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	<title>Arquivos TMS - IntoxiAnime</title>
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	<description>Tudo sobre animes, tops, light novels, mangas, notícias, rankings e vendas.</description>
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		<title>Review &#8211; Orange (Anime)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Dalla Corte]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Sep 2016 16:53:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ORANGE]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Escolar]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
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		<category><![CDATA[Viagem no Tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#46;&#46;&#46;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-17750" src="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/Orange-Takano-Ichigo-Imagem-fanart-726x400.jpg" alt="orange-takano-ichigo-imagem-fanart-726x400" width="726" height="400" srcset="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/Orange-Takano-Ichigo-Imagem-fanart-726x400.jpg 726w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/Orange-Takano-Ichigo-Imagem-fanart-726x400-300x165.jpg 300w" sizes="(max-width: 726px) 100vw, 726px" /></p>
<p>Quando anunciaram o mangá de Orange, me prontifiquei, imediatamente, a avisar o Marco de que gostaria de ser o encarregado de resenhar a obra, isso meses antes da estreia. Minha expectativa, como fã da obra de Takano Ichigo, era ter as emoções transportadas de mídia, com o acréscimo que o audiovisual proporciona. Após treze semanas, minha conclusão, no entanto, foi um tanto diferente.</p>
<p>Se a staff envolvida sempre despertou desconfiança, o primeiro episódio já tratou de baixar o hype para quem valoriza demais a parte técnica; não apenas a fluidez era escassa, como os traços demonstravam uma inconsistência tremenda, assustadora.</p>
<p>Porém, por ser um Shoujo, cuja trama envolve mais o micro do que o macro, o íntimo, uma boa história seria o suficiente para relevar, em partes, a tosquice da animação. Só que nisso, Orange também pecou.</p>
<p>Um universo escolar padrão do gênero, um amálgama limitado de personagens e um objetivo em comum para salvar um respectivo sujeito. Com este mote, o anime atravessou altos e baixos, onde, infelizmente, o barranco terminou em decadência.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-17749" src="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/orange.jpg" alt="orange" width="640" height="360" srcset="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/orange.jpg 640w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/orange-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" />Em âmbito de desenvolvimento, a construção dos habitantes da diegese fora exemplar; Naho e Kakeru, os protagonistas, não saíram os mesmos de quando entraram. Ela adquiriu mais autonomia, eloquência e valentia, enquanto Kakeru finalmente recebeu algo por qual sua vida se justifica, ainda que após muitos solavancos.</p>
<p>E para isso, Suwa e os outros serviram apenas de estepe. Porém, diferente do mangá, Hagita e o próprio Suwa, por exemplo, tiveram um destaque maior e atraíram uma inesperada empatia, o que ajudou a carregar semanalmente a trama, sem estarmos presos ao relacionamento estacionado e angustiante entre os pombinhos centrais, cuja teimosia e incapacidade de expressão, frequentemente, flertavam com o irritante.</p>
<p>Para os que se descontentaram pelo pouco romance, não há justificativa nem deve-se buscar uma explicação para defender o anime, pois sempre fora claro que o núcleo de tudo é a amizade. O objetivo da carta era salvar Kakeru, não lhe arranjar uma namorada. As respostas, a necessidade de Kakeru sentir-se incluído, coisas advindas de uma boa amistosidade. Sem o todo, não há o indivíduo. Distúrbios de personalidade à parte, já é comprovada nossa necessidade por relações, como vários teóricos dissertaram, dos quais destaco Erich Fromm.</p>
<p>E em termos psicológicos, Orange abordou uma desconstrução interna do menino de de forma competente e extrema. Muitos podem desaprovar, mas com habilidade de empatia e sensibilidade, assim com a identificação com quem enfrentou algo semelhante, é sim algo palpável e crível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-17746" src="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/or_pc_l-e1455980451903.jpg" alt="or_pc_l-e1455980451903" width="730" height="371" srcset="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/or_pc_l-e1455980451903.jpg 900w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/or_pc_l-e1455980451903-300x152.jpg 300w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/or_pc_l-e1455980451903-768x390.jpg 768w" sizes="(max-width: 730px) 100vw, 730px" /></p>
<p>Kakeru viveu o inferno como poucos algum dia vislumbrarão, e se não bastasse isso, os princípios japoneses da integridade mental e valorização da aparência, do externo, corroboraram para o definhar interno do sujeito. Crítica social consciente ou não, são fatores a se considerar, já que falamos de um produto do entretenimento da terra de Godzilla, e apenas ao encontrar apoio e externar seus enfermos, é que o conforto o atinge.</p>
<p>O principal mérito de Ichigo aqui se deve a forma como realizou todo esse debate sem apelar para o melodrama, choros exagerados e berros, assim como o anime não extrapolou na trilha sonora, confiante que os sentimentos do público seriam engatilhados inerentemente pelo conteúdo do que assistiam.</p>
<p>É angustiante, então, que uma obra comprometida em evitar clichês e resoluções manhosas, tenha sucumbido em sua tentativa de conciliar todas as tramas. Outro &#8220;furo&#8221; se deve a uma questão primordial envolvendo algo que meche com viagem no tempo: se esta é possível?! Orange nunca apresenta uma resposta conclusiva e convincente para essa pergunta. Pessoalmente não me incomoda, visto não ser o tema central, assim como em About Time, onde uma família tem o dom de voltar ao passado ao se isolar da sociedade, sem nenhum porquê disto. Porém, é entendível quem exigia algo coerente.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17747" src="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/tumblr_static_tumblr_static_4wjpe16ou16ocow0sc80wssg4_640.png" alt="tumblr_static_tumblr_static_4wjpe16ou16ocow0sc80wssg4_640" width="726" height="409" srcset="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/tumblr_static_tumblr_static_4wjpe16ou16ocow0sc80wssg4_640.png 575w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/tumblr_static_tumblr_static_4wjpe16ou16ocow0sc80wssg4_640-300x169.png 300w" sizes="auto, (max-width: 726px) 100vw, 726px" /></p>
<p>Entretanto, a fraqueza maior do texto reside justamente nas realidades paralelas apresentadas. Suwa e Naho terem terminado junto se deve, interpretamos, ao perecer de Kakeru. O que sentiam um pelo outro não era mútuo, mas ninguém vive isolado por uma desilusão com o primeiro amor. Com certeza as dores foram grandes, já que mesmo após 10 anos, é o arrependimento que os levou a enviar cartas para o passado, só que a insistência em dialogar sobre esse tema sem uma ideia de como saná-lo deixou o terreno apenas irregular e superficial.</p>
<p>O que é o diálogo onde Naho assume, em frente a Kakeru, que gostaria de estar casada com Suwa em algum mundo? E a cena no carro onde Suwa assume estar junto de sua amada apenas pela ausência de outro homem, acompanhado pela passividade e silenciosa concordância de Naho?! São questões em aberto e absurdas que colocam em cheque a virtude dos personagens, e como Orange se baseia neles, sua estrutura é altamente avariada.</p>
<p>Então, para complementar minha colocação no parágrafo que abre esta resenha, ao sair de Orange, minha conclusão é, apenas, que o meu eu de anos atrás, quando leu o mangá, era ingênuo demais para reparar tais incongruências, ou então emotivo demais. Isso é irrelevante, pois o Carlos de agora, infelizmente, não pode considerar Orange um grande êxito.</p>
<p><strong>Direção: 8</strong><br />
<strong>Roteiro: 6</strong><br />
<strong>Animação: 4</strong><br />
<strong>Trilha Sonora: 9</strong><br />
<strong>Entretenimento: 6</strong><br />
<strong>Envolvimento Emocional: 6</strong></p>
<p>[yasr_overall_rating size=&#8221;medium&#8221;]</p>
<p><strong>E você, que nota daria para a obra como um todo?</strong></p>
<p>[yasr_visitor_votes size=&#8221;medium&#8221;]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>E a próxima temporada?</strong></p>
<p>Para os que me adoram e me odeiam, afirmo que continuarei como redator semanal (a não ser que o Marco me chute após a próxima segunda). Não vejo trailers, baseando o que irei assistir apenas por sinopses e staff. Assim, iniciarei a conferir <em>3-gatus no Lion, Udon no Kuni, Girlish Number</em> e <em>Occultic Nine</em>, além das segundas temporadas de <em>Stray Dogs</em> e <em>Ajin</em>. Resenharei o que mais me agradar nos primeiros episódios.</p>
<p>Nos vemos lá (ou não).</p>
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