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	<title>Arquivos As Crônica de Arian - IntoxiAnime</title>
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	<description>Tudo sobre animes, tops, light novels, mangas, notícias, rankings e vendas.</description>
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	<title>Arquivos As Crônica de Arian - IntoxiAnime</title>
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		<title>As Crônicas de Arian 2 &#8211; Capítulo 13 &#8211; A Traição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Dec 2018 13:29:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[As Crônica de Arian]]></category>
		<category><![CDATA[As Crônicas de Arian - Livro 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#46;&#46;&#46;</p>
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<p><strong>Capítulo 13 &#8211; A Traição</strong></p>
<p>Jon e o resto do grupo desistiram de esperar e começaram a subir as escadas, quando ouviram barulhos altos nos andares superiores. Porém, embora preocupado, o garoto não podia deixar de ficar pasmo em notar como cada andar era amplo. Olhando lá de baixo, ele imaginava os andares sendo bem mais estreitos. Cada um dos andares devia ter o tamanho de um salão de festas.</p>
<p>No meio do caminho encontraram Dorian preso em um andar onde só haviam celas. Após Joanne tentar algumas magias para abrir a porta da prisão, sem sucesso, coube a Marko tentar libertá-lo a força.</p>
<p>Após algum tempo, a porta de aço cedeu e foi arrancada pelo lobisomem, que parecia cansado do esforço.</p>
<p>— Demorou, hein? — debochou Dorian, que parecia mais despreocupado do que deveria.</p>
<p>Marko olhou feio para Dorian, mas não respondeu, estava de péssimo humor. Teve que se transformar para conseguir abrir a prisão a força, e mesmo assim fez uma força tremenda para realizar o feito.</p>
<p>— E as outras? — questionou Irene, olhando para as celas a volta deles com 5 mulheres presas, todas parecendo meio entorpecidas, já que só os encaravam sem falar nada de dentro da cela.</p>
<p>— Não temos tempo, depois voltamos para soltá-las.</p>
<p>— Tanta pressa e se deram ao trabalho de me soltar? Me sinto honrado.</p>
<p>— É bom pagar por essa honra sendo útil, Dorian. Até agora é quem menos valeu minhas moedas de ouro — reclamou Joanne.</p>
<p>Dorian coçou a cabeça, meio sem jeito.</p>
<p>— Então tenha uma má notícia. Eles me aplicavam um entorpecente de tanto em tanto tempo desde que cheguei aqui. Meu controle espiritual está uma bagunça, não tenho como usar magia por algum tempo.</p>
<p>— Podia ter falado isso antes da gente te soltar! — Agora era Irene que estava ficando nervosa.</p>
<p>— Ei, eu ainda sei lutar fisicamente e&#8230;</p>
<p>Dorian foi interrompido por outro forte barulho vindo dos andares acima.</p>
<p>— Vamos logo, se Lara morrer está tudo perdido!</p>
<p>Joanne avançou pelas escadas e em seguida os outros correram atrás, com Dorian, Marko e Jon por último. Marko estava olhando de forma estranha para Jon, como se quisesse dizer algo. O garoto estava com dificuldades de subir as escadas, mesmo tendo descansado por um tempo enquanto Marko tentava tirar Dorian da prisão.</p>
<p>— Quer que eu te carregue, Jon?</p>
<p>— Eu estou bem, só não sou bom com atividades físicas.</p>
<p>Jon mentiu, sabia que isso não era normal e muito provavelmente estava ligado aos danos causados a sua alma, mas não adiantava muito pensar nisso agora, só iria atrapalhar o grupo.</p>
<p>Joanne foi a primeira a chegar no último andar.</p>
<p>— Kadia, que droga você está fazendo? — gritou a líder do grupo.</p>
<p>A visão que Jon teve era algo difícil de processar. Ele podia gravar qualquer coisa que visse com facilidade, mas interpretar levava mais tempo, e tinha muita informação a ser interpretada naquela sala. O andar era um dos mais vazios. O que mais se destacava eram as gigantescas janelas com desenhos de deuses antigos nos vidros.</p>
<p>À esquerda deles estava Kadia lutando contra Lara. A demônio, usando uma armadura negra cobrindo todo corpo, parecia estar na vantagem, enquanto Lara só conseguia barrar alguns golpes e desviar sucessivamente, não tinha tempo para contra-atacar. Geralmente ela teria vantagem usando energia celestial para barrar a força de Kadia, mas a demônio estava evitando isso de alguma forma, então tudo que Lara podia fazer é desviar dos golpes da espada, e se aproveitar do fato de que Kadia não parecia ter a intenção de matá-la. Vez ou outra ela lançava gelo com a espada, mas Kadia desviava como se já soubesse o que ela iria fazer.</p>
<p>No fundo da sala havia um homem em um trono, era Arx, e a seu lado seu mordomo, Lian, atento aos novos visitantes. Ambos usavam as mesmas roupas da última vez que Jon os viu, e Lian continuava a parecer o lorde em sua vestimenta elegante, enquanto Arx usava uma calça de couro comum e uma camisa branca com uma grande abertura na parte do peito.</p>
<p>Na frente deles tinha uma mesa de concreto cheia de símbolos mágicos, e mais importante, dois caixões de metal com pessoas dentro, ambas as quais Jon reconheceu imediatamente. De um lado o corpo da fantasma que o estava perseguindo recentemente, a filha de Arx, do outro Zek, que estava muito pálida, e respirava com dificuldade.</p>
<p>À direita deles, no fundo da sala, estava Arian, sendo atirado de um lado para o outro do enorme salão. Sempre que tentava se levantar era jogado em uma direção diferente pelos vários demônios que o estavam cercando. Eles tinham a mesma forma dos demônios que os atacaram no hotel, mas não conseguiam cortá-lo com suas garras, apenas empurrá-lo. Jon rapidamente entendeu que deviam ser espíritos, já que ninguém mais do grupo parecia estar entendendo porque Arian estava sendo jogado de um lado para o outro.</p>
<p>Processada a informação, vinha o maior problema. &#8220;O que ele podia fazer? O que eles tinham que dar prioridade?&#8221;.</p>
<p>Antes que pudesse dizer algo, Lara notou a presença deles.</p>
<p>— Finalmente! Algum de vocês, idiotas, para essa maluca ou pega a caixa amaldiçoada, não tenho como parar ela e bloquear a maldição ao mesmo tempo. A maldita está lutando muito melhor desde que Arian e você resolveram dar aulas a ela.</p>
<p>— O que aconteceu com a Kadia? — perguntou Joanne, olhando para a demônio.</p>
<p>Quem respondeu foi o homem no fundo da sala.</p>
<p>— Não é óbvio? — disse Arx, com um ar de tédio, sentado em seu trono.</p>
<p>— Ou alguém escravizou ela mentalmente, ou essa idiota é a melhor atriz que eu já vi, porque o comportamento é idêntico a alguém manipulado — disse Lara em voz alta, enquanto desviava dos golpes de Kadia com dificuldade. Por sorte o local era grande e quase não haviam móveis, então tinha bastante espaço para ela tentar se esquivar. Kadia estava usando uma espada larga de alta qualidade, provavelmente dada por Arx. Não precisava prestar atenção para comprovar isso, apenas notar que a arma não estava congelando cada vez que encostava na arma de Lara, uma arma normal já teria quebrado. Os olhos de Kadia estava bastante avermelhados também, como os de alguém com muita dor ou que ficou muito tempo chorando. Ainda assim, seu rosto estava inexpressivo.</p>
<p>— Kadia, somos nós! Kadia! — gritou Irene, inutilmente.</p>
<p>— Acha mesmo que já não tentei falar com ela? — gritou Lara, dividindo sua atenção com Kadia e a situação complicada que Arian se encontrava no momento, sendo espancado por vários demônios.</p>
<p>Arx interrompeu de novo.</p>
<p>— Não percam tempo, ela não lembra de vocês, está mais para um fantoche do que um ser pensante. Essa baboseira sentimental para trazer memórias de alguém não funciona no mundo real.</p>
<p>O grupo olhou para o lorde de Amit com ódio.</p>
<p>— Podem me olhar assim o quanto quiserem, fiz o mesmo com aqueles demônios que foram atrás de vocês, a diferença é que ela ficou tanto tempo resistindo que tive que torturá-la até ela parar de bloquear a mente e deixar minha magia dominá-la. Na verdade só não foi pior, porque no momento em que Lian ia fazer um pacto forçado ela acabou cedendo.</p>
<p>— Pacto? Espera&#8230; O que você&#8230;? — Joanne não completou a frase.</p>
<p>Arx deu uma leve risada com a reação.</p>
<p>— Sempre achei engraçado essa sensibilidade que as mulheres tem com a penetração. Ficar nua na nossa frente sendo chicoteada até a pele ficar em carne viva, ela aguentou. Ficar nua com as feridas expostas por um dia inteiro no vento gélido do lado de fora dessa torre, ela aguentou. Ser espancada até quase desmaiar, também&#8230; Na verdade, conseguiu até rastejar na minha direção, se levantar e cuspir em mim. Ainda assim, foi só eu mandar Lian estuprá-la para forçar um pacto que ela fraquejou mentalmente pouco antes dele concretizar o ato. Depois disso foi fácil submetê-la a meu controle, como qualquer outro demônio comum. Lamentável.</p>
<p>Jon não tinha palavras, não sabia se estava mais chocado pelo que Arx disse, ou por como disse. Não se assemelhava em nada com o pai amoroso sobre o qual leu no diário.</p>
<p>Mas isso explicava os olhos vermelhos de Kadia. Seja o que for que aconteceu, ela ainda parecia estar com dor.</p>
<p>Arx examinou o grupo novamente e questionou.</p>
<p>—  E então, estou esperando, o que vão fazer? Duas sacerdotisas meia boca, um lobisomem sem controle, e um mago que não pode usar magia por um tempo&#8230; Vai ser tedioso, não quer mesmo vir comigo, Lara?</p>
<p>— Vai a merda, Arx! — por mais que não simpatizasse com Kadia, no momento, Lara parecia estar furiosa por ela. A ponto de perder um pouco da concentração na luta e ter sido arremessada por um chute de Lara quando ela abriu a guarda.</p>
<p>— Como queira&#8230;</p>
<p>Arx fez um sinal para seu mordomo, que obedecendo o comando, tirou uma espada fina da cintura e foi andando lentamente na direção deles.</p>
<p>Joanne fez um sinal para eles.</p>
<p>— Marko, vai ajudar a Lara, o resto de vocês vem comigo. Jon você fique ai, e se notar ou lembrar algo de útil, sempre vai ser uma boa hora.</p>
<p>Dorian, Joanne e Irene partiram contra Lian, que começou a desviar dos ataques sem muita dificuldade. Dorian parecia um bêbado lutando, provavelmente efeito do sedativo que o deram, mas salvou Joanne de ter o pescoço perfurado mais de uma vez logo no começo do combate. Irene estava atrás esperando aberturas para poder atirar flechas sem acertar seu grupo, mas Lian desviava dos projéteis facilmente.</p>
<p>Do outro lado do salão, Marko avançou contra Kadia e tentou a segurar. Mas assim que ele agarrou o braço dela e tentou imobilizá-la, os olhos da garota brilharam com mais intensidade. Marko gritou de forma estridente e caiu ajoelhado no chão, para o espanto de todos na sala, incluindo Arx.</p>
<p>— Interessante. Ela não tem habilidade para manipular memórias ainda, então o máximo que deve ter feito quando tocou nela é te jogar uma memória que não gosta ou uma sensação de dor angustiante. Você parece acostumado a dor física, então imagino que foi a primeira opção. Não quer compartilhar conosco o que o atormenta, Lobisomem?</p>
<p>Arx estava claramente tentando se divertir a sua forma com a coisa toda. Não parecia minimamente preocupado.</p>
<p>Marko levantou suando frio e voltou a avançar contra Kadia, dessa vez tirando seu machado. Ele ainda parecia perturbado e estava mais lerdo que o normal, então mesmo contra dois, a impressão é que Kadia estava na vantagem. Ela desviou de uma magia de gelo da espada de Lara, saltou contra Marko, o agarrou pelo pescoço e arremessou contra a parede, que quase foi abaixo com o impacto. Jon havia esquecido o quanto ela era forte quando seus olhos estavam dourados. Marko se recuperou e voltou a avançar, mas Kadia desviava com extrema facilidade. Devia estar lendo a mente dele, pensou Jon.</p>
<p>Lara tentava atacar às vezes, mas parecia estar se contendo, ou por falta de energia ou pela caixa amaldiçoada estar bloqueando parte de seus poderes. Podia dar o objeto para Joanne, mas ela não aguentava segurar sozinha, e incapacitar Irene junto, não parecia uma boa ideia. Diferente de Lara, as duas nunca conseguiriam lutar enquanto seguravam o artefato. Jon se amaldiçoou por não poder fazer nada nesse momento. Só podia observar, nada mais. Qualquer tentativa dele de fazer algo claramente iria mais atrapalhar que ajudar .</p>
<p>&lt;E&gt; estava do lado de Jon, olhando a situação de Arian, que parecia bastante machucado, e cercado por vários demônios. Ele nunca havia visto a garota com uma expressão como aquela até agora. Seus olhos brilhavam em um vermelho muito forte e seus lábios tremiam levemente, tamanha a raiva que parecia estar sentindo. Quando a viu pela primeira vez ele a achou encantadora, mas agora, pela primeira vez, ela estava dando medo.</p>
<p>O dono da torre então se virou para Arian, ainda ocupado com os vários demônios no canto da sala.</p>
<p>— É só isso que tem, Guardião? Tem certeza que é um SS? Está parecendo mais um classe C. Admito que esperava um desafio maior. Tantos preparativos que fiz, para nada&#8230;</p>
<p>Arian parecia furioso desde que ouviu o que Arx fez com a Kadia para dominá-la, mas ao mesmo tempo tentando se acalmar e pensar em algo. Ele então forçou um sorriso debochado e respondeu Arx.</p>
<p>— Não se preocupe, estou só fingindo apanhar enquanto espero você falar demais e me dar uma dica de como fazer a Kadia voltar ao normal antes que eu arranque a sua cabeça.</p>
<p>— Sério? Você é impressionantemente bom nisso de fingir apanhar&#8230; Mas está perdendo tempo, as memórias dela não vão voltar, não importa o que faça. Se eu ainda fosse completamente humano acho que teria até pena de você, ou pelo menos alguma simpatia. É uma das coisas que lamento ter perdido desde que Marin fundiu minha alma. Não consigo me importar mais, sentir pena, ódio, é tudo&#8230; vazio&#8230; Só o desejo de ter minha filha de volta permanece.</p>
<p>Arian arregalou os olhos com o que ouviu.</p>
<p>— Você não é humano?</p>
<p>— Que pergunta idiota&#8230; Não leu o diário? Aquela bruxa louca me fundiu com um Diabo das profundezas para eu sobreviver a praga.</p>
<p>Os lábios se Arian se moveram em um leve sorriso antes de ser novamente arremessado no outro canto da sala.</p>
<p>Ele se levantou lentamente, atordoado pelo golpe. Sua cabeça sangrava e ele parecia estar com bastante dor, mas ainda assim, estava sorrindo. Arian finalmente tinha conseguido o que estava esperando e Arx parecia interessado na confiança renovada dele também.</p>
<p>— Admito que estou curioso para ver seja lá o que tenha em mente, guardião. Mas acho que vai morrer antes de ter tempo de fazer qualquer coisa. Chega de brincar com ele pessoal. Não o matem, mas espanquem até desmaiar, podem quebrá-lo à vontade.</p>
<p>Seguindo a ordem de seu mestre, os demônios de Arx avançaram contra Arian de forma mais agressiva.</p>
<p>Arian levantou, desviou de um dos fantasmas que avançou sobre ele,  e depois de outro. Em seguida 4 vieram ao mesmo tempo, cada um de um lado, não tinha como desviar de todos.</p>
<p>— &lt;E&gt;, agora!</p>
<p>Em uma velocidade insana, a fantasma saltou para frente dele e parou a mão do demônio que ia acertar Arian. Depois saltou e deu um chute no demônio, que perdeu a cabeça com o golpe e evaporou em seguida. Outro veio pela lateral. &lt;E&gt; desviou, agarrou o braço do inimigo e o jogou por cima do ombro contra a parede.</p>
<p>Mais duas criaturas avançaram contra ela, que bloqueou as garras de ambos com os braços. Jon pensou que ela seria cortada, mas não, a garra deles não podia feri-la. Eles então voltaram a tentar acertá-la com golpes de impacto, enquanto ela desviava com uma agilidade fora do comum.</p>
<p>Em seguida saltou contra o demônio que estava mais perto de Arian, agarrou sua cabeça e prensou contra a parede até ela estourar. Outro fantasma veio em sua direção. Ela saltou para trás a fim de desviar do golpe do primeiro, agarrou o segundo pelo braço e o arremessou contra a janela, que quebrou em mil pedaços. Os movimentos eram muito parecidos, se não idênticos, com os que Arian usou lutando no torneio. Ela barrou outro que avançou sobre Arian, acertando um soco que abriu um buraco no peito da criatura e a desfez instantaneamente. Os demônios eram fortes, mas ela estava em outro nível.</p>
<p>A garota então se posicionou na frente de Arian, encarando os demônios restantes. Seus pequenos olhos vermelhos brilhavam intensamente, enquanto o cabelo branco balançava com violência sobre o rosto devido ao forte vento vindo da janela quebrada. Só quatro fantasmas restavam, e pareciam assustados demais para atacá-la.</p>
<p>Jon só conseguiu observar a cena boquiaberto:</p>
<p>— Você não disse que ela não podia interagir com ninguém fora você?</p>
<p>Arian se levantou ofegante e respondeu:</p>
<p>— Ela não pode interagir com vivos, Jon, nunca falei nada sobre espíritos. Por que acha que mandei você ficar calmo e dormir quando estávamos no hotel? Ela estava nos protegendo.</p>
<p>Jon se sentiu enganado, mas ao mesmo tempo havia entendido porque Siren parou, quando viu &lt;E&gt; na frente de Lara na mansão. As duas já deviam ter se estranhado antes e ela não deve ter sido a vitoriosa. O barulho de alguma coisa se chocando contra as paredes do quarto do hotel devia ser ela se livrando de espíritos mal intencionados também.</p>
<p>Mais do que Jon, Arxs parecia completamente pasmo.</p>
<p>— É ela mesmo&#8230; Como isso é possível?</p>
<p>— De que droga está falando? — perguntou Arian.</p>
<p>— Você tem ela do seu lado e não sabe de nada? Eu sabia das histórias sobre você, mas não que a fantasma era ela. Isso não faz sentido nenhum&#8230;</p>
<p>Arian parecia mais confuso do que o próprio Arx.</p>
<p>— Sabe quem era ela quando viva?</p>
<p>Arx olhou para ele como se não estivesse entendendo a pergunta. Ele então sentou de novo em seu trono, respirou fundo, olhou para Arian e &lt;E&gt; e falou.</p>
<p>— Acho que estou começando a entender o que está acontecendo&#8230; — O lorde de Amit observou rapidamente a situação dos outros combates ocorrendo na sala e então completou — Certo, façamos um novo trato. Me entregue a Lara e a caixa. Eu te conto o que quer saber e depois o deixo ir, o Lich que vá atrás de você depois.</p>
<p>Arian não entendeu porque Arx desistiu de levá-lo também, mas devia ter algo a ver com a &lt;E&gt;. Arx pareceu incomodado pela demora na resposta.</p>
<p>— Sério? Está pensando? Pelo que me falaram pensei que desse prioridade ao que é mais importante para você.</p>
<p>Arian observou a situação a sua volta com calma. Lara e Marko ainda estavam tentando lidar com Kadia, enquanto Joanne, Irene e Dorian tentavam matar o mordomo de Arx, sem sucesso. Não importa como visse, eles estavam perdendo. Ainda assim, Arx estava querendo um acordo. Ou seja, eles tinham uma chance.</p>
<p>— Acho que entendeu errado. Sou um idiota egoísta, não nego isso, mas não traio pessoas com quem me importo.</p>
<p>— Entendo&#8230; Então é hora de acabar com isso. Lian, pare de brincar e mate-os, só preciso da Lara e do Arian vivos&#8230;</p>
<p>Ao ouvir isso, Arian começou a correr na direção de Arx e gritou:</p>
<p>— Lara, me dá cobertura!</p>
<p>Lara olhou para ele e pareceu entender o objetivo. Ela se afastou de Kadia e começou a recitar uma magia. Arian corria desviando dos golpes dos demônios ainda vivos, enquanto &lt;E&gt; saltava contra eles de 1 em 1 e os matava com um golpe.</p>
<p>— Agora! — gritou Arian.</p>
<p>Arx e Lian se viraram para Lara, de forma a se preparar para receber seja lá o que ela fosse lançar. Mas não notaram que era exatamente a atenção deles que ela queria.</p>
<p>Lara levantou sua mão e uma forte luz emanou dela. Kadia, Arx e o mordomo gritaram e colocaram a mão nos olhos na mesma hora. Estavam cegos, ao menos temporariamente. Se aproveitando disso, e já a poucos metros do trono de Arx, Arian arremessou as duas espadas que estavam em suas costas. Ambas acertaram em cheio o peito do homem, e cravaram no trono de madeira atrás dele. Arian então saltou para o golpe final, mirando a cabeça com sua espada bastarda, mas antes que chegasse no alvo, Kadia saltou em sua frente e acertou um soco em seu ombro que o fez voar vários metros para trás.</p>
<p>Arx se levantou, aparentando estar com muita dor e furioso. Tirou as espadas cravadas em seu peito, e em seguida os ferimentos se regeneraram.</p>
<p>— Eu só queria minha filha de volta! Ninguém aqui precisava morrer&#8230; Mas se é o que desejam, que assim seja. Vou levar Moonsong comigo até Victor, nem que seja arrastada sobre os corpos de todos vocês!</p>
<p>O corpo de Arx aumentou de tamanho conforme sua pele ficava negra e com traços animalescos. Finalizada a transformação, ele lembrava um morcego humanoide bastante musculoso e com olhos verdes. Arian o reconheceu na mesma hora. Era o demônio de três metros por trás do ataque ao hotel.</p>
<p>Jon ficou aterrorizado ao notar que tipo de demônio era. Pensou que era um blefe, mas o homem realmente foi fundido com um demônio das profundezas. Eles podem escravizar quase qualquer tipo de demônio, causar alucinações coletivas, eram absurdamente fortes e se regeneram quase que instantaneamente. Não é à toa Arian que tentou cortar a cabeça dele antes, é a única forma de matá-lo.</p>
<p>— Vamos acabar com isso!</p>
<p>Arx se preparou para saltar contra Arian, mas antes que o fizesse, um forte estrondo impactou a torre, que começou a tremer.</p>
<p>— Mas o quê?</p>
<p>Pelo espanto do lorde, aquilo não fazia parte de seus planos. Outra explosão, agora mais forte.</p>
<p>Arx saltou sobre o corpo de sua filha para protegê-lo das pedras que caíram do teto.</p>
<p>— Adeus, Arx! — a voz veio do nada, ecoando por dentro da torre. Era a voz de Marin. — E Jon, não é nada pessoal, você que tem bastante azar. Sempre está no lugar errado.</p>
<p>— Por quê? Depois de tudo que fiz por você! — Arx estava completamente pasmo. No fim das contas, não foi nenhum deles que acabou o surpreendendo, mas a pessoa que ele conhecia há mais de 50 anos.</p>
<p>— Fez por mim? Como me humilhar obrigando a assinar um pacto de escravidão?</p>
<p>— Eu tinha que ter alguma segurança!</p>
<p>— Claro que tinha&#8230; E agora vai pagar o preço!</p>
<p>Veio a terceira explosão, e a quarta. Cada pessoa lá dentro foi jogada para um lado diferente, enquanto com um forte rangido, a torre começava a se inclinar na direção da cidade de Amit.</p>
<p>— Lara! — gritou Marko, vendo parte do teto caindo sobre ela enquanto corria na direção da mesma.</p>
<p>A gigantesca torre de 500 metros não estava mais tremendo, estava caindo, com todos eles dentro.</p>
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<p><em>Comente o que achou do capítulo, o autor agradece.</em></p>
<p><em><strong>PS:</strong> O capítulo ainda não passou pelo revisor, então pode conter alguns errinhos.</em></p>
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		<title>As Crônicas de Arian &#8211; Capítulo 9 &#8211; Arcadia</title>
		<link>https://www.intoxianime.com/2017/08/as-cronicas-de-arian-lds-capitulo-9-arcadia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Aug 2017 20:09:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[A Lâmina do Sol]]></category>
		<category><![CDATA[As Crônica de Arian]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#46;&#46;&#46;</p>
<p>O post <a href="https://www.intoxianime.com/2017/08/as-cronicas-de-arian-lds-capitulo-9-arcadia/">As Crônicas de Arian &#8211; Capítulo 9 &#8211; Arcadia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.intoxianime.com">IntoxiAnime</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Anterior: <a href="http://wp.me/p7NId5-7mg">Capítulo 8 &#8211; O Guardião, a Fantasma e o Bêbado</a></p>
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<p><b>Capítulo 9 – Arcadia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cheiro de toda aquela gente na fila suando não era agradável, e só estava piorando com o tempo. Ao menos o chão da cidade era todo de pedra, o que a tornava naturalmente mais limpa. Era uma das poucas cidades do Sul daquele porte que não fedia. Embora nada comparado a cidade de Amira, onde você podia ser preso por jogar lixo no chão, graças a obsessão do rei por limpeza. À volta deles tinham um bando de tendas, vendendo de bijuterias até comida. &lt;E&gt; estava distraída, observando cada uma delas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Seu mentiroso filho da mãe! — Marko olhava emburrado para Arian, ambos em uma fila enorme de pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estavam na frente da grande arena de Arcadia, o</span><span style="font-weight: 400;"> maior palco de shows do Sul, tanto os violentos quanto filosóficos. Tinha espaço para 50 mil pessoas nas arquibancadas. O centro a céu aberto era enorme, com perto de 800 metros quadrados. Era possível vê-la de qualquer ponto da cidade, com seus 50 metros de altura e formato circular. O local estava cheio de gente se inscrevendo para o torneio, anunciado faz 1 mês.</span></p>
<div id="attachment_29361" style="width: 657px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-29361" class="wp-image-29361" src="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2017/06/arena-1024x658.jpg" alt="" width="647" height="416" srcset="https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2017/06/arena-1024x658.jpg 1024w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2017/06/arena-300x193.jpg 300w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2017/06/arena-768x494.jpg 768w, https://www.intoxianime.com/wp-content/uploads/2017/06/arena.jpg 1428w" sizes="(max-width: 647px) 100vw, 647px" /><p id="caption-attachment-29361" class="wp-caption-text">Ilustração aproximada da &#8220;Arena&#8221; &#8211; Principal atração de Arcadia</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">— Calma aí, eu não menti, eu disse que tinha um prêmio em dinheiro, e tinha. Veja a elfa como… um bônus? — disse Arian, se fazendo de bobo, enquanto esperava impaciente a fila andar, no meio do sol da tarde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Como pode ser um bônus, se é só o que te interessa? Eu tô fora, quero relaxar, e não entrar em mais uma de suas sagas para salvar uma elfa — Marko virou de costas e começou a caminhar para o centro da cidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Espera! Eu preciso da sua ajuda. Eu pago se quiser, e você vai se divertir de qualquer forma — gritou Arian, sem sair da fila. </span></p>
<p>Ao escutar isso, <span style="font-weight: 400;">Marko voltou para o lado de Arian na fila, com um olhar de satisfação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Agora a conversa está ficando interessante… Quanto vai me pagar? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Espera, estava esperando uma proposta?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Filhos para sustentar, lembra? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Seu…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Ei, você me enganou primeiro, só estou me vingando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Que tal economizar na bebida e mulheres em vez de me extorquir?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— E a oferta é… — disse, enquanto ameaçava sair da fila com o corpo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— O dobro do pagamento por missões comuns de Distany…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Pouco, aumenta pra cinco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Isso são 2 anos de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Não, é você desesperado, e eu não querendo perder a oportunidade — retrucou, com um sorriso maléfico no rosto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Três vezes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Estou indo embora&#8230;. — falou cantando, enquanto virava de costas novamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Certo!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marko virou de novo, estava rindo sem parar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Caramba, como você é fácil… Trato feito. Mas saiba que, como seu amigo, te ajudaria de qualquer forma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Aham… — Agora Arian é que estava de mau humor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marko parou de rir e ficou sério por um momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— É isso mesmo que quer da sua vida? Eu tenho filhos pra sustentar em mais locais do que posso contar, e mesmo assim me sinto aproveitando mais a vida que você. Quer mesmo morrer sendo lembrado apenas por isso? O grande guardião que salva meio-elfas? Não se sente meio&#8230; vazio?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Arian ficou perplexo com a pergunta, não esperava algo assim vindo dele, que dificilmente levava algo a sério. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pergunta era pouco compreensiva para ele. Que outras opções tinham? Quer dizer, não sobrara nada, fora isso, para mantê-lo feliz consigo mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marko suspirou vendo o rosto perplexo de Arian para a pergunta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Certo, como quer fazer isso?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Entramos, e quem ganhar pega o prêmio, mas deixa a elfa ir. Com você, as chances de conseguir a Nya dobram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Nya? Pera, já conhece essa elfa?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— A conheci 2 meses atrás, até que foi capturada por guardas do Sul, pensando que ela era uma espiã do Norte. Só recentemente descobri que veio parar em Arcadia, e iria ser o prêmio do torneio, junto às 100 moedas de ouro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Como consegue essas informações?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Parte do dinheiro de Distany é usada para manter olhos em todo Sul e parte do Norte, a procura de potenciais habitantes para a cidade. Servem para coletar esse tipo de informação também. Tem pelo menos 50 pessoas no Sul sendo muito bem pagas para isso — falou desinteressado, enquanto instintivamente procurava &lt;E&gt;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A garota estava babando perto de uma barraca de frutas. Tinha alguma adoração estranha por morangos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Aquele velho realmente está levando sua obsessão a outro nível. Vocês maníacos por meio-elfos devem se dar bem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Arian sorriu lembrando do amigo, e fundador, da cidade dos meio-elfos. Um homem que perdeu a filha, Distany, uma meio-elfa, morta por mercenários. </span><span style="font-weight: 400;">Depois de superar a perda, resolveu fazer do objetivo de sua vida ajudar essa raça. Além de conseguir eternizar o nome da filha no processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Sim, ele é uma ótima pessoa. Apesar do hábito chato de ficar perseguindo algumas garotas parecidas com sua filha pela cidade, contando suas histórias de vida, em vez de deixá-las trabalhar em paz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Vocês são dois doentes&#8230;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Ei, eu nunca persegui nenhuma. Só estou tentando&#8230; – A fala parou por aí, não queria dizer o resto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Certo, vamos nos inscrever então. Há tempos que não tenho uma boa luta, isso vai ser divertido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&lt;E&gt; estava pulando de um lado para o outro em volta deles. Arian não sabia se era excitação, ou impaciência pela demora. Minutos depois, voltou a brincar de copiar as várias armaduras dos participantes na fila. Não ficavam lá muito boas em uma criança de 10 anos. Ela podia ajustar o tamanho, mas o design não.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Por que não copia um vestido em vez disso? — Questionou Arian, analisando a armadura feia que ela tinha acabado de copiar para seu corpo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&lt;E&gt; fez uma careta para ele como resposta, enquanto copiava uma mini versão de sua espada em frangalhos e brincava de cortar o ar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi quando, do nada, a alguns metros à frente, um homem saiu voando 15 metros para a direita, e caiu no chão desacordado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Se alguém mais tentar me tocar, não vai ser só alguns dentes que vão perder — </span><span style="font-weight: 400;">disse uma mulher de cabelo preto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cabelo longo, até a cintura. Não dava para ver o rosto direito, mas usava uma roupa de couro preta colada ao corpo, que a deixava impressionantemente sexy. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Nossa! Espero não pegar ela nas preliminares, essa merece um contra um— observou Marko.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vendo que perdeu a atenção, &lt;E&gt; começou a cutucar Arian, mostrando a roupa copiada da mulher de preto, o que fez </span><span style="font-weight: 400;">Arian começar a rir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Acredite &lt;E&gt;, um dia vai ficar muito sexy nessa roupa. Mas esse momento ainda não chegou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Você realmente não tem jeito com mulheres — falou Marko, em desaprovação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A garota fez uma cara de decepção e voltou ao seu vestido branco até chegarem ao balcão de inscrição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambos se inscreveram na entrada da Arena principal da cidade e depois foram procurar um local para ficar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As regras deste ano mudaram de novo. Virou uma mania dos organizadores para dar mais emoção. Todo ano alteravam completamente as regras quanto ao que era permitido fazer e usar. Esse ano:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Armaduras de qualquer tipo são permitidas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Pode-se usar qualquer tipo de arma de curta distância.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Só humanos! Se demônios forem detectados serão desqualificados.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Matar é opcional.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Quem chegar abaixo de 70% do bracelete de contenção será desqualificado. O uso é obrigatório.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">— Duvido que vão seguir a número três, sempre deixam passar batido desde que não exagerem… — disse Arian pensativo, enquanto lia o panfleto das regras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Ainda bem, fica mais divertido assim. E sabe como é difícil imitar a força de vocês, fracotes? — falou Marko sorrindo. Sem magia e leves exageros físicos permitidos, era o tipo de torneio perfeito para ele.</span></p>
<p>— Então me considera um humano agora?</p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Você é um pouquinho mais forte que um&#8230; Mas deviam proibir essa sua espada, acho que só não tem uma regra pra isso, porque ninguém que pode comprar um negócio desses arriscaria a vida em um torneio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Se fosse uma lâmina espiritual funcional, provavelmente pediriam para eu não usar, mas morta do jeito que está, duvido muito que liguem. Armas modificadas podem conseguir os mesmos atributos, e são permitidas.</span></p>
<p>— Não tenho problema com o bracelete. Nem sei usar magia. Mas e você? Acha que consegue se manter estável?</p>
<p>— Não vejo como &#8220;aquilo&#8221; acontecer aqui. Mas se houver um imprevisto, você sabe o que fazer — disse Arian, olhando sério para Marko.</p>
<p>— Sempre achei isso estúpido de qualquer forma. Se não querem as pessoas usando magia, deviam desqualificar quem fosse abaixo de 100%.</p>
<p>— Qualquer coisa que você faça gasta sua energia espiritual, incluindo andar. O único momento que as pessoas estão espiritualmente com 100% é quando dormem. Em momentos de tensão alguns usam uma boa porcentagem para se fortalecer, inconscientemente. Mas para descer de 70%, só usando alguma magia elaborada. Daí a regra padrão para detectar o uso de magia avançada ser o limite do 70%. Não aprendeu isso no treinamento militar?</p>
<p>— Hum&#8230; talvez tenham falado sobre. Nunca prestava atenção naquelas aulas chatas.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de verificar as regras, foram para o centro da cidade, sempre populoso com seus largos corredores cheio de lojas e tendas. O cheiro agradável de comida estava por toda parte. A parte que realmente chamava atenção, no entanto, eram as estátuas do novo rei, espalhadas por toda parte.</span></p>
<p>— Eu não acredito&#8230; — Arian estava pasmo observando alguns trabalhadores quebrando uma estátua. Pelos dizeres da base, pertencia a Lancaster, um famoso herói do Sul.</p>
<p>— Já tinha ouvido boatos&#8230; O quão egocêntrico você precisa ser para mandar destruir todas as estátuas de heróis de uma cidade, e colocar imagens suas no lugar? — questionou Marko.</p>
<p>— Isso explica porque as estátuas em volta da Arena sumiram&#8230;</p>
<p>— Uma pena, aquela estátua da Lunar era tão sexy&#8230;</p>
<p>— Pelo menos o templo de Arcadia ele não teve coragem de tocar, ainda&#8230; — Arian estava olhando para o centro da cidade, onde a estátua de 40 metros de altura de um dragão podia ser vista, imponente, como se estivesse vigiando a cidade.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tinham pouco dinheiro, então escolheram uma pousada barata. A cidade, como sempre, estava abarrotada de gente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de anos atrás, o esgoto a céu aberto não podia mais ser visto. O novo sistema de esgoto que implementaram na cidade parecia estar fazendo efeito. Era provavelmente esse o motivo do desespero do Rei em recuperar o grande lago da fronteira com o Norte. Só ele para suprir a demanda necessária de água para manter a cidade toda limpa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse era um problema da maioria das grandes cidades. Algumas resolveram de forma bem peculiar, com o uso de magia, mas poucos magos aceitavam ficar o dia inteiro transmutando fezes humanas, mesmo que pagassem bastante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Encontraram um hotel bem antigo, todo em uma madeira preta, com cara de malcuidada. Uma velhinha simpática os atendeu na recepção. Ficava a apenas 20 minutos da Arena, o que o deixava bem prático. Estava cheio, mas conseguiram dois quartos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Que tal sua cidade começar a te pagar um hotel melhor, e colocar um amigo e funcionário na conta? — perguntou Marko, enquanto se dirigiam para os quartos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Não acho que teria problema, mas não quero chamar atenção. Aqui está bom o bastante. Não é como se fossemos ficar por muito tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Vou dormir, estou cansado da viagem — disse Arian, entrando em seu quarto, ao lado do de Marko. </span>Já começava a escurecer do lado de fora.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quarto era simples: uma cama encostada na parede, uma mesa de cabeceira e um armário velho de madeira preta. A janela dava para a rua, deixando o ambiente meio barulhento, o que explicava aquele ser um dos últimos quartos restantes. Arian tirou as espadas médias das costas e foi se deitar na cama. Ela tinha lençóis brancos desgastados, mas parecia limpa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A espada enferrujada e cheia de rachaduras que levava na cintura, dormia junto com ele, sempre na mão esquerda. Um velho hábito, e uma forma de se precaver contra tentativas de assassinato.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marko passou a noite em um bordel próximo, só aparecendo de madrugada no quarto de Arian, extremamente bêbado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Ei, Arian, Arian! Acorda! — Marko o estava balançando na cama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Que foi…?</span><span style="font-weight: 400;"> — falou, sem abrir os olhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Acho que vi aquele tal de Cavaleiro Negro. O maluco matou os donos de um bordel onde eu estava. Tinha umas garotas, aparentando maus tratos correndo, não lembro bem, devia estar usando trabalho escravo. Mas eu vi alguém de preto passando por lá — disse o amigo, em um tom de preocupação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Ei, me dá um espaço aí. — Marko o empurrou para o canto da cama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Quê?! Vai pro seu quarto! — Arian abriu os olhos e voltou a ocupar o meio da cama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Não vou dormir sozinho&#8230; Vai que aquele fantasma da morte aparece. — Marko estava suando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Cavaleiro da morte. Não disse que era só um maluco vestido? Não sabia que tinha medo de fantasmas, ainda mais conhecendo um — debochou Arian.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— &lt;E&gt; é legal, esse outro cara de preto eu já não sei&#8230; — Marko foi até o armário, estava pegando um bando de fronhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— &lt;E&gt;, está aí? — perguntou Marko, enquanto forrava as fronhas no chão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O gigante olhou para Arian, esperando uma resposta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Está deitada do meu lado direito, olhando pra você.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Avisa a gente se um maluco de preto aparecer —  falou, enquanto deitava olhando meio desconfiado para a janela e para a porta do quarto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&lt;E&gt; levantou o braço e fez um sinal positivo com o dedo. Mas logo depois,</span><span style="font-weight: 400;"> virou na direção do ombro de Arian e voltou a dormir, o que fez Arian dar uma risada contida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— O que foi? — perguntou Marko, perplexo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Nada… boa noite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na manhã seguinte, Arian foi despertado por &lt;E&gt;, assim que o dia clareou. Sempre com seu método peculiar de pegar uma mecha do longo cabelo branco e ficar passando ele no rosto do guardião até ele acordar. A garota parecia ansiosa para o torneio, e para que alguém fizesse com que Marko, que estava dormindo no chão, ao lado da cama de Arian, parasse de roncar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comeram pães e frutas no café da manhã do hotel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Ainda não consegue sentir o gosto de nada? — perguntou Marko, observando que Arian estava bebendo água.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Na verdade vem piorando, passo mal bebendo qualquer coisa que não seja água, e o gosto da comida vem ficando cada vez mais fraco — disse, enquanto observava &lt;E&gt; na cadeira ao lado. Estava babando vendo ele e Marko comendo. Infelizmente, fantasmas não podem comer. A parte curiosa, e provavelmente torturante para ela, é que podia sentir o cheiro de tudo à sua volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">— Amigo, seja qual for a sua raça, ela é horrível. Ninguém deveria ser privado dos prazeres do álcool — disse Marko, esvaziando seu oitavo copo de cerveja aquele dia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois disso, se dirigiram para a Arena, que esse ano, tinha um modelo bem diferente de preliminares.</span></p>
<p><strong>Próximo:</strong> <a href="http://wp.me/p7NId5-7I5">Capítulo 10 &#8211; 100 entram 8 saem</a></p>
<p><em>Ao terminar dê um feedback breve do que achou do capítulo, isso ajuda o autor.</em></p>
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		<title>As Crônicas de Arian &#8211; Capítulo 2 &#8211; A elfa idiota</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2017 21:53:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[A Lâmina do Sol]]></category>
		<category><![CDATA[As Crônica de Arian]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#46;&#46;&#46;</p>
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<p><strong>Capítulo 2 – A elfa idiota</strong></p>
<p>Robert estava com Sara e seu pai na cozinha.</p>
<p>— Não se preocupem, é a primeira vez que isso ocorre em meses, e no fim tudo acabou bem. Me lembrem de agradecer ao Arian quando o virmos de novo. E Sara, fique ajudando na cozinha o resto da noite.</p>
<p>Sara ainda estava nervosa, mas forçou um sorriso e se dirigiu à pilha de louça suja.</p>
<p>— Rob, pare de me olhar assim, eu estou bem — disse a meio-elfa, ainda forçando um sorriso.</p>
<p>Robert suspirou, não muito satisfeito, enquanto limpava a testa suada e voltava ao seu posto na porta, onde encontrou Arian o esperando.</p>
<p>Pensou que ele pediria ajuda, mas em vez disso o mandou apenas cuidar de Sara e Jeff. Sem problemas, afinal, ele era pago para isso.</p>
<p>Foi então que ele refletiu e notou que na verdade seu serviço era evitar brigas e ladrões, não se preocupar com a filha do chefe&#8230; Por que se importava tanto, afinal?</p>
<p>Após pensar por algum tempo, chegou a conclusão de que não havia muito como evitar, pelo menos não com Sara. Era a única garota de aparência tão chamativa que o tratara bem sem nunca pedir nada em troca. Ele sorriu olhando para uma cicatriz no braço, que ganhara enquanto tentava parar uma briga de dois bêbados lutando com garrafas quebradas.</p>
<p>Sara ficou desesperada ao vê-lo sangrando, e fez questão de refazer o curativo diariamente, mesmo a contragosto dele. Tentou até usar magia de cura, sem muito sucesso, repetindo as palavras de um livro infantil que leu sobre sacerdotes, enquanto punha a mão em sua cabeça ferida. A lembrança sempre o fazia rir.</p>
<p>A garota era inocente demais, muito devido à proteção do pai. Mas se foi isso que ajudou a moldar sua personalidade, talvez não fosse algo ruim. Ele odiava admitir, mas vê-la feliz todos os dias contando suas histórias banais o alegrava.</p>
<p>O bar finalmente esvaziou e as portas foram fechadas. Robert estava ajudando na limpeza, como sempre fazia. Todos os funcionários já tinham ido embora, menos ele, Jeff e Sara.</p>
<p>— Sara, pegue o queijo no armazém, vou fazer algo para levarmos para casa e comermos de manhã.</p>
<p>— Certo — disse Sara, fazendo uma careta.</p>
<p>Sara odiava queijo, mas nunca contou a seu pai adotivo, que adorava e parecia feliz ao pensar que ela apreciava também. Robert notou isso faz algum tempo, o que o levou a rir, enquanto carregava as cadeiras de um lado para o outro dentro do bar. Sara viu ele rindo dela e aparentemente foi atrás de vingança.</p>
<p>— Faça um pouco pro Robert também — disse ela, disfarçando um sorriso quase sádico.</p>
<p>— Não precisa&#8230; — Tentou retrucar Robert rapidamente. Ele odiava queijo com todas as forças, bem mais do que Sara.</p>
<p>— Mas claro. Assim que terminarmos aqui vamos todos comer lá em casa. E grato novamente por sempre ficar até sairmos Rob, você foi o maior achado que descobri nessa pequena vila — respondeu o senhor de uns 60 anos, dando uma batidinha amigável nas costas de Robert.</p>
<p>— É só o meu trabalho.</p>
<p>— Não, não é, e por isso agradeço, de coração.</p>
<p>Robert tentou disfarçar seu sorriso de satisfação, e finalmente entendeu porque se preocupava tanto com aqueles dois. Atualmente, eles eram o mais próximo que tinha de uma família.</p>
<p>— Vamos lá pegar esse queijo, Sara. E Robert, termine aqui e passe lá em casa.</p>
<p>Robert engoliu seco, fazendo cara de nojo ao pensar no que teria que comer para não desagradar seu chefe. Na porta, Sara estava rindo, e mostrou a língua para ele antes de sair.</p>
<p>Parece que ela não era tão inocente quanto pensava. Ao menos não o convidaram para dormir na casa deles, como ocorria às vezes. Sara tudo bem, não tinha maldade, mas Jeff também? &#8220;Que tipo de pai deixa um cara enorme e de aparência suspeita dormir dentro de sua casa, com sua adorável filha lá?&#8221;, pensou Robert. Ficava feliz de confiarem tanto nele, mas ao mesmo tempo incomodado pela falta de bom senso dos dois.</p>
<p>Enquanto pensava sobre isso, Robert ouviu um grito, e suou frio. Era Sara&#8230;</p>
<p>Ele correu para a porta de trás do bar, mas parou assim que viu o que estava acontecendo. Haviam oito, não, onze soldados cercando Sara, que estava acuada próxima a parede da casa deles, que ficava ao lado do bar. Seu pai estava nos braços dela, com um corte enorme na cabeça. Já havia morrido.</p>
<p>Rob respirou fundo. Sabia o que viria a seguir. O líder era o homem com o braço quebrado de mais cedo. Ele pensou que a raiva do indivíduo tinha sido direcionada à Arian, e ele eventualmente esqueceria de Sara, mas não. Será que já tinham matado o guardião também?</p>
<p>Robert sabia o que tinha que fazer. A saída pela porta da frente do bar era a fuga mais fácil. Ficar ali dentro era arriscado. Provavelmente iriam saquear o bar depois de se divertir. A porta do bar estava aberta a poucos metros deles.</p>
<p>Seu chefe estava morto, qualquer tentativa de ajudar Sara seria estúpida, era um contra onze. Ele podia dar conta de dois ou talvez até três, mas onze? Sara iria acabar morta da mesma forma, e ele junto.</p>
<p>— Não&#8230; pai, por favor, não me deixe&#8230; — soluçava Sara, abraçando o corpo de Jeff. Não parecia ter aceitado a morte dele, ou só estava em choque.</p>
<p>O homem com braço quebrado, Philip, separou a garota à força do corpo do pai, e rasgou a parte de baixo do seu vestido. A garota reagiu o empurrando com os braços e gritando.</p>
<p>— Me solta!</p>
<p>— Quieta! — O homem lhe deu um soco no rosto com toda a força e Sara caiu de bruços no chão, sentindo as pedras pontiagudas machucando sua pele.</p>
<p>Com um gemido, e uma expressão cheia de raiva, a garota fez força com os braços, tentando se levantar. Ela então se virou e cuspiu o sangue em sua boca na cara de Philip.</p>
<p>— Sua vadia, já disse para ficar quieta!</p>
<p>Ele deu mais um soco no meio do rosto dela, e outro. A garota já parecia atordoada.</p>
<p>O irmão do Philip, Lucio, parecia incomodado.</p>
<p>— Não está fazendo isso por causa da amante do papai, está? Já se vingou o bastante fazendo aquilo com a filha dela&#8230;.</p>
<p>— Cale a boca! Se quiser culpar alguém culpe nosso pai. Parece que herdei o mesmo gosto ruim — retrucou ele, colocando o joelho sobre o peito da meia-elfa, na tentativa de fazê-la parar de se mexer. — Mas pelo menos, não sou estúpido o bastante para largar minha mulher para ficar com uma vadia dessa raça. Me divirto e me livro delas, como ele deveria ter feito.</p>
<p>Sara tentou se livrar do atacante novamente, e ele revidou acertando outro soco em seu rosto.</p>
<p>— Nunca vi uma tão resistente.</p>
<p>Philip tirou uma pequena faca da cintura. A garota voltou a dentar se desvencilhar.</p>
<p>— Foi você que pediu!</p>
<p>Ele a prensou com as costas contra a parede e cravou a faca na coxa de Sara, que gritou com toda força.</p>
<p>— Calma&#8230; eu só cortei o músculo, não vou te deixar morrer tão fácil. Você tem que estar viva para eu mostrar aquele guardião sua cara quando eu terminar. — disse ele, retirando a faca lentamente, enquanto a garota agonizava de dor.</p>
<p>Robert apertou seu punho e se forçou a ficar calado. Sua respiração estava ofegante, seu pulso acelerado, nunca sentira tanta raiva na vida. Não sentia calor, frio, só conseguiu ouvir a voz de Sara.</p>
<p>— Rápido Philip, não temos muito tempo antes que perguntem onde fomos.</p>
<p>&#8220;Calma&#8221;, pensou Robert, &#8220;ela ainda está viva&#8221;. Se fosse levado pela raiva ali estaria tudo perdido. Daria tempo para pedir ajuda na cidade? Eles iriam tentar se divertir com Sara antes de matá-la, talvez se&#8230;</p>
<p>Foi quando ele viu&#8230; Sara estava olhando para ele. Ela não pediu ajuda, pelo contrário, fez uma cara resoluta de que sabia o que viria a seguir. Virou de leve o rosto ensanguentado e coberto de lágrimas para a esquerda, repetidas vezes. O que ela queria dizer a ele era óbvio: &#8216;Fuja&#8217;.</p>
<p>— Sua Idiota&#8230;</p>
<p>Robert perdeu o controle sobre seu corpo. Estava calmo, todo som à sua volta se foi, enquanto seu lado racional era dominado pelo emocional. Ao sair pela porta, sorriu, conformado com o que aconteceria a seguir. Seu único pensamento, foi de que ao menos seria por alguém que valia a pena.</p>
<p><strong>Próximo:</strong> <a href="http://wp.me/p7NId5-7m6">Capítulo 3 – Por Alguém que Vale a Pena Morrer</a></p>
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