Sin Nanatsu no Taizai #06 – Impressões Semanais

Aquele velho ditado de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar pode ser usada nesse caso perfeitamente bem. Se na semana passada deu para ficar animado durante o episódio, dessa vez, as coisas voltam ao que eram.

A temática até tenta ajudar um pouco, e as piadas sobre o gênero estão ali para te fazer abrir um meio sorriso, porém, não existe nada que dê para dizer “nossa, ficou muito bom”, como aconteceu com o episódio anterior.

Basicamente, as coisas acontecem em duas partes. A primeira consiste na invocação da Maria e de Lúcifer para o jogo virtual da Belphegor.

A ideia até que é boa. O demônio representante da preguiça usa um jogo online para arrebanhar seus seguidores. Qualquer pessoa que jogue vídeo game, deve ter ouvido, ao menos uma vez na vida, a frase “isso é coisa de gente à toa”, então de certa forma, está ali a dita referência.

O fato dela ser um pouco “felina” também merece uns pontinhos.

Ideias estereotipadas à parte, esse começo não oferece grandes destaques. Lúcifer funciona bem no papel de Maou (rainha demônio), já que tem toda a arrogância e orgulho para fazer o papel.

Como a Preguiça esperava, criar um evento usando ela, ajuda os seus seguidores a se motivarem a jogarem mais, além de adicionar a oportunidade de, junto da Maria, conseguirem derrotar o anjo caído.

Porém, é aqui que entra o problema do episódio. A Maria não é divertida, ela não chega a níveis irritantes (mas tá com o pé no caminho), porém, não tem nada que valha a pena assistir. A ideia era criar um roteiro clichê sobre a famosa jornada do herói, o que, em teoria, deveria servir para ter um desenvolvimento, digamos, “controlado”. Entretanto, não funciona bem assim.

As piadinhas sobre o fato de armaduras femininas ganharem mais defesa, na medida em que vão perdendo pano, aparecem para dar um certo alivio cômico, assim como as piadas sobre jogadores pagos. Porém, isso não é tão divertido assim, e adicionar um treinamento estranho, para simular o esquema de level up, não contribui para nada, a não ser alongar o episódio até o final.

Resumindo as decisões de design de alguns RPGs.

Maria chega como um herói, enfrenta o final boss logo de cara, perde, e então começa sua jornada para superar isso. No papel fica até interessante, e lembra alguns plots de RPG clássico, o problema é que não executaram a ideia muito bem.

Deveriam mostrar o desenvolvimento dela durante o episódio, e isso até acontece. Ela começa usando um armadura feita de plantas, e indo até o ponto de conseguir uma cauda (?) para alcançar os equipamentos lendários de que precisa. Mas isso não faz sentido algum.

Não tem um apelo visual bacana, não tem um bom humor ali, e até mesmo o ecchi não é bem pensando (a menos que você curta caudas, aí já é outra história).

Maririn, não se deve usar hacks.

Depois de upar seu personagem, temos a luta final contra Lúcifer. Maria até que consegue ir bem no papel de herói (pelo menos quando estamos falando de salvar pessoas e criar hype), e usando uma frase típica de shounen, dá o último golpe e derrota Lúcifer.

Minha maior decepção vem justamente aqui. Depois de ver uma bela animação no último episódio, era de se espera que algo mais elaborado acontecesse aqui, mas a luta é tão genérica que não causa nenhum impacto.

Quando você menos percebe, as coisas já aconteceram e o desfecho final está rolando. Belphegor até tenta dar um fim para Lúcifer, mas, seguindo seu personagem, assim que começa a ficar complicado, ela desiste e deixa para lá.

As coisa terminam como nos outros episódios, onde Belial aparece estalando a língua e se sentindo frustrada por ter perdido outro dos selos que Lúcifer carregava.

Pelo menos ela é carismática.

Para quem quer só um resumo, as coisas não foram nada bem dessa vez. A ideia de jogos virtuais parecia interessante, ainda mais por adicionar a chance de rolar um pouco mais de ação, porém, a tentativa de usar a jornada de herói, acaba fazendo as coisas ficaram estranhas, principalmente por algumas escolhas de roteiro.

O mais complicado em tudo, não é nem o ecchi com closes exagerado, é justamente a falta de um planejamento melhor do que fazer nesse meio tempo até entregar o final de sempre.

Veremos se o próximo episódio tenta algo novo com a temática da Gula.

[yasr_overall_rating size=”medium”]

 

E você, que nota daria aos episódios?

[yasr_visitor_votes size=”medium]

Extra

Malditos reflexos.

Onee-sama não conhece o conceito de fair play.

Eu ri disso, mas sei lá…

Marcelo Almeida

Fascinado nessa coisa peculiar conhecida como cultura japonesa, o que por consequência acabou me fazendo criar um vicio em escrever. Adoro anime, mangás e ler/jogar quase tudo.