Executiva da Toei Animation fala sobre animes globalizados e possibilidade de produções no Brasil
Durante essa semana aconteceu no Rio de Janeiro a Rio2C, uma das maiores feiras criativas da América Latina, e contou com a participação de Olfa Sakakibara, executiva de estratégia de conteúdo global da Toei Animation.
Em sua participação, Olfa comentou um pouco sobre as visões atuais da Toei Animation para o mercado global e as mudanças estruturais que o estúdio vem implementado na criação de animes.
De forma resumida, a executiva falou sobre como a Toei Animation vem investindo em produzir obras localmente ao invés de apenas continuar com a mentalidade de exportar um produto para outras regiões.
Olfa comentou como o mercado japonês é autocentrado e que mesmo isso tendo funcionado bem até então, eles acreditam que é possível ir além e entregar obras que reflitam a cultura das diferentes regiões.
O objetivo do estúdio atualmente não é apenas criar projetos globalizados, mas produzir obras em cada local e oferecer possibilidades para que sejam criados animes com visões criativas que não seriam possíveis no Japão.
A executiva falou sobre Hypergalactic -Monkey Quest, Future’s Folktales (Asatir) e Collège Noir, e como cada um desses projetos teve total liberdade criativa, ficando a critério de cada equipe a decisão de escolher o estilo artístico (anime ou não) que melhor combinasse com suas ideias.

Além disso, Olfa também comentou sobre a nova imagem dos animes que o estúdio vem buscando alcançar fora do Japão.
Segundo a executiva, o foco atual das produções no exterior está sendo em obras destinadas ao público infantil, onde o objetivo é fugir do estereotipo de que animes são violentes e sexualizados.
No entanto, Olfa pontuou que isso não é uma regra absoluta, e que se existir potencial, a faixa etária do projeto não importa.
Por fim, o site Omelete conseguiu conversar com a executiva e perguntar a situação do Brasil nessa nova estratégia de expansão global da Toei Animation.
De forma direta, Olfa respondeu que atualmente não existem planos de incluir o Brasil nas regiões que produzirão obras, mas não descartou a possibilidade em vista que os planos do estúdio é alcançar o maior número de coproduções o possível, e que ficaria feliz em ver uma obra com a cara do Brasil.
A versão completa com mais detalhes da palestra de Olfa Sakakibara pode ser lida no site Omelete
Fonte: Omelete
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