Sangatsu no Lion #12 – Impressões Semanais

Na sua volta após a pausa de início de ano, Sangatsu apresentou uma roupagem nova logo na abertura, mais alegre e brilhosa que o costume. Seria uma introdução para um renovado tom ao anime? O início, entretanto, parece jogar esta teoria por água abaixo.

Ainda a “sofrer” as consequências da noite passada na casa das meninas, onde teve um verdadeiro choque na diferença do ambiente – calorosa, colorida e vibrante. Agora, de volta a seu antro, a feiura ganha forma e peso, o contraste nas sombras e no vazio, o incômodo silêncio que destaca o opressivo passar das horas.

Desta vez, o tenebroso interior do garoto reforça-se pela pressão de vencer a partida de Shogi e assim evitar uma queda de categoria, algo que teria dimensões catastróficas ao protagonista, seguindo a linha de sua própria construção. O caminho todo para o recinto do campeonato denota um clima obscuro e de compenetração. Porém, aí novamente temos a expectativa quebrada, pois a narrativa do jogo é o avesso do mostrado até então. Esquece-se a significação e relevância da partida. Com um rival peculiar e charmoso, impregna-se uma caracterização basicamente cômica, algo dissonante do que se espera e do que fora denotado até ali.

E então, mais bizarra é a rápida aparição do sujeito que possui atritos com Rei. Algo no passado que expõe uma chama de raiva que parece tão improvável em nossa figura principal quanto seria Goku montar uma estratégia complexa em Dragon Ball. Mas importante, porém, é que sua ira sugere sentimentos de proteção e carinho consideráveis por Kyouko, a quem convive em venenosa e conivente relação. E não negamos que a personalidade da garota é fascinante o suficiente para sentir sua falta – ao menos neste que vos escreve.

E independente do resultado, a estrada de Rei parece condicionada a levá-lo a um local apenas: a casa das irmãs, sua esfera de conforto e alívio – para nós também, afinal. Uma fuga temporária para a batalha que ainda há de vir.

Nota do autor

 

E qual sua nota, leitor(a)?

Nota dos Visitantes
[Total: 103 Média: 4.5]

 

#Extras

Carlos Dalla Corte

Curto 6 coisas: animes, cinema, escrever, k-pop, ler e reclamar. Juntei todas e criei um blog.

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  • Doug

    Ué, uma review sem palavras difíceis? Ou eu que me acostumei ao seu português rebuscado? Enfim, o anime parece ter um rumo promissor. Pra quem acompanha, deve estar gostando.

    • Então, você não acompanha e vê as reviews. Por quê não vê 3-gatsu?

      • Doug

        Não gosto de Slice of Lifes lentos.

        • Gustavo

          MUITO lento

          • Doug

            Não entendi seu comentário…

          • Gustavo

            eu falei que é muito lento

  • Alef Fernandes

    Comecei a acompanhar o anime porque li os seus primeiros reviews e nao me arrependo de ter começado uma ótima obra ate agora

  • Marco

    Carlos, falo isso como leitor, não como dono do site. Encare como feedback.

    Para de escrever como um escritor de 1850. Você parece estar passando por estágios:

    1 – Seu texto foi de algo que eu considerava normal para um texto cada vez mais usando de verborragia desconhecida sem motivo aparente. O que sim, quer você queira ou não fica parecendo para os outros que você quer se sentir superior com um uso de palavras em sua maioria inutilizadas no período atual.

    2 – Reduziu as palavras desconhecidas. Mas agora fica fazendo releituras dos episódios floreando com um bando adjetivos e colocando as frases de uma forma que só consigo ligar com literatura bem antiga. As pessoas em geral querem ler uma crítica, uma opinião do que você viu no episódio, não um resumo floreado dele.

    • Mônica Azevedo

      F A T A L I T Y

      • Doug

        Caramba Mônica, já está aqui? Rápida hem?

      • Oliveira JR

        Kkkkk

    • Doug

      Engraçado, essa review já achei bem mais tranquila. Pode ser que seja o estilo dele escrever assim, embora realmente lembre um escritor das antigas

    • Pra mim, isso é uma review. Minha opinião está aí para qualquer um que leia. A camuflagem de pessoalidade não denota sua ausência, apenas uma diferente abordagem. De resto, eu entendo seu pedido, mas preferia que não expusesse isso aqui. Creio que fizeste para angariar algum apoio dos leitores e me conscientizar, mas já deixei claro que não planejo regredir pro meu estilo antigo, muito menos nesta obra. Já conversamos sobre isso e deixei-o livre para caso se sentisse insatisfeito requisitar minha retirada. Sem rancor, plenamente compreensível. Eu não quero escrever algo que não me agrade, e se isso for divergente ao que busca pro site, é algo natural.

      • Marco

        Foi uma coisa que pensei por um tempo em como abordar.
        Queria apenas expressar minha opinião “como leitor”, que é diferente de dono do site. Minha opinião de leitor é um feedback para você ler, concordar ou não. Minha opinião como dono do site pareça uma exigência geralmente, então achei mais cabível comentar aqui como uma pessoa normal que lê seus textos e está meio frustrado com que eles vem se tornando.
        Seu texto pode atrair alguns que querem algo bem diferente, mas não vejo como algo positivo a indiferença que ele parece ter com o público geral. Quer dizer, você não quer atrair mais gente para seus posts como quase todo redator? Não precisa escrever de forma desleixada pra isso, mas seria bom trabalhar para tentar ficar mais acessível.

    • Gustavo

      Marco n devia ter comentado isso aqui.

      • Marco

        É, pior que fiquei pensando se comentava aqui ou não. O problema é que queria comentar isso como leitor, mas ao mesmo tempo sou dono do site ¬¬. Fica parecendo uma exigência ou esporro quando não é isso que quero passar.

  • Depois de dois episódios focados no sentimental dos personagens em especifico, o shogi deus as caras novamente, o episódio começa com o Rei em sua casa desprovida de aconchego com uma alimentação mal balanceada, até um desesperador sentimento vim a tona, depressão e a tentativa de não senti-la, o personagem na comparação dos dois ambientes percebe que o lugar em que vive fortalece esse sentimento, o fazendo “fugir” daquele lugar o mais depressa possível até parar na casa da sua “verdadeira” família. Depois de algum tempo vimos uma partida novamente, não teve nada demais, um prelúdio do que esta por vim e a apresentação de um personagem que conseguiu despertar a raiva de Rei, não esperava que ele fosse um jogador e a atitude o mesmo foi bem irritante, logo em seguida é quebrado o clima com o alegre presidente pescador, ainda não consigo gostar desses alívios cômicos. O episódio termina com uma cena linda entre Rei e Momo, com medo do ambiente aconchegante o fazer perder seu foco Rei dispensa de maneira sutil e explicativa o convite das irmãs. Um bom episódio, Nota: 03.

    A opening nova foi inferior para mim comparado a antiga, mas essa nova ending é linda.

  • Mônica Azevedo

    Episódio meio Meh, mas eu tô gostando mesmo assim, a nova opening e visualmente mais bonita mas a música eu não gostei tanto. A ending e linda.

    2.5/5

  • Emanuel Moreira

    Gostei bastante do novo abertura e d música, já tenho uma favorita dá temporada (até o momento),fora que esta é bem mais simbólica que a última.
    Bom,eu gostei do episódio, não foi magnífico, mas foi melhor que alguns que já teve.
    3.5/5

  • Gabriel Nascimento

    Adorei esse ep, muito bom, o final foi muito fofo e bonito, também gostei das metáforas e a partida de Shogi do amigo do Rei. 4/5

  • Shurit

    Ótimo EP, a única coisa que não gostei foi aquela tentativa de alivio cômico após o Rei partir para cima do Gotou. Além disso gostei da nova OP e ED, mesmo preferindo a ED anterior.

    • lol, eu amo Bump of Chicken, mas, “orion” na minha opinião é melhor que “fighter”.

      • Oliveira JR

        Superior mesmo bela Ed

  • Cloud

    Ainda não entendo esse amor do Rei pela Kyoko, que só faz mal para ele, talvez eu entenda mais tarde…mas pega porrada por essa “irmã”, eu não faria.

    • O Rei é o tipo de protagonista que só pensa nós outros, como foi mostrado anteriormente que ele se preocupa de mais com os outros e esquece de si mesmo. Uma hora ele cansa disso(ou a vida vai acabar mostrando pra ele), ainda mas pra alguém que aparentemente não quer o bem dele… mas até que ele tá melhorando um pouco…

    • Eu acho que o Rei acha que é culpa dele a Kyouko ter virado uma mulher venenosa. Ele acha que destruiu a família dela, “roubou” a atenção do pai dela por ser melhor no shogi (Afinal o shogi é td pro Rei).

    • *MEU COMENTÁRIO FOI APAGADO =/*
      Eu acho que o Rei sente culpa, ele acha que destruiu a família dela, que “roubou” a atenção do pai dela por ser bom no shogi. Tanto que ela virou uma pessoa venenosa.

  • Eu gostei muito da nova Op e ED, foi um bom episodio, e toda aquela determinação no final… é muito bom ver o Rei evoluindo.

  • Ciro

    Ótima analise, por alguns momentos me perguntei se estava lendo um texto poético. Muito bom.

  • João Gabriel Souza Reis

    A abertura é antada por Yuki, interessante que ela canta os temas de outro anime do mesmo autor de sangatsu o Honey e clover.
    Op muito boa como sempre.

  • Ghost Dog

    Shōgi é imprevisível… e isso a autora (Chika-sensei) parece ter traduzido muitíssimo bem em seu mangá. Rei construiu sua identidade e senso de segurança ao redor de seu talento como jogador de shōgi. Não é à toa essa bipolaridade na trama (colorido/preto-e-branco, alegria/tristeza, calor humano/frieza etc): Rei reflete em vida a inconstância das partidas do tabuleiro.

    Essa é a chave para compreender e apreciar o anime, que complementa muito bem o mangá. Ótimo trabalho da Shaft, principalmente no realce dos contrastes.

    Notas: no preview do Capítulo 13 (voice-over), o diálogo ocorre entre Shimada 8o. Dan, o próximo oponente de Rei, e… Nikaidō. Para adicionar um pouco de suspense (para quem não leu o mangá) 😉

    Ao autor da crítica: refine seu estilo, seu “patrão” está certo. Simples é melhor; não seja Joyce, seja Hemingway. Estude o contexto, fundamente seu ponto-de-vista com fatos e informações adicionais, crie um vínculo com seus leitores; saiba o que eles querem. Seus textos são muito bons… mas “ganhe o público” primeiro. Esse é o ponto de partida. Um abraço!

  • Alisson Queiroz

    Para mim o maior problema de Sangatsu é como o roteiro trabalha o shôgi, a falta de seriedade com que as partidas vão se desenrolando não passa a urgência da situação, por exemplo, o Rei quase perdeu a sua partida, mas como foi cômica, nem me importei.
    Também gosto dá Kyouko, quero que ela volte a aparecer logo.