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	<title>Arquivos crítica - IntoxiAnime</title>
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	<description>Tudo sobre animes, tops, light novels, mangas, notícias, rankings e vendas.</description>
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	<title>Arquivos crítica - IntoxiAnime</title>
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		<title>Homem Aranha: De volta ao lar &#8211; Divertido mas&#8230; faltou algumas coisas! &#124; Review</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jul 2017 16:01:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Abreu]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Homem-Aranha: De volta ao lar]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Spider-man Homecoming]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#46;&#46;&#46;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto não reativo o IntoxiGate, vou jogar aqui as análises que fizer no meu canal pessoal. Quer dizer, algumas, Mulher Maravilha eu lancei o vídeo tão atrasado que nem me animei a fazer um post sobre&#8230;</p>
<div align="center"><iframe src="//www.youtube.com/embed/NX2fpCYL3rA" width="560" height="314" allowfullscreen="allowfullscreen" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Análise escrita (resumida se comparada ao vídeo):</strong></p>
<p>O novo Homem Aranha ficou bem divertido, e foi uma boa nova introdução. Ainda assim, senti falta do famoso final épico. Nesse tudo parece menor, incluindo os voos pela cidade, que são quase inexistentes, ou então duram menos de 2 segundos. Eu adorava ver aquelas acrobacias entre os prédios, e isso foi uma coisa que se perdeu no reboot.</p>
<p>Dizem, no entanto, que isso foi proposital, já que a ideia era uma aventura menor, para um homem-aranha iniciante. Sem problemas quanto a isso, mas creio que seja normal a pessoa ir para o filme esperando a coisa mais épica possível, o que não foi o caso aqui.</p>
<p>O novo ator se deu muito bem na versão jovem do Aranha, e a parte colegial, mesmo repaginada, ficou bem mais natural e engraçada que na versão de 2002.</p>
<p>O melhor de tudo, no entanto, ao menos pra mim, foi o vilão. Nada do cara querendo tocar o horror ou dominar o mundo, o homem só queria fazer dinheiro o bastante para dar uma boa vida a família dele, e não era um assassino de sangue frio também. Junto ao Octopus, do filme de 2004, um dos melhores vilões dos filmes do Homem Aranha até agora.</p>
<p>O que realmente não gostei foi de como encerraram o arco de personagem. Tony Stark critica o Peter por tentar enfrentar super vilões e até toma a roupa dele por isso, o mandando se focar em bandidos menores. Ai chega no final e ele elogia o Peter por fazer exatamente o que ele mandou ele não fazer&#8230; A decisão do Peter, que é o desenvolvimento de personagem dele, parece ter vindo meio do nada também, sem o devido trabalho ao longo da trama ou evento que o faz refletir sobre o assunto.</p>
<p>Mas de resto, um bom reinicio de franquia. Desde que não vá achando que vai ver um filme épico, vai se divertir com o longa. Só espero que sejam mais ambiciosos apartir do filme 2. Ainda estou no aguardo para algum Homem Aranha passar o de 2004, e aquela fantástica sequencia de ação do Trem.</p>
<p>[yasr_overall_rating size=&#8221;medium&#8221;]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Relacionado:</strong></p>
<div align="center"><iframe src="//www.youtube.com/embed/zVNOkEavrUI" width="560" height="314" allowfullscreen="allowfullscreen" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Perfect Blue: Um Clássico do Suspense Psicológico</title>
		<link>https://www.intoxianime.com/2016/09/critica-perfect-blue-1997/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Dalla Corte]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Sep 2016 00:05:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[perfect blue]]></category>
		<category><![CDATA[satoshi kon]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#46;&#46;&#46;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17034" src="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/perfectblue1.jpg" alt="perfectblue1" width="768" height="433" srcset="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/perfectblue1.jpg 640w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/perfectblue1-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p><strong>Alerta:</strong> o texto possui alguns spoilers da película.</p>
<p>É normal que em algum ponto de nossa vida, surja um desejo ardente de ir além. Seja advindo da maturidade ou pelo enfastiar da mesmice, a ânsia por estender nossos limites, descobrir até onde podemos ir, é quase inerente. Essa mudança exige coragem, é claro. O passo de largar o porto seguro pode parecer o mais difícil a se tomar, mas quando finalmente o damos, é assustador como o pior ainda está por vir. Rumar para o desconhecido, para o novo, nos desestrutura e exige um esforço primordial para buscar se estabelecer em novas empreitadas, e sem jamais obter a certeza se realmente fizemos o certo &#8211; e se a iniciativa dará resultado.</p>
</div>
<div>
<p>Mima é uma dessas pessoas, uma jovem que busca dar uma nova guinada em sua vida, expandir seu talento e comprovar que não é apenas um belo rosto. Ela larga o grupo Idol Cham, onde era idolatrada, para tentar a carreira de atriz. Porém, está mudança logo demonstra suas consequências, com a insegurança de estar em um novo ramo, mas também pelos fãs que não perdoarão tão fácil a despedida de sua ídola.</p>
</div>
<div>
<p>É por este molde que Satoshi Kon constrói <i>Perfect Blue</i> e discute diversos temas. E é claro, com a marca autoral e peculiar do diretor.</p>
</div>
<div>
<p><i>Mima</i> é uma celebridade, e como tal, vive exposta. A mudança de ares da garota atrai revistas e instiga os fãs. Ela logo se vê sufocada pela pressão para obter sucesso, agradar os produtores, sempre convivendo com o extenuante medo da hesitação. Será que tomou a decisão certa? O psicológico se deteriora de fragilidade, e aliado à falta de orientação, <i>Mima</i> torna-se submissa a mídia qual está, sujeita aos mais vulgares meios para atingir a fama. Assim, o sonho vira pesadelo, as incertezas crescem, e logo, conforme sua sanidade parece definhar, realidade e delírios se mesclam.</p>
</div>
<div>
<p>A psique de <i>Mima</i> é a espinha dorsal de Perfect Blue, e a transição da personagem é perfeitamente desenvolvida nesse misto de sonhos e realidade tão presentes na filmografia de Satoshi. O diretor evita nos fazer passivos na trama, e é com a metalinguagem que nos faz parte dela. No Dorama(intitulado Double Bind) que filma, Mima é uma assassina com transtorno dissociativo de personalidade. Ou seja, ela possui uma dupla personalidade, e comete crimes utilizando seu duplo.</p>
</div>
<div>Já em seus delírios, enquanto agoniza acerca da escolha que tomou, ela frequentemente se depara com sua versão Idol. Curiosamente, crimes ocorrem com pessoas envolvidas na produção do drama. Mas ao invés de convergir todas as evidências para <i>Mima</i>, o que seria óbvio, Satoshi envolve outros suspeitos, como um fã stalker que se recusa a aceitar a nova profissão da ex-estrela pop. Assim, com duvida entre o que é ficção ou não, o cineasta nos torna cúmplices da protagonista e deixa o desenrolar do enredo ainda mais intrigante.</div>
<div><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17036" src="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/espelhos-1.jpg" alt="espelhos-1" width="768" height="432" srcset="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/espelhos-1.jpg 640w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/espelhos-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></div>
<p class="separator">A garota, apesar de provável suspeita, é sempre mostrada como uma vítima de sua hesitação e da perversidade da indústria e sociedade que a cercam. E a direção mais uma vez merece mérito nesse quesito. <i>Mima</i> é, várias vezes, filmada através de câmeras, lentes e reflexos, não diretamente. É como se seus vários &#8220;Eus&#8221; estivessem em cena: o lado cantora, o lado atriz &#8211; e talvez o lado criminoso. Ela não é uma pessoa homogênea, e sim alguém que passa por um turbulento processo de passagem, uma figura multifacetada. Esse artifício de lentes também nos coloca no lugar da mídia, já que a vemos por trás de uma tela, sempre a julgar o comportamento e atitudes da mesma.</p>
<div>
<p>Ainda que sirva para todos nós, essa crítica sobre o cidadão juiz possui uma importância ímpar no contexto nipônico. Ser Idol não é fácil, pois a rotina é absurda e abusiva, exigindo disciplina mental, alimentar e física da pessoa, além de restringir vários prazeres. Muitas vezes, inclusive, ocorre a proibição da(o) Idol manter um relacionamento, para não desiludir os fãs, pois serve também como uma espécia de ilusão para muitas pessoas, e assim, deve manter uma conduta imaculada e pura.</p>
</div>
<div>
<p>Daí os questionamentos que <i>Mima</i> tem consigo mesmo após filmar uma cena de estupro, como se tivesse violando seu corpo e sua áurea até então impecável. Um retrato de alguém proveniente de tantos dogmas. É como se a Idol fosse um produto, propriedade do fã. Algo ressaltado em uma rápida cena logo no início do filme. Todos nós adoramos e vivemos do entretenimento, e o diretor expõe seu lado podre e como nós, que alimentamos a indústria, somos igualmente culpados.</p>
</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_17037" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17037" class="wp-image-17037" src="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/Captura-de-tela-2016-03-29-17.43.55.png" alt="A Idol Produto" width="768" height="382" srcset="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/Captura-de-tela-2016-03-29-17.43.55.png 640w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/Captura-de-tela-2016-03-29-17.43.55-300x149.png 300w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><p id="caption-attachment-17037" class="wp-caption-text">A Idol Produto</p></div>
</div>
<div>
<p>Como bom cinéfilo que era(faleceu em 2010), Satoshi ainda brinca com infindáveis referências, como a <i>Hitchcock</i>, <i>Acusados,</i> de <i>Jonathan Kaplan,</i> e principalmente, <i>Suspiria,</i> de<i> Dario Argento</i>. E assim como no longa do italiano, utiliza o vermelho como importante fator gráfico e simbólico. O longa não é nada módico na violência &#8211; é uma animação, o que não significa que seja para crianças. O vermelho é introduzido em quadros pontuais, sempre destoando no ambiente, preenchido de cinza e azul em paletas opacas e sem vida. Representa igualmente uma importante função narrativa e  não meramente estética, seja premeditar tragédia ou um momento instável de <i>Mima</i>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17038" src="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/PERFECT-1.jpg" alt="perfect-1" width="768" height="432" srcset="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/PERFECT-1.jpg 640w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/PERFECT-1-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17039" src="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/PERFECT-2.jpg" alt="perfect-2" width="768" height="432" srcset="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/PERFECT-2.jpg 640w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2016/09/PERFECT-2-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
</div>
<p class="separator">Satoshi evita o máximo nos jogar respostas, e a montagem contribui muito para isso. Em várias cenas, quando pensamos estarmos a ver realidade ou ilusão, somos brindados com uma continuidade que mostra justamente o contrário, através de elipses inteligentes e imprevisíveis. Assim, a partir de certo ponto, torna-se impossível discernir o que se passa, e ficamos tão perdidos e perturbados quanto <i>Mima</i>.</p>
<div>
<p>Seria mentira dizer que a animação acompanha a primazia de sua história e direção, já que está é datada e com traços realistas que podem soar feios para os acostumados com animes recentes. Mas o fato é que aqui, o que realmente importa é justamente a história e como é contada, e se assimilado isso, <i>Perfect Blue</i> torna-se uma experiência inesquecível e muito, muito acima da média.</p>
</div>
<div>
<p>O final pode soar explanado demais para uma fita que brincou tanto com o subjetivo e vastas possibilidades, mas não tira o esmero do resultado final. Um thriller psicológico e psicodélico fruto da mente de um gênio do gênero, eficiente em nos envolver na trama, mas também com um vasto conteúdo de relevância social, além de ser franco ao criticar não apenas a mídia, mas a sociedade, e não devemos esquecer que somos membros dela.</p>
</div>
<p>[yasr_overall_rating size=&#8221;medium&#8221;]</p>
<p>O post <a href="https://www.intoxianime.com/2016/09/critica-perfect-blue-1997/">Perfect Blue: Um Clássico do Suspense Psicológico</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.intoxianime.com">IntoxiAnime</a>.</p>
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