Hanebado! #05 – Impressões Semanais

A qualidade técnica de Hanebado continua garantindo alguns bons pontos, e para quem busca apenas jogos movimentados, o anime não vem decepcionando, mas quando se trata de enredo, nem tudo funciona também assim. Ao menos ao meu ver, o anime vem se distanciando de um promissor drama, para se tornar um anime de esporte mediano/bom.

Todos estamos…

 

Primeiro, quando olhamos pela perspectiva do esporte, a partida conseguiu ser bem agradável para mim. A OST manteve um pouco do drama, e a qualidade da animação consegue entregar um bom espetáculo visual, ainda mais nos minutos finais onde foi criada uma tensão sobre o resultado final da partida, o que faz o jogo, de forma isolada, ser legal.

A questão, no entanto, é que esse jogo não vem sozinho, mas diretamente ligado a eventos que, por suas vezes, estão carregado de fatores que levam a alguns inconvenientes que trazem deméritos para a obra.

Talvez falta de mais tempo para apresentar o esporte para quem não conhece.

A disputa com a Connie nunca foi justa. Era uma situação de dois contra um que me fez ficar um pouco desconfiado do quão bem ela poderia sair, já que apenas causava uma sensação de overpower para fazer marketing sobre a personagem.

Nesse episódio, o roteiro tenta amenizar isso, mostrando que a Connie não é um monstro, e que pode ser igualada com uma estratégia mais elaborada, e um pouco de desgaste físico.

Particularmente, se o jogo tivesse virado a favor da Hanesaki/Riko, eu teria comprado a ideia com bem mais facilidade, e perdido aquele sentimento de que estavam exagerando na construção do talento da Connie, mas, como acabou resultando em uma vitória com cara de empate, essa justificativa não surtiu muito efeito em mim.

Torna o jogo ruim? De maneira alguma. A partida ainda é empolgante, e o final, com aquela disputa por um ponto me fez ficar bastante ansioso com as jogadas seguintes para saber quem ganharia.

Talvez, por não ter tanto contato com o esporte, seja meio difícil para mim enxergar aquela disputa acontecendo sem que um dos lados parece um super herói das quadras. em especial pelo primeiro tempo.

Porém, seja como for, o anime complementou a ideia do episódio passado com uma proposta estratégica que pode servir para algumas pessoas sentirem que aquela partida foi menos por enxergar que parecia, já que a Ayano não está na sua melhor forma, e a Riko nunca foi dita como uma excelente jogadora.

Foi uma abordagem bem-vinda, no final.

Com a minha primeira visão do jogo comentada, vamos a segunda questão que acabou me chamando a atenção.

Anticlímax até são legais, e a ideia de “ninguém ganhar” foi boa, mas na prática, eu não gostei muito de como tudo ficou organizado após o resultado da partida.

A Connie ser derrotada no seu próprio jogo egocêntrico gerou o único resultado possível para suas atitudes, que foi uma leve frustração, para então mostrar arrependimento e revelar ser boa.

A queda dessa máscara já não seria muito legal para mim, e quando começaram as inteirações com as colegas de time, tudo fica ainda mais forçado, porque há minutos atrás a Connie estava sendo babaca, o que cria um salto (ou distúrbio, se preferir) na sua personalidade que não me convence de nada.

Connie aprendeu tsudere mood.

Para completar, o caso da Ayano não fica melhor desenvolvido, onde a chance de aproveitar o complexo que ela criou em cima de “só tenho valor quando estou ganhando”, acaba sendo tão rápido, que mal dá para sentir que houve algo ali.

A Ayano estava jogando pela aceitação do time, e devido a derrota, se esperaria que tivesse aquele desenvolvimento básico sobre a aceitação, onde o time se junta para mostrar que ela não precisava ser um estrela para ter lugar ali.

De fato teve uma cena do tipo, com a Sora falando algo sobre a maneira que ela jogava, mas ainda não é nem de perto algo que faça você sentir uma acolhimento por parte dos membros.

Além disso, ficar repetindo esse lado depressivo da Ayano toda vez, acaba deixando a personagem maçante, e fazendo perder a força do drama para mim.

Eu gosto de quando sabem dosar o sofrimento dos personagens com momentos mais leves, para que você não fique sobrecarregado com aquela bola de depressão, mas me parece que o roteiro não está sabendo fazer isso muito bem, e fica apenas espremendo ainda mais esse sofrimento da garota para tentar impressionar e causar impacto.

Além disso, na minha visão, a personalidade da Ayano acabou se tornando uma bagunça, indo de alguém que tenta fugir da realidade, para o seu comportamento depressivo de rotina, depois voltando para um clima mais animado com as amigas no quarto, e por final assumindo um ar lunático(?!).

Não sei como é no mangá, mas a sensação que dá, é a de que estão trabalhando duas instâncias da Ayano em um mesmo ponto da história, o que transforma as coisas em uma bagunça emocional, que faz o drama ir perdendo o impacto comigo.

Momentos como esse são importantes, mas tem que ser melhor apresentando…

No final, por mais que seja compreensível a lógica por trás dos eventos, eu não consegui sentir um desenvolvimento adequado.

Desde o início desse arco as coisas já tendiam para uma resolução clichê, mas é uma pena ver que, mesmo dentro do cenário mais “favorável”, Hanebado! não conseguiu trabalhar os clichês da maneira certa, se atropelando um pouco e deixando para trás aquele início promissor que tinha.

Não é como se tudo tivesse se perdido aqui, e o anime tenha se tornado um completo fracasso, mas em vista do desenvolvimento da Aragaki, o passado da Ayano acabou sendo um pouco mais abaixo do que eu esperava, e aí, claro, as expectativas fazendo o trabalho para parecer ainda pior, por mais que na realidade não tenha sido assim, como minha nota deixa bem claro.

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E você, que nota daria ao episódio?

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Extra

Aragaki foi a passeio? Jogou o dela, e depois ficou no canto sem dizer nada…

Não deu para encaixar no texto, então vou comentar aqui…

Essa cena da mãe da Ayano foi interessante, mas é melhor não criar muitas expectativas. Pelo que eu entendi, a Connie fez aquele show todo porque queria reconhecimento, o que sugere que a Uchika poderia ter a deixado depois de perder, assim como aconteceu com a Ayano.

Eu… Eu nem sei o que falar disso…

Não consegui pensar em muitos gifs =/

Marcelo Almeida

Fascinado nessa coisa peculiar conhecida como cultura japonesa, o que por consequência acabou me fazendo criar um vicio em escrever. Adoro anime, mangás e ler/jogar quase tudo.