. Você pega a Kadia e se afasta o quanto puder, eu distraio eles.

Arian estava suando frio e respirando com dificuldade. Parecia exausto, mesmo com a energia azul parando o sangramento em seu corpo e realocando de volta no lugar os ossos quebrados.

Lara foi para o lado dele e desembainhou sua espada branca.

— O que está fazendo?

— Acho que vou ficar sentada sem fazer nada enquanto você se mata?

— Mas você não consegue ver a noite.

— A curta distancia vou conseguir ver o bastante graças a você. Parece uma vela gigante com o tanto de ferimentos brilhando no seu corpo agora…

Arian olhou para si mesmo e constatou que ela não estava exagerando.

— Certo. Não temos a Kadia para bloquear poderes mentais nem o Jon para me lembrar todas as habilidades loucas que esses dois podem ter, então se mostrarem hostilidade, a gente tenta matar o mais rápido que der. Caso fique muito feio, eu vou agarrar a Kadia e pular enquanto você congela a área inteira com a espada. Não pense suas vezes antes de usar aquilo, no meu estado e você com a visão limitada estamos totalmente em desvantagem aqui.

— Não é melhor eu fazer isso de uma vez?

— Não, nada garante que não vamos encontrar coisa ainda pior se sobrevivermos a eles.

As criaturas finalmente chegaram perto o bastante para eles poderem ver seu corpo em detalhes. A parte de baixo do primeiro era de fato o corpo de uma cobra com a parte da frente com torço que lembrava um homem. O corpo de cobra tinha uma escama negra com tons azulados brilhantes em várias partes. O peitoral tinha algumas escamas da mesma cor. O rosto era mais normal, tirando as orelhas pontiagudas, cabelos azulados e os olhos dourados com fendas.

A segunda era bem mais assustadora. Uma aranha enorme com o corpo todo negro e símbolos vermelhos que brilhavam no escuro. Onde cima de onde fica a cabeça de uma aranha normal tinha o torço de uma mulher de longos cabelos brancos e olhos vermelhos brilhantes. Os seios estavam cobertos por um tecido branco que lembrava uma teia.

Ambos pareciam receosos enquanto se aproximando cada vez mais lentamente, até que pararam e a Aracne falou com eles em uma linguá que não conseguiram entender.

— O que ela disse? — Perguntou Lara.

— Não tenho ideia.

— Ela perguntou quem são vocês.

Dessa vez quem falou foi o homem cobra.

— Inacreditável, essa coisa fala mesmo.

A criatura olhou com raiva para Lara.

— Eu tenho nome, humana!

Lara riu em tom de deboche, o que pareceu ter deixado a Aracne nervosa. Arian se virou para Lara com uma cara de “o que você está fazendo?!”, enquanto o homem cobra deu um urro ensurdecedor.

— Eu disse que era perda de tempo tentar falar com eles! — disse o Lamia macho, ameaçando avançar contra Kadia.

A sacerdotisa entrou em posição defensiva, mas antes que fosse atacada, a Aracne se colocou na frente do aliado enfurecido, olhou para ele e balançou a cabeça negativamente. Ao mesmo tempo Arian estava tentando acalmar Lara.

— Eu disse que se fosse hostil era para atacar com tudo, mas não foi o caso ainda, se acalma. — Arian se virou e falou em direção a Aracne — Não queremos lutar sem necessidade.

Todos os quatro voltaram a se encarar por algum tempo. A Aracne então olhou para o Lamia e falou algo para ele. A criatura respirou fundo e então perguntou:

— É um sinal de respeito dizer os nomes antes de inciar uma conversa, ao menos para o meu povo. Meu nome na linguá de vocês seria algo como… Kshir. E essa ao meu lado é Ziran.

Arian abaixou sua espada e apontou para Lara.

— Essa é Lara. Eu sou Arian e aquela demônio desacordada é a Kadia.

— O que fazem aqui?

— Fomos pegos por um portal quando estávamos no Sul.

A resposta pareceu desapontar ambas as criaturas.

— O que foi?

— Tinhamos esperança que fosse outro caso… Estamos na mesma situação que vocês. Fui invocado para esse lugar muito tempo atrás por um portal. O caso de Ziran é mais complicado, ela já estava aqui bem antes de mim.

— Sabe onde estamos? — questionou Arian.

— Uma floresta sem fim…

— Isso não disse muito… — falou Lara.

A Aracne parecia curiosa com alguma coisa faz algum tempo pelas expressões que estava fazendo, e conforme a conversa ficou mais pacífica, ela pareceu ter tomado confiança para se aproximar de Arian. A cabeça dela ficou a poucos palmos dele. Parecia o estar analisando de cima a baixo enquanto sentia melhor o seu cheiro.

Lara estava muito tensa com a situação, mas Arian continuava segurando o braço dela com força sinalizando para não saber nada.

Apesar da aparência da parte de baixo do corpo ser assustadora, e os olhos vermelhos intensos, a Aracne não passava agressividade alguma em sua expressão de curiosidade. Seu rosto era muito bonito, lembrando até um pouco o de <E>, embora em uma versão adulta.

O Lamia macho ficou observando o comportamento da Aracne por algum tempo e encarando Arian e Lara vez ou outra com ar de desconfiança, até que perguntou:

— Como está tão calmo?

Arian fez uma cara triste, como se estivesse lembrando de algo.

— Já conheci alguém parecido com ela no passado…

A Aracne falou alguma coisa, mas de novo ele não entendeu, então olhou para o homem cobra, na espera de uma tradução.

— Ela quer saber sua raça. Seu sangue não tem cheiro humano, ela nunca sentiu nada parecido antes. Está se controlando ao máximo para não come-lo.

Arian arregalou os olhos na hora. Não era bem o que parecia pela cara bondosa que ela estava fazendo enquanto o encarava na espera de uma resposta.

— Para ser sincero, eu também gostaria de saber… Mas a Aracne que conheci anos atrás disse coisa parecida… Embora não tenha sido tão sincera sobre a parte de me comer…

A Aracne riu, parecendo entender a resposta, e depois se aproximou mais um pouco e fixou seus olhos nos dele por um tempo. Lara estava engolindo a seco enquanto sua mão pressionava o cabo da espada com força. Após algum tempo a mulher aranha sorriu e se afastou de Arian. Em seguida olhou para o Lamia fazendo um sinal de afirmação com a cabeça.

— Parece que você não está mentindo — disse o Lamia.

— O que elas fez? — perguntou Lara.

— Aracnes podem ler intenção com os olhos.

— Se não sabem onde estamos, sabem dizer se…

Antes que Arian terminasse a pergunta, foi interrompido por um rugido que fez todo o chão tremer. Eles ficaram estáticos olhando de um lado para o outro em busca da fonte do barulho, mas não viram nada.

— É melhor saírem daqui, e rápido — falou Kshir, o homem cobra.

— O que foi esse grito?

— O rei da floresta. Não vão querer encontrar com ele.

A Aracne olhou para o Lamia e falou algo.

— Não dá, são muito lentos para nos acompanhar e não confio neles o bastante também.

A Aracne fez uma cara de decepção para a resposta do companheiro. Depois disso, ambas as criaturas se viraram e começaram a se afastar.

— Espera. Onde vocês vão? — gritou Arian para eles.

Ambos pararam e se viraram:

— Nos esconder, e vocês deveriam fazer o mesmo se sobreviverem aos que estão vindo matar vocês.

— Quem?

A Aracne apontou em uma direção com o dedo e disse alguma coisa. Se Arian fosse chutar parecia algo como “boa sorte”. Em seguida ela e o homem cobra se viraram e voltaram a correr até sumirem no horizonte.

Pouco depois Arian viu mais de 10 sombras ao longe se aproximando rapidamente deles.

— Ótimo — disse ele com sarcasmo.

— Acha que essas vão querer bater papo também?

— Sem chance, esses que estão vindo parecem todos amaldiçoados.

Lara entrou em posição ofensiva enquanto Arian carregou energia azul em sua espada.

Quatro das criaturas pareciam lagartos com seis pernas e um enorme buraco redondo cheio de dentes onde ficaria a cabeça. O corpo de dois deles tinha perto de 2 metros, enquanto o terceiro e quarto eram muito maiores, podendo engolir uma pessoa inteira com facilidade pelo buraco que parecia sua boca. Os outros pareciam humanos amaldiçoados.

— Quatro engolidores amaldiçoados e sete amaldiçoados humanos. Tente congelar os dois engolidores menores e cuidado com o bote deles, se pegarem qualquer parte do seu corpo arrancam na hora. Fique calma e se concentre em desviar até ver uma abertura para congela-lo. E esquece o que falei sobre a luz, vai precisar dela agora.

Lara reuniu energia em sua mão o bastante para iluminar bem toda a área a volta deles.

— E os maiores?

— Eu cuido deles. Os humanos são mais fáceis de matar e vão se dividir entre nos dois, só tome cuidado para não te morderem.

— São rank alto?

— Que eu lembre engolidores são B, mas estão amaldiçoados, então o rank é inútil. Se absorveram muita energia da dimensão escura podem considerados até mesmo rank S. Fique pronta para habilidades inesperadas.

Assim que Arian terminou de falar um dos maiores lagartos chegou neles e saltou sobre o guardião, que mirou a espada na direção da boca do bicho, esperou até o último momento e liberou a energia acumulada da espada para dentro dela. O Impacto lançou a criatura para trás e explodiu a parte posterior do corpo. Arian se jogou para trás e puxou Lara junto na tentativa de desviar do sangue negro que espirrou.

— Quanto mata-las cuidado com o sangue, ele pode derreter sua pele até os ossos.

Em seguida o resto das criaturas chegaram e saltaram sobre eles. Ambos desviaram ao mesmo tempo, se jogando cada um para um lado. Em seguida Lara usou sua espada para lançar uma faixa de gelo e congelar uma das criaturas menores e dois amaldiçoados humanos que estavam alinhados. A segunda criatura cuspiu algo na direção dela, mas ela desviou. Em seguida o lagarto pulou mirando seu braço e ela saltou de novo, seguindo as orientações de Arian para focar na esquiva ao invés do ataque.

Outra investida. Lara desviou apenas o bastante para a criatura passar direto por ela e arrancou a cabeça do amaldiçoado humano que tentou ataca-la em seguida. Teve que pular para o lado logo depois para não ser pega por um novo bote do engolidor. Isso se repetiu mais cinco vezes. Ele não dava a ela tempo nem a distancia necessária para usar a magia de gelo da espada.

— Se é assim…

Lara virou de costas e correu do engolidor, que a perseguiu na mesma hora. Infelizmente para a criatura, a sacerdotisa já tinha pegou distancia o bastante para usar a magia de sua espada. Assim que a criatura pulou sobre ela, Lara fez um corte no ar com a espada que lançou uma magia que congelou o lagarto amaldiçoado. Em seguida ela se jogou para o lado e o lagarto se espatifou em pedaços ao bater no chão com o corpo congelado.

— Até que… foi divertido, devia ter virado aventureira em vez de sacerdotisa — disse ela, vislumbrando os inimigos que matou.

Em seguida ela correu de volta para auxiliar Arian. Ele já tinha acabado de arrancar a cabeça do último amaldiçoado humano, só restando o lagarto maior.

A criatura se jogou em cima dele em uma velocidade desproporcional para o tamanho de seu corpo. Arian desviou para o lado e em seguida saltou para cima da criatura e arrancou um pedaço de sua cabeça antes que ela pegasse impulso para outro salto. Ainda vivo, o lagarto pulou para trás, enquanto sua cabeça se regenerava quase que por completo. A parte da cabeça que Arian cortou se transformou em uma criatura semelhante a maior, só que em uma versão proporcional ao tamanho do pedaço arrancado.

Lara foi para o lado de Arian.

— Eles deveriam fazer isso?

— Como eu disse, mutação por absorver energia da dimensão escura.

Arian chamou a atenção da criatura maior, enquanto Lara tentou lançar magia contra o lagarto pequeno, mas ele saltou e desviou.

— Não pode ser sério…

A criatura pulou em cima dela, que por pouco não foi pega. Em seguida o lagarto pulou de novo. Dessa vez Lara prestou atenção na direção, desviou rapidamente, e antes que ele caísse no chão lançou a magia de gelo com a espada, congelando o alvo completamente.

Arian ainda estava tentando lidar com lagarto maior. O guardião tento acumular energia na espada e implodi-lo como fez com o primeiro, mas esse parecia ter aprendido com a morte do companheiro e sempre pulava para longe quando Arian ameaçava descarregar a energia da espada nele.

Lara estava correndo para ajudar, mas antes que chega-se viu mais seis criaturas chegando. Um parecia um lobisomem, e os outros humanos normais, todos com olhos verdes e pele apodrecida, como era comum dos amaldiçoados. Ela correu para intercepta-los antes que chegassem em Arian.

Conseguiu congelar três dos amaldiçoados, mas o lobisomem foi mais rápido e conseguiu chegar até Arian, que se virou na direção dele e partiu seu corpo ao meio enquanto a criatura ainda estava no ar. Só que quando o fez o lagarto se aproveitou e saltou sobre ele, o engolindo inteiro.

— Arian!

Lara arregalou os olhos em desespero, quase sendo mordida pelo último amaldiçoado humano que ainda estava vivo. Em seguida ela deu um grito de ódio e arrancou a cabeça da criatura.

O lagarto que engoliu Arian começou a andar lentamente na direção dela, preparando para engoli-la da mesma forma que fez com Arian.

Não tinha como congelar um corpo tão grande na mesma forma que fez com os lagartos pequenos, e seu poder da dimensão celestial estava muito fraco devido a forte ligação da dimensão negra naquele local, então só restava seu trunfo.

Com ódio nos olhos, Lara apontou sua espada para os céus e gritou.

— Arkedian!

A Lamina brilhou em uma forte luz azul. Ela se preparou para cravar a espada no chão enquanto a criatura correu na direção dela com um urro. Mas antes que ambas executassem o que tinham em mente, o corpo da criatura explodiu.

No meio dos restos do animal, Arian se levantou completamente coberto em um sangue negro, gritando e tentando desesperadamente tirar o liquido escuro do seu corpo. Lara entendeu rapidamente o motivo ao lembrar do que ele havia dito sobre o sangue da criatura.

Ela correu até ele e usou uma magia simples do plano azul para produzir água nas mãos e limpar Arian o mais rápido que pode. Se fosse alguém com afinidade a dimensão azul poderia lava-lo a distancia com uma quantidade muito maior de água, mas ela estava limitada aquilo.

Arian gritava de dor enquanto passava a mão em seu rosto para tirar o sangue. Pedaços da pele acabavam arrancados por estarem moles ou meio derretidos.

Assim que terminou de limpa-lo as mãos de Lara estavam em carne vida de encostar no sangue do lagarto, e o corpo de Arian, tirando as partes cobertas por armadura e outras protegidas pela energia azul, estavam em carne viva. Seu rosto estava completamente deformado, e não dava para ver seus olhos. Lara estava horrorizada.

Ele caiu de joelhos no chão parecendo que iria desmaiar. Em seguida escuram de novo o rugido que fez a terra tremer.

— Temos… Que… Sair daqui

Como se estivesse respondendo ao estado dele, a energia azul começou a cobrir as partes em situação mais críticas do corpo de Arian. Tentando ao máximo ignorar a dor alucinante que estava sentindo, ele se levantou, pegou Kadia e colocou em um dos ombros. Em seguida fez o mesmo com Lara.

— O que está fazendo? Eu posso andar!

— Não temos tempo, um bando de outros amaldiçoados está vindo para cá depois do barulho e iluminação que proporcionamos. <E>, para onde? Qualquer lugar protegido serve… Rápido, estou quase desmaiando.

A fantasma, ainda pasma com o estado dele, tentou se concentrar no pedido e seus olhos brilharam em vermelho enquanto olhava a área a volta deles. Ela então apontou em uma direção. Arian correu o mais rápido que pode, ignorando e desviando de vários amaldiçoados pelo caminho, até que depois de algum tempo vendo apenas arvores mortas e plantas estranhas da dimensão negra, chegaram a um local com várias pedras de mais de 10 metros de altura encostadas em uma enorme montanha. Arian correu para trás de uma delas e colocou Lara e Kadia no chão.

— Agora Lara, bloqueie esse treco antes que eu perca o controle.

Lara tentou por um bom tempo até conseguir bloquear a energia azul, e quando o fez o bracelete dela e de Arian trincaram em várias partes. A sacerdotisa então caiu de joelhos no chão. Arian estava sem folego e mal conseguindo se manter de pé.

— Eu disse, está perdendo efeito. Se tentarmos soltar e bloquear mais uma vez acho vai quebrar.

— Esperemos… Que eu não precise usar mais…

Ele foi interrompido por um berro vindo de trás dele.

— Ah, Droga…

Arian se virou e arremessou as duas espadas que ficavam em suas costas contra uma criatura que os havia seguido. Em seguida o guardião caiu para trás.

— Lara, corta a cabeça! — gritou ele, sem conseguir se levantar.

A Sacerdotisa se levantou e iluminou levemente o local para ver onde estava o corpo. Era um amaldiçoado. Estava se remexendo no chão com as espadas de Arian cravadas em seu peito. Ela correu até ele e cortou a cabeça com um golpe. Lara então se assustou com algo que viu junto da espada que Arian arremessou.

— Arian… Seu braço.

O guardião então olhou para o chão ao lado da criatura e viu seu braço ainda segurando a espada que arremessou. Assustado, ele olhou para o braço esquerdo e viu que não havia nada depois do cotovelo.

— Merda…

Em seguida ele desmaiou.

Próximo: Capítulo 26 – Perdidos

Comente o que achou do capítulo, o autor agradece.

PS: O capítulo ainda não passou pelo revisor, então pode conter alguns errinhos.