Kujira no Kora wa Sajou ni Utau #07 – Impressões Semanais

E o aguardado confronto finalmente chegou, trazendo mais alguns detalhes sobre o funcionamento dos Navios/Baleias, e dando início a toda a desgraça prevista nos deathflags da semana passada.

Os confrontos acabam sendo mais voltados para o emocional dos personagens, do que nas ações, mostrando alguns sacrifícios e perdas, sendo que o clímax acaba ficando por conta do final, onde temos uma leva de mortes por motivos óbvios.

Se quer continuar vivo, não protagonize cenas como essa.

O episódio já começa entregando algo bem interessante nos seus primeiros minutos, mostrando não somente o funcionamento dos Navios de forma mais técnicas, como também a presença de um ser que funciona como o núcleo de tudo ali.

Quando Lykos mostrou o Nous do seu navio, não tinha uma garota lá, então nem me passava pela cabeça a chance de ter uma forma mais humanoide no lugar, por mais óbvio que soe quando você lembra que a Neri fazia parte do Nous da Baleia, mas, ok…

Além disso, durante a canção da Neri II, a garota do Skylos acaba reagindo a música, o que pode sugerir que aquelas ações tem mais significado, do que apenas criar um background musical para as lutas que estavam acontecendo ali.

A própria tripulação do Skylos sugere que aquela tempestade de areia não é comum, o que pode também ser influencia da Neri II, e uma maneira particular de ajudar no confronto.

As duas até que se parecem um pouco… Ou não.

Deixando a Neri II de lado, e falando das lutas… Os conflitos são um pouco menos agressivos do que na última invasão, sem aquela sensação de ser algo unilateral, mas também sem abusar muito do súbito surgimento de força por parte dos habitantes da Baleia, além de servir para apontar algumas características do comportamento cultural do lugar, como as crianças se divertindo por terem matado alguém, e o cara ao lado olhando em desaprovação para aquilo.

O maluco de cabelo rosa volta para ficar fazendo coisas random e matando qualquer um sem hesitar (exceto se essa pessoa faz parte do elenco principal), e se mostrando cada vez mais irritante.

O que mais achei legal dessa parte, foi o Suou ter agido como um Chefe mais ativo, indo para os confrontos, ao invés de ficar só olhando o que estava acontecendo, por mais que não tenha ajudado muito no final, e só apanhado para o garoto de cabelo rosa.

Mas a tentativa é válida, e ninguém merece personagens que ficam chorando no canto por não conseguir fazer nada, sem nunca tentar fazer algo de verdade.

No final, ele acabou servindo para criar um gancho de uma luta bem interessante entre o moleque chato e o líder do esquadrão de autodefesa.

Quando até o elenco começa a partilhar da mesma opinião, é que as coisas estão feias mesmo.

Um pouco antes disso, o líder do Conselho também entrega uma cena relativamente interessante.

Não chega a ser nenhum grande plot twist, principalmente por ser um mecanismo de roteiro relativamente comum, onde sacrificam um personagem “ruim”, usando disso como forma de mostrar uma certa redenção sobre o que ele fez no passado, para dar mais utilidade para ele, antes de descartá-lo.

Porém, a violência usada, e o fato de, até certos pontos, ser um pouco inesperado, acaba causando uma impressão positiva sobre a cena, e dando um misto de “mereceu” com “até que ele não era tão ruim assim”.

O mais estranho ali, foi deixar uma sensação de que as coisas parecem fugir um pouco do contexto em que o ataque de Skylos estava.

Tinha sido anunciado que a Torre Central havia sido destruída e estava sofrendo ataque direto, o que justificaria a fuga de algumas pessoas, mas sobrar apenas o Ancião e três crianças, tira um pouco da naturalidade dos acontecimentos, já que parece estranho alguns terem fugido, enquanto eles ficaram para trás.

Isso, claro, não é um ponto negativo, mas os cortes de cena acabaram me deixando com a sensação nítida de que os quatros estavam ali para encenar aquilo, literalmente, e não como um efeito natural causado pelas casualidades do ataque.

Mas novamente, a tentativa foi válida.

Por final, temos o foco em cima da invasão ao Navio, e é onde eu diria que temos um caso mais complicado de avaliar… Particularmente, vai do gosto de cada um, e da forma como encara esses momentos de tensão.

Eu sou um dos que compra bem a ideia de gerar um certo drama a medida em que observa o desenrolar da história, e aquilo vai te preparando para desgraça que vem a seguir, em outras palavras, aquele famoso grito mental de “não abra essa porta, seu idiota!”

Para quem prestou o mínimo de atenção ao que estava acontecendo ali, era mais que certo que os figurantes do grupo iam morrer em um ataque surpresa.

O capitão sabia dos planos de invasão; eles foram descobertos logo no início; a segurança na parte mais importante do Navio estava quase nula.

Tinham bastantes dicas sobre o que iria acontecer, e como disse mais acima, dá para comprar a ideia de criar a tensão em cima disso, e forçar o espectador a ficar desejando que os personagens não vão por ali, ou na expectativa de que a história não vá tomar rumos tão óbvios, ou que alguém vai aparecer para impedir aquilo.

O problema é que isso não acontece, e tudo ruma para o clichê da chacina em grupo.

Ela é efetiva até certo ponto, e não incomoda muito para quem é menos exigente, mas o peso de se usar o episódio passado, para criar ligações emocionais com os personagens, entra justamente nessa parte.

Basicamente todo mundo ali carregava a bandeirinha da morte em cima da cabeça, e quando você liga isso a previsibilidade de uma emboscada, a maioria das morte se torna indiferente.

O cara que alisava a cabeça dos outros podia ser divertido, mas acabou se tornando apenas uma forma de expressar a brutalidade do mundo em que eles vivem, sem funcionar muito bem como perda de personagens.

Ele morreu junto de muitos outros, e isso certamente impacta em quem está assistindo, mas como personagem, não cria muitos sentimentos de pena, como deveria acontecer após tantas tentativas de mostrar uma ligação emocional entre o elenco.

Acho que se fosse menos óbvio, o impacto seria melhor.

Resumindo… Por mais que tenha apontado algumas coisas que podiam ter sido melhor aproveitadas, o episódio ainda consegue ser satisfatório, e manter um bom nível como entretenimento.

Apareceram algumas lutas, mas no geral, as coisas se mantêm mais no lado emotivo, deixando apenas alguns ganchos para o clímax de algumas batalhas que podem acontecer na semana que vem.

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E você, que nota daria ao episódio?

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Extra

Isso foi…

…Estranhamente bonitinho.

Se trocar as flechas por laser, é quase uma cena de Star Wars.

Manjando como sempre.

Marcelo Almeida

Fascinado nessa coisa peculiar conhecida como cultura japonesa, o que por consequência acabou me fazendo criar um vicio em escrever. Adoro anime, mangás e ler/jogar quase tudo.