Oregairu S3 #02 — Impressões semanais

O clima era bastante leve até termos o choque de realidade da Yui e bem, se a metáfora dos biscoitos já dizia muita coisa, acredito que a própria “aceitação” dela também diga.

Pode sim, não desiste tão fácil! ~

Por mais que eu seja do time Yukinon, eu ainda gosto muito da Yui. Na análise passada, eu comentei sobre o quanto era tenso ver ela sofrendo ao perceber que supostamente estaria ficando para trás e isso me incomoda bastante. Sinceramente, eu me pergunto, por que, Yui? Por que tu vai “chutar o balde” antes mesmo de colocar o time em campo? Amizade acima do amor? Talvez.

Se olharmos isso de uma maneira simples, ela meio que deixou nas entrelinhas na season passada os sentimentos dela para o Hachiman, mas aquilo não pode ser considerado uma declaração oficial. Um dos leitores comentou na semana passada sobre a Yui precisar ser mais direta e eu realmente concordo com isso. 

Aquela cena no final (a da foto) e todo aquele clima gerado pelo foreshadowing da lembrança dentro da sala do clube exemplificaram o quanto a personagem está “entregue” e desacreditada. Eu realmente fico triste com isso, afinal, por mais que (nas entrelinhas) o público consiga visualizar que o Hachiman inclina mais para o lado da Yuki, a própria Yui não sabe isso de uma forma verídica, concreta. “Aaah, mas ela já percebeu os sinais”… que seja, ainda não saiu da boca do Hachiman a resposta; só ele que pode dar essa resposta à ela. Mesmo naquela situação dos pinguins, por exemplo, não ocorreu um pronunciamento oficial do Hachiman.

Eu sou do lema que “o jogo só acaba quando o juiz apita”, então se eu tenho uma crítica é essa: lute, Yui! Vá até o fim com o que você sente, não desista antes de ser direta. 

Arromba a porta, caramba! Just do it! Brincadeiras à parte, foi uma cena emocionante, fico triste pela Yui. Espero ver ela sendo sincera e encarando isso bem daqui pra frente. ~

Deixando esse tópico de lado, tivemos a  parte da conversa no apartamento e foi realmente o que eu pensei, deixaram aquele momento ausente no episódio 1 para não começar trabalhando a Yukinon logo de cara antes de reapresentar parte do elenco. Sobre a conversa, é um problema que está apenas no início e é algo que só vamos poder falar mais a fundo ao decorrer das próximas semanas. Obviamente, o positivo é algo que eu também disse semana passada, a personagem cresceu, está mais “solta”, falando o que pensa e isso não agrada somente a irmã dela (eu estou incluso). A cena dela aceitando o pedido da Iroha também deixou isso mais claro. 

Como uma observação, é legal ver o que a direção fez para retomar o assunto, usando o Hayama Hayato, um personagem que tem envolvimento no conflito, mesmo que de maneira leve. Além de ter sido uma boa volta para o personagem e para o tópico; refrescou a memória de quem assistiu a muito tempo e nem lembrava que ele tinha aquela relação com a família Yukinoshita. 

Neste tópico de aspectos técnicos, tivemos muitas cenas boas de character acting e cara eu curti bastante. São pequenos detalhes como: os cabelos movimentando-se bem naturalmente, o laço das meninas movimentando-se junto com o movimento do corpo, entre outros pontos que são negligenciados em outras produções. Deram um bom enfoque nesse tópico, já que como estamos falando de um romance (com cenas menos movimentadas em si), a animação se destaca nas ações dos personagens e do quão natural ela os torna. 

Composição dessa cena também ficou muito bonita. A propósito, não me esqueci do encontro do Hachiman com a Onee-san, ele foi bem interessante, mas vou deixar para falar quando ele fizer mais sentindo (que eu acho que será mais à frente). ~

Por fim, a Iroha voltou! Para a felicidade de muitos, a caloura regressou já dando indícios do baile (aquele que a opening apresentou). Eu gosto da Iroha como um elemento de enredo, ela funciona muito naturalmente e deixa o clima sempre mais leve, por mais que a situação esteja tensa. É quase como a Komachi, mas na minha concepção, a Iroha faz isso de uma forma ainda melhor.  E ah, também não me importaria se ela ficasse com o Hachiman (hehehe). 

Momentos! ~

Também foi interessante a utilização da temática de baile, pois é um assunto não tão explorado pelas obras nipônicas. Em filmes colegiais americanos isso é clichê, mas nos animes é o contrário. Estou interessado em como o evento vai ocorrer e sobre como eles irão abordar uma outra cultura na obra.

Ainda sobre a Iroha, o que não ficou claro para mim (talvez por falta de percepção) são os reais motivos dela para querer esse baile logo, algo que a Yukino também cita. Será que é por agradecimento aos veteranos dela? Acho que tem algo além do que ela falou sobre: “ser por mim mesma”. Se alguém tiver pego, conversamos nos comentários (hehe). Mas de qualquer forma, vamos aguardar pelo inicio desse próximo evento. Será que teremos reuniões engraçadas como aquela com o “Sr. mãos” e a “Sore ARUUU”? 

Em linhas gerais, gostei do episódio e meu único problema é aquele da Yui (reage moça), enfim… vamos ver como esse arco do baile vai se suceder nos próximos episódios. 

E vocês, o que acharam desse episódio de Oregairu? 

Breno Santos

Estudante, 21 anos, amante de astronomia, café e cultura otaku no geral; além disso, é fascinado por cinema e pelo trabalho executado por uma staff de animação.