Impressões Semanais: Parasyte e Garo – Honoo no Gokuin – 11

O que será da raça humana agora?

Parasyte: Episódio 11

Esse é você vendo seu ship afundar.

Depois de algumas poucas e boas, finalmente um pouco de paz para o Shinichi, Ao menos por enquanto.

Depois de alguns episódios focados nos conflitos com os parasitas, é a hora de ver um pouco mais da cabeça conflitosa do nosso Shinichi. Mesmo após a mudança brusca de personalidade, fica claro que ele está ainda mais afetado com tudo que está acontecendo. E pelo visto isto não vai melhorar tão cedo. No momento, isso é algo que eu venho apreciando bastante em Parasyte: superar traumas não é algo simples. Ainda que a personagem da mãe do protagonista não tenha sido tão importante sozinha, a morte dela teve um efeito forte na obra. Ponto para o anime.

Ao mesmo tempo, no lado dos parasitas, está acontecendo o que já era um tanto esperado: eles começaram à agir em grupo. E não só isso, também estão começando à tentar cada vez mais entrar na sociedade humana, tomando posições de controle dela. É interessante ver eles se infiltrando no governo por exemplo, gradativamente, mas até quando isso vai durar até os humanos perceberem? Além do mais, é impressionante ver o nível da força dos parasitas de comparados aos dos humanos. A cena do massacre da yakuza foi uma amostra disso. No mais, em aspectos técnicos, tenho que dizer que essa foi uma das mais bem animadas do anime, ao menos na hora de animar “humanos”. Foi mesmo de arrepiar!

Com a formação dos grupos, com certeza será mais complicado para o Shinichi agir contra os parasitas… isso já o suficiente para me deixar bem ansiosa em relação ao andamento do anime. Eu poderia comentar também sobre o triangulo amoroso que está se formando, mas…. eh, acho que todos sabemos o que isso vai dar. Pena de quem torcia para uma certa personagem.

Garo -Honoo no Gokuin-: Episódio 11

Ok, essa semana esse anime conseguiu me deixar sentimental.

Certo, se por um lado eu esperava que Bernardo durasse um pouco mais, por outro não tem como negar que o desfecho do personagem foi muito bom. Na sua primeira aparição, dava à entender que ele teria um conflito maior com o León – que levou uma surra – mas não, seu conflito final com o melhor amigo, German. E foi bom assim.

German é um personagem muito mais solto e descontraído que os outros, então ver ele sentado no chão e se recusando à lutar até saber porque Bernardo foi para o lado negro da- digo, lado Horror da força reforçou ainda mais o carisma do personagem e foi uma ferramenta para mostrar com mais detalhes o passado do personagem, que leva ao principal conflito da série: afinal, o que vale pena arriscar sua vida para se proteger?

Tanto Bernardo quanto Mendoza questionam o porque de continuar salvar os humanos dos horrors, que nada mais são que pessoas que sucumbiram às próprias fraquezas e sentimentos obscuros. No caso de Bernando, ele apenas viu estes tirando o que para ele era o mais importante e que devia ser protegido: os seus amigos. Ainda que no final, o próprio Bernando tenha se corrompido, assim como os próprios humanos, esse desejo permaneceu até na beira da morte. Um final trágico, mas ao mesmo tempo, o melhor para ele à aquela altura.

Agora, o conflito com o Mendoza deve marcar o final desse cour.

EXTRAS:

Alguém fez a abertura de Parasyte no estilo do mangá! Nossa, é totalmente diferente do anime mesmo. 

Eu tenho que comentar que esse frame é muito tocante, assim como a cena num todo. O Bernardo focando o nada desse jeito, sem nenhum brilho nos olhos… Realmente German fez a o escolha certa acolhendo o amigo por uma ultima fez e mentindo para que ele morresse em paz.

Ilustração de Parasyte feito pela mangaka Nakamura Asumiko. É, o estilo dela é bem fácil de reconhecer. Ah, só lembrando que não tem Parasyte essa semana.
Essa ideia do governo não foi tão boa assim…