Top 5 Melhores Animes – Romance com Comédia e Drama

 

Animes com romance, slice of life, com um pouco de comédia e drama, e, em vários casos, finais fechados (ou quase).

Essa lista é focado nas comédias românticas que mais gostei: as que tem drama misturados a vida cotidiana, desenvolvimentos mais sérios e um final normalmente fechado. O critério é simplesmente ter um romance bem desenvolvido entre os personagens, ser vida cotidiana (com ou sem sobrenatural mas sem ação ou fantasia) com comédia e um pouco de drama. Digo “um pouco” porque apartir do momento que o drama é o foco central do anime o tempo todo eu acho que a obra vira um drama puramente dito (exemplo: Kimi no Uso), não uma comédia romântica “com” drama. A maioria das obras dessa lista fecha bem seus casais e tem um final fechado ou “quase” fechado.

Adiantando uma possível pergunta: E os shoujos e joseis, não contam como comédia / romance / drama? Contam, mas no meu top pessoal, nenhum deles ficaria acima dos que coloquei nessa lista, tanto é que o que considerei um dos melhores está nos extras. Mas vai ter uma lista de melhores shoujos/joseis no futuro, e ai devo citar os mais conhecidos e mudar inclusive o que está no extra dessa lista (Nodame Cantabile) para lá, já que ele está mais para slice of life/romance do que comédia romântica.

Tema:

Animes de romance, slice of life, drama (alguns tem mais e outros menos), comédia, e na maioria dos casos finais bem conclusivos no que tange a romance (Oregairu é a unica exceção). No geral são comédias românticas um pouco mais sérias focadas na “vida cotidiana”, as vezes com aspecto sobrenatural e as vezes não (não espere nada de ação ou fantasia nessa lista portanto).

Top 5 – Melhores animes de Romance com comédia e drama

Sakurasou no Pet no Kanojo

Gênero: Romance, Comédia, Slice of Life, Drama, Escolar.
Diretor: Atsuka Ishizuko (No Game No Life)
Estúdio: J.C Staff (Toradora, Golden Time)
Episódios: 24
MAL: Clique aqui

Minha nota: 9/10
Opening: Clique aqui
Trailer:


Sinopse:

Kanda Sorata é um aluno do segundo ano que mora no dormitório para alunos problemáticos da sua escola. Um dia, Shiina Mashiro, uma artista brilhante, muda-se para o Sakurasou. Sora se vê na obrigação de proteger a nova inquilina dos malucos que moram no dormitório. Logo ele descobre que Mashiro, devido ao modo como foi criada, não tem a mínima ideia de como viver sozinha e cuidar de si própria. Quando sai ela acaba se perdendo e seu quarto é uma bagunça absurda. Tentando resolver o problema os outros inquilinos nomeiam Sorata como “mestre” de Mashiro, e é assim que um garoto comum e uma brilhante garota avoada acabam tendo que viver como mestre e animal de estimação, enquanto aprendem um com o outro sobre as belezas e tristezas vida.

Review:

A história começa apresentando o protagonista e seu grupo de amigos excêntricos de uma escola de arte. Somado a isso é acrescentado ao elenco Mashiro, uma garota que foi isolada desde criança devido a seu talento, e graças a isso tem pouco a nenhum senso comum quanto ao tratamento com outras pessoas. Ela está atualmente tentando largar sua vida anterior na pintura para se tornar uma mangaka. Os primeiros episódios podem assustar alguns pela quantidade relativamente grande de ecchi, mas não se preocupem, o anime mostra que busca muito mais do que mostrar fanservice nos 4 primeiros episódios que fecham o arco 1. Mais do que tudo ele trata de desenvolvimento de personagem.É muito legal ver Mashiro evoluindo de alguém relativamente imatura e sem noção para um ser humano mais normal com o tempo (é bem gradual, mas é notória a diferença do começo para o final), assim como a jornada de Sora e seus amigos tentando conseguir seu primeiro emprego enquanto estudam, e são constantemente lembrados de como a vida pode ser dura (boa parte do drama da obra vem disso, e tem momentos muito bonitos). O romance é bem presente em um triangulo amoroso que vai se formando, assim como é trabalhado de forma secundária com um casal mais velho, de uma garota apaixonada e um cara que gosta dela, mas prefere continuar sua vida de mulherengo por medo de encarar o que sente e ser comparado a genialidade da garota. Sakurasou é em parte um constante trabalho em mostrar como é difícil conviver e competir com pessoas talentosas, quando você é alguém comum.

Chegando ao final a jornada de muitos deles se completam, o casal mais velho finalmente se decide e o protagonista toma coragem e faz uma escolha para desfazer seu triangulo (alguém tinha que ganhar afinal). O que fica faltando é só a concretização do romance com a garota que ele escolheu. Não chega a ser um final completamente fechado, mas é bem satisfatório na maioria dos aspectos.

Sakurasou trabalha muitas coisas, e foi nisso que ele me ganhou, não é “só” uma comédia romântica (apesar de ter muita comédia e romance). É um drama sobre como a vida pode ser difícil e sobre a complicada realidade de que existem pessoas com talento por ai, e que apenas esforço não vai ser o bastante para passar a frente delas, mas que isso não é motivo para você desistir. Por último, vale dizer que é tecnicamente uma das obras mais bem animadas que a J.C Staff jaz fez desde que foi criada (influencia da diretora), tem vários cortes de animação lindíssimos (o AMV que coloquei no botão do trailer ali em cima mostra alguns deles, aqui tem outro AMV lindo, mas não recomendo esse para quem não assistiu o anime ainda).

Quem quiser saber o que acontece depois do final do anime aqui tem um mini-resumo do final da Light Novel nesse post -> clique aqui.

Similar: Para quem sempre pergunta se existe um anime parecido com Sakurasou ou como Sakurasou, tem um chamado Honey & Clover (info) que envolve um grupo de amigos em uma faculdade de arte e acaba tendo um triangulo também (2 homens para 1 mulher no entanto), mas a pegada dele é muito mais focada em Slice of Life e drama do que em comédia e romance. Ele é bem lento, um dos motivos que nunca consegui apreciar muito a obra (a S1 demora 24 episódios para realizar o que poderia facilmente ter feito em 12, você nota isso pelo resumo da S1 que tem na S2, de como em geral pouca coisa aconteceu ou mudou em 24 episódios).
Ele foca muito no drama de uma garota que gosta de um cara que gosta de outra (todo episódio!), e um outro que gosta de uma loli de 18 anos (que parece e se comporta como uma criança de 8 anos! sim, essa garota -> clique aqui <- tem 18 anos!). Tem o tema de procurar emprego também e mostra algumas pessoas com talento acima da média o desperdiçando, mas não tem nada daquela dificuldade em competir com gente talentosa ou do primeiro emprego que mostra em Sakurasou.
Não é uma obra ruim, longe disso, classificaria como mediana, mas não vão com a esperança de encontrar outro Sakurasou, porque embora alguns elementos sejam semelhantes ela é algo bem diferente. Sakurasou tentava manter a trama em movimento constante chegando a ter uns 8 climax dramáticos em 24 episódios, enquanto Honey e Clover está sempre no mesmo ritmo (um tanto quanto lento) e só tem um climax de verdade depois de 24 episódios, e no seu final na segunda temporada (que é bem mais ágil que a primeira, vale dizer). Nota 7/10.

Yahari no Seshun no Love Comedy (Oregairu)

Gênero: Slice of Life, Drama, Romance, Comédia, Escolar.
Diretor: Season 1: Ai Yashimura (Ao Haru Ride) e Season 2: Kei Oikawa (Outbreak Company)
Estúdio: Season 1: Brains Base (Durarara) e Season 2: Feel (Kiss x Siss)
Episódios: 13 (+OVA e uma S2)

Minha nota: 9/10
Trailer:


Sinopse:

Hikigaya é uma pessoa anti-social. Ele não tem nenhum amigo no colégio e possui uma visão meio distorcida (absurdamente negativista) da vida. Ele acha que seus colegas de classe são um bando de mentirosos e deseja não trabalhar no futuro. Preocupada com seu aluno, a professora faz com que ele seja integrado no “clube de serviço voluntário” e ele acaba descobrindo que Yukinoshita Yukino, a garota mais linda do colégio, é uma das integrantes. Ambos terão que amadurecer e aprender mais sobre si mesmos enquanto resolvem os problemas alheios trazidos ao clube.
Review:
 
Yahari foca em um cara isolado socialmente cheio de traumas de infância a despeito da convivência escolar, além de duas outras garotas, uma parecida com ele com uma visão bem sínica sobre a vida e uma outra mais pra cima que mantem o grupo unido. A primeira temporada é basicamente esse grupo resolvendo problemas no colégio através do “clube de serviço voluntário” que eles criam a concelho de uma professora, para poderem passar seu tempo depois da escola.

O anime é uma comédia romântica relativamente comum nos primeiros episódios, só mostrando um diferencial apartir do episódio 5, quando o protagonista toma uma atitude inesperada. Após isso a dinâmica começa a mudar um pouco no grupo e começarmos a aprender mais sobre cada personagem. O arco final é mais impactante da primeira temporada, com o protagonista resolvendo tomar uma atitude para tentar ajudar um membro do seu clube, e sofrendo as consequências disso. 

Admito que achei a primeira temporada só mediana. Ela mostra como os personagens pensam e até dá razão ao porque deles pensarem assim, mas nunca os desafia com contra exemplos ou mesmo os faz refletir se aquilo é realmente a única opção, ou mesmo se eles podem estar equivocados em alguns pontos. Eles ficam soltando suas concepções negativas no ar como uma verdade absoluta sem ninguém para contradize-los. Mas ai bem a segunda temporada e desconstrói tudo isso (até no design, já que mudam a staff e isso fez maravilhas ao anime). 

Na segunda temporada tudo em que eles acreditavam é posto a prova, e o protagonista finalmente tem que encarar que seus métodos podem dar muito errado as vezes. Isso força nele uma tentativa de mudança, gerando o episódio – emocionalmente – mais impactante e bonito da série. Depois é a vez da protagonista feminina, que faz um papel bem chatinho na primeira metade da 2ª temporada, passar pelo mesmo tratamento de encarar seus problemas, ao invés de ficar com cara de emburrada culpando os outros. É um desenvolvimento de personagem muito legal que se faz nessa segunda temporada. Até mesmo os personagens coadjuvantes para que você não ligava começam a ganhar importância e desenvolvimento, mostrando que não são exatamente o que parecem por fora (o loiro playboy por exemplo).

Um porém interessante dessa segunda temporada é que os personagens falam e agem de forma tão subjetiva que muita gente ficava confusa com o que acontecia nos episódios, gerando ótimas discussões e teorias a cada um deles (deve ter sido o impressões semanais mais divertido que já fiz -> aqui ). 

O único problema é que a segunda temporada termina totalmente em aberto quando a protagonista feminina finalmente decide o que vai fazer. Mesmo assim é um anime que vale muito a pena, e com suas vendas tenho esperanças de que lancem uma OVA com o final até 2016 (só falta um volume para adaptar, que sai no final de 2015).

Oregairu é basicamente isso, um bando de adolescentes tendo que crescer e ver que a vida não é tão complicada ou horrível como eles pensam, mesmo que tenham que levar na cabeça e quase destruir sua amizade para descobrir isso. O começo dele não tem nada demais, mas o modo como ele pega o que fez no início e transforma em algo realmente bom é impressionante.

 

Kokoros Connect

Gênero: Slice of Life, Sobrenatural, Romance, Comédia, Drama, Escolar.
Diretor: Shin Oonuma (Baka to Test, Nourin)
Estúdio: Silver Link (Baka to Test, Strike the Blood)
Episódios: 16

Minha nota: 8/10
Trailer:


Sinopse:

História sobre os integrantes de um clube de estudos culturais (Yaegashi Taichi , Nagase Iori, Himeko Inaba, Yoshifumi Aoki, Kiriyama Yui) que viviam suas vidas normalmente até que de repente suas almas começam a trocar de corpo aleatoriamente e o pior, isso acontece com bastante frequência, transformando a vida cotidiana deles em um caos.

A principio eles acham tudo intrigante e confuso, mas quando essa conexão gerada pelas constantes trocas começa a expor as feridas escondidas no coração de cada um, a relação entre os 5 começa a mudar…

Review:

Kokoros Connect consegue chamar a atenção logo no primeiro episódio com seu aspecto sobrenatural e de bônus ainda termina com algum cliffhanger em vários episódios. Como em cada arco os poderes que afetam os protagonistas mudam, você sempre fica curioso para saber qual vai ser o próximo, e como eles vão se adaptar a ele. A troca de corpos sucessiva do primeiro arco, acontecendo de forma randômica, sem que os personagens tenham controle algum de onde vão parar, cria situações hilárias e ao mesmo tempo interessantes em termos de desenvolvimento de personagem. Os personagens em geral conseguem ser muito bem caracterizados durante essa primeira parte (uma das garotas é chatinha, mas o resto do elenco é legal), e ninguém nunca mais vai esquecer da cantada mais foda de todos os tempos em animes!

Se o primeiro arco faz um trabalho muito bom no geral, o segunda já resvala. Ele se foca demais no drama, a ponto de ficar incomodo, e com a resolução do arco parecendo um drama bem exagerado. O arco ainda tem seu propósito de desenvolver uma das personagens, e o faz, mas acaba sendo o mais fraco de todos os 4 do anime.

O terceiro arco se recupera, voltando a dinâmica do primeiro aonde faz uso do novo poder que os está afetando para desenvolver ainda mais suas relações e traumas (tem situações engraçadíssimas também, já que o fenômeno faz eles ficarem “sinceros até demais”). Depois dele vem um arco um pouco mais fraco, que serve para desenvolver a última personagem que faltava. O mérito dele acaba não no desenvolvimento em si, mas em como ele finalmente conclui um triangulo amoroso. Não tive como não dar muitos pontos para a obra ali, e foi provavelmente quando ela ganhou o direito a entrar na minha lista de comédias românticas favoritas.

O final em si ainda é aberto e eles tinham mais novels para adaptar (quem quiser explicações sobre os eventos sobrenaturais vai ter que ir atrás delas por exemplo), mas mesmo assim existe um sentimento de fechamento ali que, honestamente, me deu a sensação de que era o final da obra. Uma boa comédia romântica, com alguns ótimos personagens e uma mistura legal de comédia, drama (exagerado de vez em quando mas que dá pra relevar), romance e sobrenatural.

Similar: O anime mais parecido com esse é Yamada-kun, que vou citar abaixo.

Yamada-kun e as 7 Bruxas

Gênero: Sobrenatural, Comédia, Romance, Drama, Escolar.
Diretor: Kazuia Sakamoto
Estúdio: Liden Films (Arslan Senki, Terra Formars)
Episódios: 12

Minha nota: 8/10
Trailer:


Sinopse:

Yamada é um estudante com péssima reputação que é evitado pela maioria das pessoas no colégio. Um dia ele cai de uma escada e sem querer beija Shiraishi, uma garota estudiosa mas que vive cabisbaixa e sendo perturbada pelas outras garotas da sala. Os dois acabam trocando de corpos quando se beijam e após conseguirem voltar ao normal decidem usar esse poder a seu favor para se ajudarem mutuamente. Com o tempo no entanto, Yamada descobre que existem mais 6 garotas com poderes diferentes nessa escola. Além disso, ele parece ter ganho a habilidade de copiar os poderes dessas “bruxas”. Dai em diante sua vida se tornará uma bagunça.

 

Review:
 

O anime começa em um episódio movimentado, que entrega sua proposta inicial de comédia romântica com sobrenatural através de uma magia de troca de corpos, que só vai ser melhor explicada nos episódios seguintes. Os dois personagens principais já convencem logo de cara, tanto individualmente como um casal. Um estudante problemático, violento e mal humorado, mas que no fundo é um cara muito legal. E uma estudante super séria e estudiosa, mas que na verdade é solitário e lá no fundo busca ajuda. Os primeiros episódios além de apresentarem alguns personagens vão desenvolvendo a relação do casal principal, ao mesmo tempo que expandem os mistérios do enredo envolvendo as 7 alunas com habilidades sobrenaturais.

Yamada-kun, assim como Kokoros Connect, que citei acima, é uma comédia romântica misturada com sobrenatural, fazendo uso de um enredo linear com desenvolvimento de personagem e dando problemas para os protagonistas resolverem durante os episódios (Sakurasou também faz isso, mas com desafios normais do dia a dia). Embora com um tom muito pra cima a obra tem seus momentos dramáticos que dão seriedade e urgência a narrativa. O protagonista tem carisma, o elenco principal é simpático, o casal principal  tem química, e mesmo alguns personagens não tão agradáveis podem cair no gosto do público após alguns belos twists no final.

A dinâmica da constante apresentação de bruxas com novos poderes que o protagonista tem que ajudar ou impedir que façam algo consegue manter a trama sempre em movimento. O arco final, da bruxa das memorias é o melhor, dando urgência para a resolução do caso, explicando um monte de mistérios e desenvolvendo ainda mais o romance. E o melhor de tudo, o final é fechado. Você pode até continuar no mangá se quiser, mas aquela parte da história, com o que as pessoas mais queriam ver, se fecha bem no anime.

Acho que qualquer pessoa que goste de romance vai apreciar muito essa obra, não só por seus personagens mas porque mesmo com alguns episódios corridos e uns probleminhas de direção ela consegue entregar uma história muito divertida, que se encerra por cima.

Para o review completo clique aqui.


Toradora

Gênero: Comédia, Romance, Drama, Escolar.
Diretor: Tatsuyuki Nagai  (Ano Hana, Ano Natsu)
Estúdio: J.C Staff (Sakurasou, Golden Time)
Episódios: 24

Minha nota: 8/10
Trailer:


Sinopse:

Ryuuji Takasu é um jovem que vive com a vergonha de ser confundido com um delinquente por ter um olhar maligno herdado de seu pai mas, na verdade, ele é apenas um garoto educado com mania de limpeza. No primeiro dia de aula Ryuuji se encontra com a temida Taiga, uma garota baixinha e extremamente mau-humorada. Devido a uma confusão entre as bolsas na sala, Taiga coloca uma carta de amor por engano na bolsa de Ryuuji e, assim, ele descobre que ela está apaixonada pelo seu melhor amigo, Yuusaku Kitamura. Da mesma forma, Taiga descobre que Ryuuji está apaixonado pela melhor amiga dela, Minori Kushieda. À medida que eles vão se conhecendo, eles viram amigos que ajudam um ao outro a alcançar seus objetivos de declarar seu amor para seus respectivos melhores amigos.
Review:
 

Toradora é a comédia romântica mais comum dessa lista. Não tem sobrenatural, e diferente de Sakurasou, que tem seu tema de “esforço x talento” dando um plus no enredo, ou Oregairu, com seu desenvolvimento de personagem forte somado a personagens bem negativos, Toradora é apenas a convivência diária de alguns personagens comuns. Ainda assim, o que a deixou popular ao longo dos anos, é que ela faz o comum muito bem. O protagonista é um bom personagem e as heroínas bem distintas, ainda que algumas sejam bem melhor trabalhadas do que outras.

O desenvolvimento de Toradora é meio previsível, da garota que pede ajuda ao protagonista para conquistar outro cara, ele aceita em troca dela o ajudar a se aproximar da sua melhor amiga, mas com o tempo os dois vão se apaixonando um pelo outro. O legal de Toradora é que mesmo sendo algo previsível ele consegue vender bem essa proposta com o romance do casal, que vai sendo desenvolvido devagar até que eles tomem ciência que os sentimentos que tinham um pelo outro mudaram de amigos para algo mais. Taiga, a protagonista feminina absurdamente tsundere (quem não tiver resistência a tsunderes vai achar ela chata com frequência), muda um pouco sua personalidade agressiva ao longo da trama também, e o protagonista fica mais confiante quanto a sua aparência de delinquente (ganha mais amigos também). Gostaria que a heroína de cabelo azul tivesse um desenvolvimento melhor, mas ao tentarem adaptar 10 volumes em 24 episódios fica bem claro que o desenvolvimento de alguns personagens secundários foi perdido.

O drama da obra vem do obvio problema do X que gosta de Y que gosta de Z, o que significa que quase ninguém consegue corresponder ao que a pessoa que gosta dela sente. A obra seria só uma comédia romântica legalzinha, mas ai vem o final (fechado) resolvendo os conflitos românticos e adicionando mais um pouco de drama. Não a considero maravilhosa como alguns, tendo preferência por todas as que citei acima. Mas ainda assim é um bom anime de comédia romântica, que você vai aproveitar mais ou menos dependendo da personagem que simpatizar (eu não gostava da Taiga então…..e a de cabelo azul não foi bem desenvolvida então….me dei mal, mas foi um anime legal de assistir mesmo assim, ganhando um lugar merecido no meu Top 5).

Similar: Existe uma outra Novel da mesma autora de Toradora que também foi adaptada para anime, e com final fechado até. Golden Time (info) tem um início interessante e por se passar na faculdade ganhou uns pontos comigo (a protagonista feminina é linda e super charmosa também), mas a direção e o roteiro são meio fracos. Os episódios finais principalmente tem uns problemas, questões mal explicadas e um drama exagerado (você vai ficar uma fera com uma personagem maluca que não sabe o que quer). Diferente de Toradora, que cresceu na sua segunda metade, Golden Time decaiu, mesmo com alguns personagens simpáticos ainda salvando e um final fechado aceitável (acontece o que a maioria quer ver, o problema é o “como acontece”). A Opening é legal (Aqui e Ending aqui) e você meio que tem que assistir para entender a piada do “Banri Ghost” que os gringos vivem fazendo. Nota: 7/10

Extras: 

Nodame Cantabile (Opening e Opening 3 e a linda ED 1) é a história de um pianista talentoso que decide largar o piano para virar um maestro/regente e uma pianista que tem talento mas é preguiçosa e não parece ter um objetivo centrado na vida, ao menos até conhecer Chiaki, se apaixonar a primeira vista, e começar a persegui-lo como uma stalker.

Nodame é uma obra bem leve, e mesmo quando entra no drama ele costuma se resolver bem rápido. A maioria da obra tem um clima de slice of life, então não é das mais rápidas ou tem muitos climax impactantes (tem alguns), mas a constante comédia por parte da protagonista feminina, correndo atrás do seu príncipe encantado, mantem o anime divertido o bastante para você não ficar entediado.

Outra coisa que move muito o anime é o desenvolvimento de personagem, já que o protagonista masculino (que tem mais tempo de tela que a feminina alias) está sempre tendo que encarar desafios contantes, desde a conseguir que um compositor famoso o deixei virar seu aprendiz a ter que se virar com uma orquestra cheia de membros baixo nível ou sem motivação com poucos dias para a estreia. Se tem uma coisa que apreciei muito na obra foi a evolução dele pouco a pouco como maestro (e pessoa, ele era mais frio e vai se tornando mais humano), e os constantes desafios pelos quais ele passava, que mantinham minha atenção na obra, sempre querendo ver o que ia acontecer a seguir com a carreira dele.

Já Nodame, a protagonista feminina, só ganha motivação e um real desenvolvimento de personagem na segunda temporada. É legal ver que o autor não esqueceu dela, mas caramba, demorou um bocado para ela deixar de ser o alivio cômico da obra e não parecer que estava ali só para contrabalancear a personalidade mais séria do protagonista (o que funciona até, as interações entre os dois são engraçados porque eles são opostos em personalidade). Mas eu não gostava muito dela pra ser honesto, ela tem um gritinho chato que faz o tempo todo, age como uma criança de 12 anos com frequência, é porca e a aparência dela é bem sem graça. Nesse aspecto fiquei feliz que o romance entre ela e o protagonista fosse mais cômico do que meloso.

Nodame também tem ótimos personagens secundários. O sensei do Chiaki sempre correndo atrás de mulher e sacaneando o protagonista são as partes mais hilárias do anime. Os outros personagens, normalmente relacionados a orquestra que o protagonista rege ou sua família são ótimos no geral, e conseguem inclusive algum desenvolvimento, ao vezes até romântico.

Sobre a música, achei muito legal como eles sempre colocam o nome da partitura em cada apresentação ou mesmo treino dos personagens. Para quem gosta de músicas de piano e orquestra como eu o anime tem centenas delas durante seus 50 episódios (3 temporadas). Mas se a música é boa a parte visual é bem fraca. Durante a primeira temporada quase todas as apresentações são feitas quase que completamente em quadros estáticos, sem criatividade alguma (o anime em geral é uma produção bem econômica). Na segunda e terceira isso melhora com a troca de quadros estáticos por uma orquestra em computação gráfica (CG), que embora soe robótica com frequência, ao menos é melhor do que ver tudo em quadro estático. A parte do piano usa a mesma técnica em CG vista em Kimi no Uso (não recomendo comparar os dois por terem objetivos diferentes, mas a parte técnica e direção criativa de “Kimi no Uso” ou mesmo do anime “Euphonium” é ridiculamente superior a de Nodame, de modo que recomendo ver Nodame primeira para não ter um choque depois).

Ao final da obra todos os diversos personagens que o anime apresentou fecham sua jornada de modo bem gratificante (o final é fechado), incluindo o romance do casal principal. São 50 episódios, em um anime que está mais pra slice of life focado em música com um pouco de comédia romântica do que outra coisa (vou inclusive tirar ele daqui e colocar na lista de melhores joseis/shoujos assim que eu cria-la), mas que recomendo, a história, mesmo com seus altos e baixos é muito boa. Nota: 8/10

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Relacionados de outros Top 5:Quem quer só mais comédias românticas para ver independente do romance ser mais ou menos desenvolvido pode simplesmente dar uma olhada no Top 5 de Comédias Românticas/Ecchi, Top 5 de Comédia Escolar ou Top de Comédia com Ação.
Quem quer obras que foquem mais no romance e deixam as relações mais fechadas pode dar uma olhada em Gosick e Tasogare Otome X Amnesia do Top 5 de Mistério/Terror. Sword Art Online e Mirai Nikki do Top 5 de Ação Populares. Steins; Gate e Macross Frontier do Top 5 de Ficção Científica.Vale dizer que quase todo anime que eu indico nesses Tops costumam ter algum romance, nem que seja um pouco, já que, enquanto não é algo que eu goste que foque demais, é algo que sempre aprecio como um elemento extra. Os que comentei em negrito separadamente acima são apenas os que tem um final bem conclusivo para a relação romântica, enquanto a maioria dos outros que não comentei, mesmo que tenha algum romance, deixa as relações meio em aberto (os personagens não se confessam mutualmente ou assumem namoro).

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