Eromanga-sensei #12 – Impressões Finais

Como previsto pelo gênero da obra, o final de Eromanga-sensei foi bastante bobinho e aberto. Sinceramente, não há bem o que comentar profundamente já que quase nada foi desenvolvido nesse desfecho.

Admito que esse foi um dos episódios que eu praticamente chorei de rir com tanta insanidade e bizarrice. Esse tipo de humor mais ecchi não me agrada tanto, porém mesmo tendo um quesito exagerado para isso, Eromanga-sensei consegue destacar umas cenas onde é quase impossível não rir.

A parte exagerada está em volta de toda as críticas feitas a obra durante sua exibição. Não que isso seja um problema no Japão, mas aqui houveram uns longos comentários a respeito das idades das personagens e o teor mais adulto que as rodeavam.

Bom, algo que tive que lidar juntamente com o fato de gostar de animes é ter que ignorar algumas coisas. Há ainda todo aquele posicionamento de que se você acha determinada obra idiota ou pesada, simplesmente pare de assistir por livre e espontânea vontade.

Há alguns aspectos que me incomodaram em Eromanga-sensei. Primeiro, a idade a Sagiri. Sim, a Sagiri tem 12 anos e querendo ou não houveram diversas cenas que foram extremamente desnecessárias em relação a isso. Ponto.

É uma crítica que começa e termina aqui, porque sempre que começamos a falar a respeito de determinado aspecto que se instalou em uma cultura, o caminho de volta não existe. E não há como eu mera brasileira lidar com os fatos criativos do Japão.

Faço das palavras da Muramasa as minhas. Superando o desafio que foi falar dessa obra -.-

Outro ponto interessante foi sempre a discussão de todas as personagens serem novas demais para escreverem, viverem sozinhas e por aí vai. Acho um ponto de observação bem válido, mas é uma obra de ficção.

Por sinal, uma ficção que mesmo colocando garotas num lado desagradável, ainda há aquelas personalidades autoritárias e com características próprias contrastando com isso.

Esse detalhe na obra é fundamental para quebrar todo aquele exagero que eu tive que ignorar. E esse desfecho entra nesse ponto também. Foram diálogos que eu considerei divertidos por uma interpretação minha.

Vamos ter a Elf preguiçosa e com sua mansão aos 14 anos sim!

Sempre há garotas falando coisas mais adultas em determinados animes para agradar o público masculino, mas ao meu ver todas as conversas e curiosidades podem sim entrar numa cena natural de garotas querendo apenas entender as coisas.

Além disso, entra o posicionamento que muita gente tem sobre ser tabu falar a respeito o corpo do outro gênero e por aí vai.

Qual o real problema da Sagiri ter puxado a mãe e realmente gostar de desenhar coisas eróticas? Bom, a idade dela é o único ponto que eu acho extremamente errado.

Contudo, enfatizando a parte dela ser uma garota, não deveria ter problema nenhum nisso. Muito menos isso ser levado como aspecto para atrair o público masculino.

Digo o mesmo para a Megumi que problematizou inicialmente e no final tudo era um grande mal-entendido em relação ao irmãozinho dela. Ela é uma garota que fala o que pensa e age como quer. Repito que isso deveria ser elevado a uma qualidade e não um atrativo.

A frase que resume a Sagiri

A Yamada Elf foi o brilho da obra com sua autoridade e personalidades absurdas. Ela é aquele tipo de garota que transmite humor e admiração ao mesmo tempo por sempre conseguir manipular as situações ao seu favor.

Já a Muramasa é retratada como uma pessoa mais influenciável e “pura”, porém foi mostrado o quão forte ela pode ser também, e corajosa! São essas personalidades que deveriam ser exaltadas por quem assistiu.

Para alegria de muita gente a Tomoe deu as caras com uma indireta bem evidente. Para quem não teve desenvolvimento algum na obra foi uma boa surpresa, talvez até para envolver uma próxima temporada quem sabe.

Aquele sorrisinho

Bom, como a própria Sagiri fala o Masamune é o clássico protagonista de Light Novel e até me admira ele não ser tão irritante quanto outros protagonistas. O papel de irmão dele é bem exemplar e seu crescimento na obra foi retratado tão bem quanto o da Sagiri.

Em meio as piadinhas e as situações mais constrangedoras desse final, temos a Sagiri mostrando seu amadurecimento de uma forma bem simples.

Só o fato dela receber pessoas em seu quarto e socializar com quatro delas foi um enorme avanço em relação ao início do anime. Ela expôs suas personalidades e expressões mais adoráveis, gerando os melhores gifs da temporada.

Provavelmente a melhor parte do final foi o avanço dela ao dar um tchauzinho na janela. Dava para ver na expressão do Masamune o quão ele estava feliz em perceber as mudanças da irmã.

E antes de entrar no quesito romântico essa foi uma obra que trabalhou bem o amor fraternal, mesmo que eles não sejam irmãos de sangue.

Por que não fizeram um gif dessa cena adorável?

Mas não bom o bastante, para uma comédia romântica o romance em si foi bem balanceado em relação a outras personagens, fora a principal. O desenvolvimento com a Sagiri foi bem rápido e com poucas cenas empolgantes. Então, o destaque foi realmente para a cena da Elf entre os vagalumes.

No mais, o que posso dizer sobre as cenas de humor serem boas está inteiramente voltado a direção. Eromanga-sensei totalizou muitos pontos positivos em relação a criatividade e boa direção nas cenas engraçadas. Seja pelas expressões, pelo enredo das cenas e o fundo musical.

A obra tem muito o que desenvolver, ainda mais com o fato do segundo volume da novel do Masamune estar em andamento. Aguardaria tranquilamente uma próxima adaptação para aproveitar os absurdos da Yamada Elf, os gifs da Sagiri e as referências mais comentadas do Twitter. Enfim, mesmo com tanta confusão envolvida foi uma divertida obra para se acompanhar e dançar com a abertura.

Nota do autor

 

E você, que nota daria ao episódio?

Nota dos Visitantes
[Total: 413 Média: 4.4]

Extras

Eu vou sentir falta desses extras

Aula de anatomia na escola faz falta

A Muramasa expressa todos os meus sentimentos

Elas formam um trio bonito sim

Sequência de Gifs da Sagiri para fechar com chave de ouro

Nya agressiva

Sentiremos falta da dancinha

Victoria Caroline

Engenharia, literatura brasileira, fotografia, vídeos de receitas, música boa e cultura japonesa. Não necessariamente nessa ordem. Às vezes acorda meio de humanas (quando consegue acordar).