Impressões Semanais: Ansatsu Kyoushitsu #17 e Re: Zero #06

Respostas, muitas respostas

Ansatsu Kyoushitsu #17

Até Ansatsu deu um jeito de se aproveitar do gigantesco buzz de Guerra Civil com esse episódio, hein. Assim como no filme, sou #TeamBlue, que aqui atende por #TeamNagisa.

Só que ao contrário dos princípios levantados por Tony Stark, em AssClass, os argumentos pró assassinato são mais verossímeis e compreensíveis. Ao menos, na maioria dos casos, já que Itona, por exemplo, utilizou a palavra “diversão” pra justificar sua escolha, o que é um absurdo, já que o garoto só respira graças ao sensei. Uma ingratidão absurda e jogada na tela como se fosse algo simples. Parece que a produção não entendeu a seriedade da questão e a avaliou apenas como um jogo para entretenimento. Perdi total simpatia pelo personagem.

Muito mais do que um FPS, a divisão dos estudantes deveria ser levada a sério, pois são questões de princípios e moralidade envolvidos. Por mais que muitos ali prezem pela amizade e dizem querer realizar o assassinato juntos, isso não muda o fato de que cada um tenha o seu caráter exposto pela decisão tomada. Não sei se o mangá desenvolve o arco da mesma maneira, mas focando na animação, ela foi conduzida de uma forma extremamente leviana, como se não houvessem consequências envolvidas.

Essa imprudência descaracterizou não apenas Itona, como também Karma. Não há conflito que justifique seu tratamento perante Nagisa, já que os dois eram considerados amigos, por mais que Karma sempre tenha sido apresentado como um arrogante pretensioso. O que ele fez, na inveja da situação, foi bullying e pronto. Uma tentativa de intimidação. Mais um que perdeu qualquer empatia para comigo, apesar que nunca tenha sido considerável.

Quanto ao jogo, fica visível a maturidade dos alunos em questões de estratégia e habilidades, mas isso já foi mostrado ao longo da temporada. Ocorreu um contundente equívoco de priorização nesta semana, em Ansatsu. Dar enfoque a diversão e ação não é um erro, mas quando estes comprometem mais de 40 episódios de aprofundamento, é algo para se refletir.

Avaliação: ★ ★ ★ ★ 

Re: Zero #06

Finalmente nosso protagonista explanou os motivos de sua recusa em revelar informações. Não vou dizer que concordo com seu temor de ser relacionado ao assassinado, mas cada um com sua personalidade, e assim, algo plausível. Também destaca seu caráter precavido e meticuloso.

E após tantos reboots, Subaru resolveu mudar seu modo de agir no universo. É uma atitude óbvia e que deveria ser tomada antes, pois ele parecia até conformado com eminência de sua morte, e  sua demora em fazer algo sobre gerou reclamações, mas chegou. E o que mais gostei nisso, além do óbvio avançar da trama e uma pequena mostra de que o herói possui alguma inteligência, é que seus planos não deixaram de lado as interações do roteiro.

Como pediu para tornar-se um convidado, é natural que Subaru passaria menos tempo em tela com Rem e Ram, que propiciaram momentos tão gostosos semana passada, mas mesmo com essa lacuna, deram um jeito de introduzir diálogos bons, leves e por vezes até profundos, como a fábula do ogro.

E se prestarem atenção, o episódio, ainda que tenha mantido um ambiente despretensioso em grande parte de sua duração, teve também uma áurea de mistério já natural da obra. Mistério plantado na busca de Subaru por aquele que o matara repetidas vezes. Primeiro com o obscuro palhaço e suas correntes andrógenas, e posteriormente na própria conversa sobre o ogro, onde Ram deixou à mostra uma personalidade excessivamente fria e vazia de sentimento, como se suas decisões fossem baseadas apenas em conveniência e efeitos práticos.

Essa falta de empatia entre as irmãs fora, até então, utilizada como artifício cômico, mas também denota uma insensibilidade latente das mesmas, e me agrada ver o roteiro explorar este outro lado de suas personalidades robóticas.

Sessão QUE MULHER.1 da semana.

Como escrevi no texto da semana passada, estou submerso no universo de Re: Zero e seus personagens. É como se me sentisse à vontade em sua presença, e um dos principais motivos pra isso é a facilidade e fluidez com que o roteiro transita entre atmosferas de forma eficiente. Vi alguns com olho torto para esse aparente Slice of Life que Re tem enveredado, mas pessoalmente, eu gosto muito, assim como em SAO. Não quero apenas ação, e sim uma mescla dos dois, para não ficar repetitivo e logo, perder a intensidade pela mesmice.

Um exemplo disso foram as cenas trocadas entre Subaru e Emilia, o casal principal que apresente uma química muito forte e contagiante, assim como quando Subaru divide o quadro com as empregadas.

Na verdade, anseio para que Re;Zero continue assim ao invés de virar um shounen. Uma ação pautada e pontual me é suficiente, como o cliffhanger honesto dos minutos finais. Digo honesto pois desfrutamos levemente da batalha e a “vilã” foi exposta durante a batalha, sem deixar todas as revelações para depois, como os últimos capítulos haviam feito. Satisfaz no presente e ainda instiga para o futuro, como deve ser (e como instiga).

Avaliação: ★ ★  ★ ★ (+)


 #Extras

Momento QUE MULHER.2! da semana (mais pelo contexto do que pela estética).

Essa cena me dá muita dor de cabeça.

Tá cada vez mais Moe.

Ps: quando forem revelar Spoilers, façam uma duas linhas de SPOILER! em caps para depois soltar a informação. Escrever “spoiler” e já dar segmento ao texto é inútil, pois o olho vai automaticamente captar algumas palavras a mais. Aconteceu comigo e estragou toda a surpresa de quem era a assassina, então por favor usem a tag SPOILER e deem uns dois espaçamentos quando forem revelar algo.