Joshikousei no Mudazukai #01 a #07 – Impressões Parciais | Review

“Ei, posso dizer algo incrível?” 

Com essa célebre frase da Baka, protagonista da obra, começo meu texto dizendo que Joshikousei vem sendo o anime mais divertido de acompanhar na temporada de verão, ao menos para mim (Redator Breno). 

“Mesmo que você não queira, eu irei dizer” – algo que certamente a Baka diria xD

O anime dispõe de um elenco extremamente caricato e carismático, são personagens que não conhecem o limite do normal, muito menos do que é sensato. Ponto muito positivo para essa obra que se propõe a apresentar os “dias desperdiçados de garotas do colegial”, mas que também consegue entregar pequenas entrelinhas interessantes. 

Mas antes de falar do enredo, gostaria de destacar a criativa abertura que segue uma letra totalmente sem sentido e hilária. Não cheguei a ver quem dirigiu ela em si, mas a direção geral do anime está a par de Takeo Takahashi, que vem mostrando um bom timing cômico. 

O mais curioso é que um dos animes mais recentes dele foi o Citrus, que está longe de ser comédia; isso mostra uma grande flexibilidade. A título de curiosidade, ele é o diretor do anime que fica “incesto” lugar na minha lista, Yosuga no Sora. 

Indo para as personagens, começamos por Nozomu Tanaka, a Baka, ela é a peça central desse enredo “caótico” (no bom sentido), pois é a responsável pelos apelidos que caracterizam cada uma das meninas (além do professor, que por sinal não vale nada também) que aparecem posteriormente. 

Conheçam o Waseda, o professor que não presta! xD

A comédia gerada com a personagem parte do fascínio dela de fazer idiotices (de onde vem o apelido), mas tudo é melhor sustentando pelas outras duas protagonistas, se assim podemos dizer, a Shiori (Robo) e a Akane (Wota). 

O caso da Wota, apresentado no episódio dois, é um dos que mais me interessou, já que é um drama comum na vida de qualquer pessoa que desenha, escreve, enfim, que faça algo que dependa de criatividade.

A busca dela pela perfeição em seu mangá se encaixou como uma background story muito boa, além disso, mesmo tratando de algo, pelo menos em teoria, mais sério, o anime não perdeu o seu timing cômico, principalmente, com as críticas da Robo e a forma como a própria Akane lidava com a situação em suas tardes.  

Prosseguindo, a Robo é uma personagem muito legal, seja pelo seu lado monossilábico ou por sua sinceridade extrema, e o bacana é que isso é usado de uma forma muito positiva; se pararmos para analisar friamente, a Robo deu insights para que duas personagens saíssem de situações adversas. 

Em outras palavras, aplicam a sinceridade dela em pontos realmente úteis, há os momentos para ser engraçado, mas há os momentos em que realmente desenvolvem alguém por ali, mesmo não sendo esse o foco. 

Mas não para por elas, pois há suportes que são igualmente engraçados, como é o caso da Majo, da Yamai e o da Loli. 

A Hisui (Majo) foi uma das últimas personagens a aparecer e essa reintegração dela ao colégio deixou pontos legais também, afinal, ela se sentia deslocada por seus gostos peculiares, se assim podemos chamar, mas em meio a tanta gente “diferente”, ela é normal. 

O que melhor se destacou sobre ela, foi a ótima sinergia na qual entrou – principalmente – com a Yamamoto. 

Minami Yamamoto (Yamai) é a minha personagem preferida no enredo. Claramente, ela é uma menina com chuunibyou (a saudosa síndrome da oitava série) e isso gera diversas risadas, afinal, aqueles curativos, as ataduras e as crenças dela; são pontos impagáveis. 

A propósito, eu ri demais com o episódio sete, focado justamente nela, gostei bastante. E aquela “crítica” as pessoas que fazem tudo por likes foi igualmente boa também. 

Sobre a loli, ela é a tsundere que todo enredo detém por padrão, e eu não pude deixar de lado aquela típica frase de tio corneteiro “esse aí é mole por que é criado por vó!” (sério kkkkkkkkkk). 

Quem vê assim, acha que taca o terror xD, a propósito, ela me lembra a Taiga de Toradora (por que será, né?)

Esse plot point é muito engraçado (ao passo que fofo), convenhamos que a avó da Saku (Loli) é um amor de pessoa. 

Inclusive, vale ressaltar a boa interação que a loli tem com a Majo e com a Lily (outra das que entrou mais tardiamente). A Lily, em questão, é uma das que menos me chama à atenção, talvez por ela ser normal demais, tão normal que se choca com as coisas bizarras que acontecem nessa escola. 

Quanto a Majime, acho interessante aquele fascínio dela pela Robo, mas quero mais da personagem. Espero mais episódios focados nela!

Em síntese, JK dispõe ali suas alfinetadas em alguns pontos sérios, mas resolve tudo com uma ótima comédia que é associada a personagens que fazem justiça no que diz respeito ao “no sense”. Certamente, é forte concorrente a uma das melhores comédias do ano, recomendo bastante. 

Extras: 

Essas duas funcionam muito bem juntas (até a loli descobrir qual era o real filme do cinema) hahaha

Seria esse o “jutsu secreto do dedo da aldeia da folha”? Quem é velho nas referências, vai lembrar xD

Quando tu pega o metrô no verão com um monte de gente suada zzzzz

Mais um pouco da melhor personagem!

Tentativa falha de negligenciar os boletos no início do mês Zzzzz

Breno Santos

Estudante, 21 anos, amante de astronomia, café e cultura otaku no geral; além disso, é fascinado por cinema e pelo trabalho executado por uma staff de animação.