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	<title>Arquivos mundo pós-apocalíptico - IntoxiAnime</title>
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	<description>Tudo sobre animes, tops, light novels, mangas, notícias, rankings e vendas.</description>
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	<title>Arquivos mundo pós-apocalíptico - IntoxiAnime</title>
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		<title>(Guest Post) Review &#8211; Black Bullet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marco]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Jul 2014 14:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[Black Bullet]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
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		<category><![CDATA[mundo pós-apocalíptico]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#46;&#46;&#46;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-g2eC81gINeg/U8FDR7yKDAI/AAAAAAAADGA/ozdH9A9GY6I/s1600/Capa.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-g2eC81gINeg/U8FDR7yKDAI/AAAAAAAADGA/ozdH9A9GY6I/s1600/Capa.jpg" height="336" width="640" /></a></div>
<p><span style="font-family: Arial, serif; font-size: 11pt; widows: 4;">Em contato constante com hype sem fundamento, acaba sendo&#8230; o que toda franquia hypeada é.</span><br /><span style="font-family: Arial, serif; font-size: 11pt; widows: 4;"><br /></span><span style="font-family: Arial, serif; font-size: 11pt; widows: 4;"><b>Post escrito pelo nobre Raphael</b></span></p>
<p><a name='more'></a></p>
<div><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: large;"><b>Sinopse</b></span></span></div>
<div align="JUSTIFY" style="page-break-inside: avoid; widows: 136;"></div>
<div style="page-break-inside: avoid; text-align: justify; widows: 136;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Em um universo pós-apocalíptico onde o Vírus Gastrea tomou conta da Terra, Satomi Rentaro vive combatendo esse mal que desolou o planeta com sua parceira Enju.</span></div>
<div style="page-break-inside: avoid; text-align: justify; widows: 136;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="page-break-inside: avoid; text-align: justify; widows: 136;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Trabalhando dentro da Agência de Segurança Civil Toudou, empreiteira especializada em lidar com infectados pelo Gastrea, assume a posição de defensor da humanidade, enquanto isso busca a resolução dos mistérios de seu passado, mesmo que isso custe sua própria vida – ou a de seus aliados.</span></div>
<div style="page-break-inside: avoid; text-align: justify; widows: 136;"></div>
<div align="JUSTIFY" style="page-break-inside: avoid; widows: 136;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: large;"><b>Review</b></span></span></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, serif;">Primeiramente, Black Bullet merece toda a atenção que recebeu, seu episódio de abertura é simplesmente ofuscante. Ele é dividido em duas partes: Em primeiro plano assume a posição de um shonen de batalha vingativo com lutas constantes, chamando a atenção da galera com um dos melhores antagonistas da primavera: </span><span style="font-family: Arial, serif;"><u>Hiruko Kagetane</u></span><span style="font-family: Arial, serif;">.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><br /></span></span></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-dqeZyWduSdY/U8FDTZcAJXI/AAAAAAAADGU/S5RXxIwrjFY/s1600/Kagetane.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-dqeZyWduSdY/U8FDTZcAJXI/AAAAAAAADGU/S5RXxIwrjFY/s1600/Kagetane.jpg" height="360" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">
<div align="CENTER" style="widows: 4;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><i>Estou de olho em você, Rentaro-kun.</i></span></span></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Kagetane é o responsável por puxar o público que busca ação envolvente com muita sanguinolência e vários “<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hissatsu_Waza">Hissatsu Waza</a>”&nbsp;(ou HSW para os mais íntimos), pois ele simplesmente já aparece como um “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=guVAeFs5XwE">Neo</a>”&nbsp;assassinando figurantes como se fossem feitos de papel machê, para logo em seguida entrar em combate com Rentaro – o protagonista – e ter uma leve conversa entre inimigos, seguida de sua escapada. Um clichê bem utilizado, de fato, ficará estupefato pela inicial potência que o Kagetane – e a equipe de animação – demonstra.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Finalizando a parte introdutória do arquirival, temos a representação visual – muito convincente, por sinal – de uma forma do nascimento de um Gastrea, insetos gigantes e novos inimigos da humanidade neste universo. E quem seria o coadjuvante responsável por esta parte? Mas é claro que é a adorável segunda face desse anime tão bem falado, liderado pela bela Enju: lolis superpoderosas.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-fhfA3VKoeL4/U8FDS68_ygI/AAAAAAAADGQ/r64jFMdnue0/s1600/Enju.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-fhfA3VKoeL4/U8FDS68_ygI/AAAAAAAADGQ/r64jFMdnue0/s1600/Enju.jpg" height="360" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">
<div align="CENTER" style="widows: 4;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><i>Vou te mostrar que não estou aqui apenas para atrair público!</i></span></span></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Ela é uma Criança Amaldiçoada, uma pessoa nascida do útero de uma mãe contaminada pelo Vírus Gastrea, recebendo assim os poderes&nbsp;sobre-humanos&nbsp;que o Vírus gera (super força, super visão, super audição,&nbsp;características animais evoluídas, aquela coisa de sempre). Em contrapartida quando seu sangue alcança o nível de corrosão pelo vírus maior que a metade de seu volume, ela acaba se transformando em um Gastrea gigante, e você sabe o que uma sociedade pensaria nesse caso, não é? Ninguém quer manter uma arma biológica na sua vizinhança.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">A Enju faz parte do segundo imã de fãs inserido nessa série: <b>moe (dramático)</b>. E essa parte que vai te impressionar inicialmente, já que temos a violência pesada, questões sociais com soluções em progresso e uma fofura interminável misturados na mesma trama, e isso é ótimo&#8230; por três ou quatro episódios.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Após alguns belos episódios de Black Bullet com uma barbárie profana rolando sobre as amáveis lolis – caso não esteja completamente alienado com o show que esse anime é, você começa a questionar o que o faz tão bom, pois vários defeitos são atirados na face do telespectador.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">O erro mais gritante nessa série num todo é a incrível falta de discernimento em seu gênero, quero dizer, Black Bullet não é gore com um pouco de moe, moe com um pouco de ação ou ação com um pouco de drama, <b>ele é os quatro ao mesmo tempo</b>e isso não combina em nada, muito menos adiciona valor cultural à trama. Nem o audacioso Kagetane consegue salvar o desenrolar do mundo dos Gastreas.</span></div>
<div><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">A grande maioria de fãs de anime amam momentos que aquecem o coração, mas Black Bullet tenta dividir isso a cada episódio, deixando suas sensações confusas e as vezes alcançando até os personagens.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Assistindo com um olhar crítico você perceberá que existe quase a mesma ordem em tudo: <i>Enredo &gt; Moe &gt; Ação &gt; Drama </i>com o <i>Moe</i>se repetindo cada vez mais com o passar do tempo. Basta observar levemente que você nota como cada parte é feita metodicamente, separando tanto o anime que dá a impressão que são mundos paralelos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><br /></span></span></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-A0a8vYgbSiQ/U8FDXMXT9AI/AAAAAAAADGk/3seKPe15N5s/s1600/Moe.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-A0a8vYgbSiQ/U8FDXMXT9AI/AAAAAAAADGk/3seKPe15N5s/s1600/Moe.jpg" height="360" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">
<div align="CENTER" style="widows: 132;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><i>Não caia na tentação, foque no roteiro, pense no enredo!</i></span></span></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div align="CENTER" style="widows: 4;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><br /></span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Após notarmos o maior problema de Black Bullet, em seguida temos os clichês absurdos, como a adição de personagens que obviamente morrerão (e mesmo assim você se impressiona, tenho que dar um braço a torcer por isso), as ações óbvias do Rentaro e o fato de que qualquer atitude que ele tome influencie a comunidade inteira que o cerca (assim como o Eren, ele é o centro do universo), seguido do renascimento de nomes gigantes para um soco, chute ou corte comum, os quais todos os usuários das Artes Marciais Toudou aderem automaticamente ao aprenderem seu estilo. É legal nomear suas técnicas, todo mundo gosta de impressões, agora passar 10 segundos para ditar um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HTdtp6HkJfc">corkscrew</a>? Crianças não podem assistir essa série, então não há motivo plausível para isso.</span></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Por último e não menos importante temos grandes <b>fissuras no enredo</b>, brinde presente em diversas adaptações de Light Novels. Bipolaridade em certos personagens, a simples existência do Kagetane para observar o protagonista e a rasa determinação de Rentaro e sua memória falha, fazendo-o esquecer do desenvolvimento de sua própria personalidade, criando loops de roteiro como acontece em <i>Kimi ni Todoke</i>(um ciclo infinito para manter o protagonista com motivos de continuar na trama). A projeção péssima ajuda a indignação a crescer, as cenas sofrem uma arritmia terrível após o episódio 7 e o anime vira um moeshit indiscreto.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-chfksAUmkAU/U8FDW7dhamI/AAAAAAAADGg/xUJ6l4B-b8I/s1600/Verdade.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-chfksAUmkAU/U8FDW7dhamI/AAAAAAAADGg/xUJ6l4B-b8I/s1600/Verdade.jpg" height="360" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">
<div align="CENTER" style="widows: 4;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><i>Descobrir como a verdade é asquerosa assusta, não é Rentaro-kun?</i></span></span></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;">
<div style="display: none;">melhor exemplo que eu posso dar aqui é quando a taxa de corrosão do sangue da Enju ultrapassa 40%, no fim do episódio Rentaro está aflito, sem saber o que fazer da vida já que sua parceira de batalha pode se tornar um Gastrea a qualquer momento, então logo no começo do episódio seguinte ele está&#8230; sorrindo com sua chefe tsundere avantajada e sua nova loli em posse da mesma chefe, com grandes sorrisos e uma comédia quentinha pra te fazer dar aquele sorrisinho, posteriormente você irá deitar lembrando dessa cena e adormecer com o coração esquentadinho.</div>
<p><button title="Clique para mostrar/ocultar" type="button">mostrar/ocultar spoiler</button> </p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><b><br /></b></span></span></div>
<div><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: large;"><b>Análise Técnica</b></span></span></div>
<div><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: large;"><b><br /></b></span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;">Visualmente falando Black Bullet é bom, seu traço é original e o detalhismo nos designs paga bem. O que eu não consegui entender é o que a Direção desse anime quis demonstrar com sua exibição metódica, digo, separar o anime em pedaços “bons” e “ruins” é obviamente uma péssima ideia, você não se sente assistindo a mesma coisa, nem mesmo dentro de longos 25 minutos – Black Bullet não é um 4-Koma ora pois!</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><br /></span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;">O Roteiro também parece ter sido feito às pressas, onde moeshit e drama se entrelaçam em certos momentos de uma forma muito estranha, criando cenas confusas, inerentes à situação atual dos personagens ou até da própria história.</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><br /></span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;">Como ponto positivo, a Trilha Sonora é ótima, </span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><i>build-ups</i></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;">produzidos no momento certo, a Abertura composta sob medida cria a sensação de que Black Bullet “começou” e o Encerramento deixa bem claros os problemas sociais dos atuantes principais a todo momento.</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: large;"><b>Conclusão</b></span></span></div>
<div><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: large;"><b><br /></b></span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Se você por acaso gosta de moeshit, esse anime até pode te agradar, já que é um moeblob inserido num mundo pós-apocalíptico, entretanto julgá-lo pela sua história é como dar umas palmadas no seu filho arteiro: você não quer, mas precisa enfrentar a verdade.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">Black Bullet <u>era</u>um ótimo projeto, mesmo com tantos defeitos ele consegue te prender para assistí-lo; em seu início foi dito como “Revolução do moe” para depois quebrar a cara com todo o trabalho inserido indo água abaixo por necessidade de satisfazer os desejos mundanos de telespectadores que normalmente ficariam “horrorizados” com seu desenvolvimento, ou seja, socando moeshit para agradar quem “achava ruim” – isso é total influência da atual legião de fãs de animes adentro o Japão.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"><a href="https://www.blogger.com/null" name="_GoBack"></a>Serei sincero, não leio Light Novels, não li Black Bullet e logo depois de terminar esse anime não tenho a mínima vontade de procurar ler. O anime não é uma boa propaganda para quem procura material ideológico de boa qualidade.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div align="JUSTIFY" style="page-break-inside: avoid; widows: 8;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><b>Animação:</b></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;7/10</span></span></div>
<div align="JUSTIFY" style="page-break-inside: avoid; widows: 8;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><b>Direção e Roteiro:</b></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;1/10</span></span></div>
<div align="JUSTIFY" style="page-break-inside: avoid; widows: 8;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><b>Trilha Sonora:</b></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;">&nbsp;7/10</span></span></div>
<div align="JUSTIFY" style="page-break-inside: avoid; widows: 8;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><b>Entretenimento:&nbsp;</b></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;">7</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;">/10</span></span></div>
<p></p>
<div align="JUSTIFY" style="page-break-inside: avoid; widows: 8;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;"><b>Nota final:&nbsp;</b></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: 11pt;">5/10</span></span></div>
</div>
<p>O post <a href="https://www.intoxianime.com/2014/07/guest-post-review-black-bullet/">(Guest Post) Review &#8211; Black Bullet</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.intoxianime.com">IntoxiAnime</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Resenha: Casshern Sins e a dicotomia entre a vida e a morte</title>
		<link>https://www.intoxianime.com/2013/03/resenha-casshern-sins-e-dicotomia-entre/</link>
					<comments>https://www.intoxianime.com/2013/03/resenha-casshern-sins-e-dicotomia-entre/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2013 20:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2008]]></category>
		<category><![CDATA[Cashern Sins]]></category>
		<category><![CDATA[Kaoru Wada]]></category>
		<category><![CDATA[Madhouse]]></category>
		<category><![CDATA[mundo pós-apocalíptico]]></category>
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		<category><![CDATA[robôs]]></category>
		<category><![CDATA[Shigeyasu Yamauchi]]></category>
		<category><![CDATA[Yasuko Kobayashi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#46;&#46;&#46;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
<div></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-BTgulsAUds4/UT-I365aBfI/AAAAAAAAArY/z9ZQoVJnWE8/s1600/CasshernSinsep24b.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="360" src="http://4.bp.blogspot.com/-BTgulsAUds4/UT-I365aBfI/AAAAAAAAArY/z9ZQoVJnWE8/s640/CasshernSinsep24b.jpg" width="570" /></a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-Algum dia você já refletiu sobre a própria morte? Acredito que sim. Todos já devem ter pensado ao menos uma vez na possibilidade de morrer, e em como isso é inevitável, e essa certeza deu lugar a um desespero temporário, que se dissipou à medida que se conformavam com o fato.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-Agora imagine, por obséquio, que você seja imortal. E se por acaso alguma coisa acontecer e você perder essa sua imortalidade? Para nós, seres viventes, o espectro da morte é algo natural, mas como um ser imortal se portaria diante de tal calamidade?<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Senhoras e senhores, vos apresento Casshern Sins.<o:p></o:p></span><br /><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span><br /><a name='more'></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-Casshern Sins é um remake da série clássica dos anos 70, Neo-Human Casshern, que inspirou a popular franquia Megaman nos anos 80. Foi animado pela Madhouse em 2008, com direção de Shigeyasu Yamauchi (que dirigiu alguns filmes de Dragonball Z) e roteiro de Yasuko Kobayashi (Shakugan no Shana, Claymore e o tão aguardado Shingeki no Kyojin). A história se passa em um mundo pós-apocalíptico em que os humanos estão quase extintos e os robôs sofrem com um fenômeno conhecido como ruína, que os privou de sua imortalidade. Agora eles vagam pelo mundo tentando encontrar algum sentido para sua existência enquanto esperam pela ruína. Porém, há rumores de que é possível evitar a ruína. Para conseguir esse feito, eles devem devorar o corpo de um andróide conhecido como Casshern, o protagonista da série.&nbsp;</span></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-As semelhanças com Megaman não me deixam mentir. Como admirador da franquia (em especial dos jogos), eu não pude deixar de perceber o quão similar a premissa e o mundo das duas séries são. Na série original, Casshern lutava contra a dominação das máquinas liderada por Braiking Boss. Na série X, Megaman luta contra a dominação das máquinas liderada por Sigma. Foi uma sábia decisão alterarem a premissa em Casshern Sins, pois isso tingiu a série com um tom mais maduro e mais reflexivo.</span></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-S-nXrb0U6E0/UT-K4E9iFSI/AAAAAAAAArw/w5b5L1U9G7U/s1600/casshernsins.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="225" src="http://1.bp.blogspot.com/-S-nXrb0U6E0/UT-K4E9iFSI/AAAAAAAAArw/w5b5L1U9G7U/s400/casshernsins.jpg" width="400" /></a></div>
<div></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-Vou dedicar um parágrafo para a animação. Há muitas cenas paradas de Casshern perdido em devaneios, mas as lutas são espetaculares. Os fãs de shounen irão se deleitar com a brutalidade com que Casshern destrincha os seus adversários. É uma faceta instintiva difícil de ser dissociada do personagem. E o mais importante, os personagens se movem. Isso mesmo, nada de quadros estáticos com efeito de movimento ou CGIs toscos. Os enquadramentos são sublimes e a coreografia das lutas muito bem executada. O jeito de Casshern lutar é repleto de acrobacias, movimentos de dança e embates aéreos de tirar o fôlego. Quem procura profundidade, Casshern tem. Quem procura ação, também tem. Para quem procura bons personagens, esse é o seu lugar.&nbsp;</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><o:p></o:p></span><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-A trilha sonora também é primorosa. Kaoru Wada é conhecido principalmente por ter composto da trilha sonora de Inuyasha.&nbsp; Com alguns arranjos orquestrais mais agressivos e outros que emulam uma atmosfera de suspense, ele conseguiu compor uma trilha sonora simplesmente épica.<o:p></o:p></span></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="color: red; font-size: x-small;"><b><i>“Eu não conheço nada&#8230;nem a mim mesmo, porém meus inimigos me chama de&#8230;Casshern”</i></b></span><o:p></o:p></span></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="color: red; font-size: x-small;"><b><i><br /></i></b></span></span><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="color: red; font-size: x-small;"><b><i><br /></i></b></span></span></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-Casshern é um anti-herói. Ele é acusado por todos que encontra de ter assassinado o “sol” conhecido como Luna, o que segundo eles, teria principiado a ruína. Por onde quer que ele passe, há batalhas das quais ele não consegue se abster. Por vezes, ele salva outros robôs de arruaceiros, e por vezes experimenta traição dos mesmos que salvou, justamente por ser quem ele é: Casshern, aquele que trouxe a ruína para o mundo. Para piorar a situação, ele possui um modo de emergência que ativa automaticamente quando está em apuros. Nesse estado, Casshern não consegue distinguir amigo de inimigo, e ataca qualquer um que entre em seu campo de visão indiscriminadamente. Invariavelmente, uma pilha de corpos terá se acumulado ao cessar o efeito.<o:p></o:p></span></div>
<p></p>
<div></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><i><b><span style="color: red; font-size: x-small;">“Você não aparenta ser um humano, mas eu também não posso acreditar que você seja um robô. Você é novo, como se tivesse sido construído ontem.”</span></b></i><o:p></o:p></span></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><i><b><span style="color: red; font-size: x-small;"><br /></span></b></i></span></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><i><b><span style="color: red; font-size: x-small;"><br /></span></b></i></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-Z9og-05zaqA/UT-K4roTbDI/AAAAAAAAArs/LvAdp2gW0Jk/s1600/vlcsnap-452354.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="225" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z9og-05zaqA/UT-K4roTbDI/AAAAAAAAArs/LvAdp2gW0Jk/s400/vlcsnap-452354.png" width="400" /></a></div>
<div></div>
<p><o:p></o:p></p>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-Casshern é como uma criança. Ele perdeu a memória e agora tem de conviver em um mundo no qual é taxado de criminoso, assassino, anjo do apocalipse. Ao mesmo tempo em que é considerado como a perdição de todos os robôs, também é visto como a salvação para os mesmos. Casshern é imortal, e por essa razão, todos acreditam que possam se tornar imortais se o consumirem. Ele é como a figura de Jesus. Ao ser sacrificado, renovará as esperanças de um mundo corrupto e decadente. É importante salientar que Casshern odeia sua imortalidade, visto que a mesma não o traz nada de bom, ao passo que seus perseguidores acreditam que imortalidade equivale a felicidade, o que é um dos grandes temas do anime.</span><br /><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="color: red; font-size: x-small;"><i><b>“Eu trago calamidade para o mundo, e por isso não mereço viver”</b></i></span><o:p></o:p></span></div>
<p><o:p></o:p></p>
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<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-A despeito do consenso de que personagens invencíveis são desinteressantes, nesse caso a regra não se aplica. A imortalidade é introduzida justamente para contrapor o personagem com o resto da mundo e fortalecer a coesão da sua problemática. As batalhas não são importantes, pois Casshern Sins não tem um vilão. Eles não rotulam nenhum personagem como o “big bad”, e aquele que era o antigo “big bad” perdeu todo seu exército com a ruína e vaga sem rumo. Durante praticamente toda a extensão da história, o mais importante é o embate entre idéias entre as figuras emblemáticas que figuram na narrativa.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">&nbsp;-O anime aborda a dicotomia entre a vida e a morte de uma forma inusitada. Pessoalmente, achei genial a idéia de utilizar robôs (seres imortais) como meio de discorrer sobre a temática da série. Isso nos possibilita pensar fora da caixa, sem nos limitarmos à nossa realidade e experiência. E o anime nunca se perde na sua proposta. Todos os episódios tem um sentido, uma mensagem, algo a ser pensado, comentado, compartilhado. E essa profundidade não é construída por meio de simbolismos exagerados ou discursos desvairados. O que propele a construção da narrativa são justamente os personagens, que são muito bons. Especialmente os secundários, que tem uma presença de espírito e um carisma muito fortes.</span></div>
<p><o:p></o:p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-tQgmnsctkaQ/UT-NDCfil-I/AAAAAAAAAsA/FRAh-wKlVzg/s1600/CasshernSinsep02b.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="225" src="http://1.bp.blogspot.com/-tQgmnsctkaQ/UT-NDCfil-I/AAAAAAAAAsA/FRAh-wKlVzg/s400/CasshernSinsep02b.jpg" width="400" /></a></div>
<div></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-Como eu disse anteriormente, a dicotomia entre a vida e a morte é um tema recorrente em Casshern sins. O método de abordagem consiste em contrapor a esperança e o desespero de maneiras diversificadas em cada episódio. Casshern é uma criança perdida, e a cada episódio ele vai encontrando novas pessoas e assimilando as suas ideologias e sua maneira de pensar. No decorrer do anime, vemos vários robôs (e alguns poucos humanos) se esforçando ao máximo para preservar seus sonhos, expectativas, sua vontade de viver. Por outro lado, existem também aqueles que se acomodam, tornando-se vazios em seu interior. <o:p></o:p></span></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="color: red; font-size: x-small;"><b><i>“Nós não temos palavras para rezar ou lágrimas para chorar. Nós apenas aceitamos a ruína em silêncio”</i></b></span></span></div>
<p></p>
<div></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-No segundo episódio, Casshern chega a um alojamento de robôs que se conformaram e decidiram aceitar a ruína em silêncio, em contraste com aqueles que se entregaram ao desespero.&nbsp;Os robôs arruinados são levados para uma construção parcialmente soterrada, cujo interior é preenchido com vários bancos de igreja. A igreja é uma alegoria da espiritualidade e de nossa necessidade de confiar votos e promessas para uma entidade além da nossa compreensão. A tradição cristã alega que no dia do apocalipse, Jesus virá a terra e nos contemplará com a vida eterna, que é justamente o que os robôs almejam. É natural que queiramos buscar salvação no espírito quando as faculdades do corpo se encontram irremediáveis. Se existe morte, existe vida. E se existe vida, esta é proveniente de alguma fonte.&nbsp;<o:p></o:p></span></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-AkBQCLCm-tU/UT-K3k7NMtI/AAAAAAAAAr8/-BNcS07JRPE/s1600/snapshot20090618120922.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="225" src="http://1.bp.blogspot.com/-AkBQCLCm-tU/UT-K3k7NMtI/AAAAAAAAAr8/-BNcS07JRPE/s400/snapshot20090618120922.jpg" width="400" /></a></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;"></p>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><b><i><span style="color: red; font-size: x-small;">“Voce foi criado para aniquilar todos os seres vivos, porém você pode salva-los sacrificando a sua”</span></i></b><o:p></o:p></span></div>
</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-E qual seria essa fonte? Nos tempos que precedem a ruína, ela atendia pelo nome de Luna. Nos tempos atuais, a fonte de vida é ele, Casshern, esbanjando beleza e imortatalidade. A morte não pode existir sem a vida. Por conseguinte, só estamos vivos se somos mortais. Esse é outro tema em pauta no anime. O que é viver exatamente? Há alguma diferença entre viver e estar vivo? Essas perguntas vão sendo respondidas com a progressão do enredo e as interações entre Casshern e os personagens primários e secundários.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-O aproveitamento dos personagens secundários em Casshern é muito bem articulado. Arrisco dizer que não vi personagens secundários tão expressivos em nenhum outro anime até hoje. Eles têm uma mágica que faz você gostar deles quase que instantaneamente. Para ser mais exato, eles vivem, e no contexto da série, isso faz muita diferença. Temos Sophita, que adora lutar, Janice, que vive para cantar, Niko, que está sempre tentando realizar feitos além de sua capacidade, e muitos outros. E a direção da série é espetacular em transpassar esse sentimento. Um vídeo fala por mil palavras.<o:p></o:p></span></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><object class codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/UEJZNHOS6rI/0.jpg" height="260" width="320"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UEJZNHOS6rI&#038;fs=1&#038;source=uds" /><param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><embed width="260" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/UEJZNHOS6rI&#038;fs=1&#038;source=uds" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="text-align: justify;"></p>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="color: red; font-size: x-small;"><b><i>“Eu vivo para cantar. E você, vive para matar?”</i></b></span><o:p></o:p></span></div>
</div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-O que vemos nessa cena? Janice, com suas canções, faz a esperança aflorar em todos os espectadores. Nesse ínterim, Casshern luta com os robôs que tentam invadir o palco. São dois cenários totalmente díspares, mas que conseguem se entrelaçar magnanimamente. A música de Jane ressoa&nbsp; nos espectadores, em Casshern e em nós que estamos assistindo. É uma mensagem de cerne motivatório, que nos instiga a correr atrás de nossos sonhos, a buscar novos horizontes e não arranjarmos desculpas para desistir antes de tentar. Para Casshern, esse é o seu maior desafio na vida, pois o mesmo não possui sonhos tampouco motivações, e escarnece sua imortalidade como uma maldição. Viver para ele não é senão continuar a sofrer para a eternidade.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-Casshern odeia lutar, mas não tem escolha. Por que lutar afinal? A que as pessoas aspiram quando estão lutando? Ele não é capaz de compreender esse conceito. No sentido metafórico, lutar é encarar a realidade, é lidar com seus problemas e solucioná-los. Lutar é se esforçar para conseguir o que quer. Lutar é não ter medo do amanhã, é viver no presente. Muitas pessoas se encontram no mesmo buraco de Casshern. Elas não sabem o que fazer da vida, perdem gradativamente a vontade de viver, pois não vêem sentido em uma existência lamuriante. Elas perderam a capacidade de sonhar, e até mesmo a capacidade de sentir prazer. Elas chegam em casa todos os dias, tiram a roupa, tomam banho, esquentam a comida fria no microondas, assistem o noticiário e dormem, pois amanhã terão de fazer exatamente a mesma coisa que fizeram hoje. Essa era a temática central de Shugo Chara, cujo intuito era estimular a reflexão acerca do nosso potencial desperdiçado. Nosso sistema atual é destrutivo, não importa quanta propaganda positiva seja feita em cima disso. Mercado de trabalho, currículo, carreira profissional&#8230;estamos nos tornando cada vez mais automáticos, robóticos, vazios.<o:p></o:p></span></div>
<div></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-4841Q2o7cyg/UT-K3fJkPzI/AAAAAAAAArk/-ehRVi0kIss/s1600/braiking+boss.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="225" src="http://4.bp.blogspot.com/-4841Q2o7cyg/UT-K3fJkPzI/AAAAAAAAArk/-ehRVi0kIss/s400/braiking+boss.jpg" width="400" /></a></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">-O questionamento mais notável de Casshern é esse. Se viver é sofrer, por que vivemos? Qual é o sentido de viver no vazio da ruína? De um lado temos outra personagem (que eu não vou revelar quem é por ser spoiler) que considera a vida como o bem mais ilustre e precioso que existe. Por outro, temos Casshern, cuja existência por si só lhe causa mais sofrimento do que qualquer outro. Quem está certo? É possível que não exista uma resposta para essa pergunta. O que de fato podemos afirmar é que a vida e a morte são dois lados de uma mesma moeda. Elas devem existir em equilíbrio, pois uma vez que a balança pende para um dos lados, vários distúrbios e complicações vão se atrelando, e isso vira uma bola de neve. Quando nos fixamos em uma ou em outra, nos esquecemos que o mais primordial para o ser humano é viver. Não apenas viver, mas saber viver. E essa é a essência da Casshern Sins. É um anime que aborda os vários tipos de viver existentes e a linha tênue que os separa do delírio existencial.<o:p></o:p></span></div>
</div>
<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;">Essa foi a minha primeira resenha de anime completado. Espero que tenham gostado. Em todo caso, comentários são sempre bem vindos.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;">-Até a próxima.</span></p>
</div>
<p>O post <a href="https://www.intoxianime.com/2013/03/resenha-casshern-sins-e-dicotomia-entre/">Resenha: Casshern Sins e a dicotomia entre a vida e a morte</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.intoxianime.com">IntoxiAnime</a>.</p>
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