Top 5 Melhores Animes – Ação populares

 

Aqueles animes super conhecidos que quase todo mundo esbarra quando começa a assistir animes curtos de temporada. Essa lista é voltada aos meus preferidos “de ação” dentre eles.

Sempre quis fazer uma lista de animes fáceis de indicar para quem só conhece Naruto e seus derivados infinitos (para eles se animarem e depois saírem buscando por mais). São animes bem movimentados ou divertidos de assistir em geral, e sua popularidade sozinha comprova que, de fato, se não para todos, ao menos agradam a maioria que os assistem. Essa lista contempla meus animes preferidos nesse aspecto, os animes “ultra populares”.

Mas como eu comprovo se é realmente popular? Tem várias formas, desde buscar no google com o nome da obra vendo quantos resultados retorna a pesquisa a métodos mais simples, como olhar o número de acessos em sites de download e streaming populares. Nesse post, o que fiz foi olhar o número de membros no MyAnimeList (não confundam com a nota, nota é uma representação da satisfação de quem assistiu a obra, não dá popularidade) e resultados no google.

A maioria das obras desse Top está entre as 20 mais populares do site MyAnimeList, com filtros e escolhas baseadas, obviamente, no meu gosto e análise pessoal, que sempre tira obras nonsense (absurdamente exagerados visualmente), então não esperem Kill la Kill, Gurren Laggan e derivados na lista. Mas para aqueles que gostam de nonsense, deem uma olhada nos dois que acabei de citar (linkei a OP no nome de cada um exatamente para dar a ideia do que são, só não vou falar sobre os mesmos aqui).

Obviamente, não vou citar nenhum shounen com mais de 100 episódios, já que a ideia dessa lista é indicar animes para quem só costuma assistir esses shounens padrão começar nos animes de temporada, e não indicar mais “animes infinitos” que eles já se habituaram a ver.

Tema:

O tema aqui são animes de “ação e aventura” que se tornaram super populares, tanto na sua época quanto ao longo dos anos, e tem um número de episódios abaixo dos 100. Dito isso, vamos a lista:

Top 5 – Melhores animes de Ação (Populares)

Code Geass

Gênero: Ação, Guerra, Mistério, Drama, Sobrenatural, Sci-fi.
Diretor: Goro Tanigushi (Juketsu no Maria, Planetes)
Estúdio: Sunrise (Gundans, Gintama)
Episódios: 25 (+ uma S2)
MAL: Clique aqui

Minha nota: 9/10 (Nota sentimental: 10/10)
Trailer:


Sinopse:

Em 10 de agosto de 2010 o império de Britannia começa sua campanha de invasão ao Japão. As operações são terminadas em apenas 1 mês devido a uma nova unidade de combate humanoide chamado Knightmare, que deixou o exercito japonês completamente vulnerável. Agora, sobe o domínio de Britannia, o Japão é conhecido como “Área 11”, e os cidadãos são chamados de “Elevens”, sendo obrigados a viver com medo e na miséria, enquanto a aristocracia britânica vive confortavelmente por lá. Mas fagulhas de de resistência começam a surgir na área 11…..

Lelouch, um príncipe exilado de Britannia, deixado no japão como um estudante, acaba se vendo no meio de um conflito armado. Em meio a tudo isso ele encontra uma misteriosa garota chamada C.C, e através dela ganha seu Geass, o poder de um rei. Agora, com o poder que ganhou, Lelouch finalmente vai poder tentar realizar seu objetivo de derrubar o império de seu pai, vingar sua mãe e criar um mundo aonde sua irmã possa viver em paz.

Review:

Code Geass (meu anime preferido) é uma obra que se vende muito bem com os primeiros 2 episódios. No primeiro ele te mantem em uma perseguição por quase todo episódio, e no final vem uma parte que só dá pra soltar um “caramba!”, te incentivando fortemente a ir para o próximo. O segundo te dá uma ideia em pequena escala do que vai ser o anime. Uma mistura de estratégia, batalhas e sacrifícios, com um protagonista que não tem medo de sujar as mãos pela causa maior em que acredita.

O tão conhecido Lelouch é um senhor personagem. Ele é um gênio estrategista e está sempre criando viradas mirabolantes. Só que aqui não cometem um erro comum, de endeusar o próprio personagem que criam, a ponto da obra perder a graça. Os planos dele dão errado com frequência e ele tem que se virar, o que as vezes não consegue. Ele tem crises, cogita desistir de tudo em certo ponto e se sente mal pelo que fez quando confrontado com a tragédia que está causando. Em suma, ele é “foda”, mas a “falta de perfeição” está sempre lá, nos lembrando que ele é humano, com defeitos e uma mente suscetível a pressão e a fatores imprevisíveis (é impossível prever tudo, sempre tem um fator randômico ou surpresa impossível de ser calculado, e é por isso que estrategistas perfeitos não existem!).

Se Lelouch e muitos outros que no futuro formam a resistência ao regime ditador se mostram no geral bons personagens (CC principalmente, a super carismática garota de cabelo verde que adorava pizza hut, a quase 10 anos populando a internet com seus fanarts), o mesmo não pode se dizer de todos os antagonistas (tem alguns bons, mas outros são bem fracos).

Susako, melhor amigo do protagonista, começa bem, tem uma causa justa, e seu papel é importante para balancear a guerra contra Zero (o disfarce do protagonista), que na visão dele é o vilão (e não deixa de ser mesmo). O romance dele com a princesa é legal também, mas apartir da segunda temporada ele fica completamente cego para tudo que está acontecendo a sua volta. Eu jurei que iriam revelar que ele era um ciborg também, porque em duas cenas ele dá um super pulo e quebra metal com a pernas como se não fosse nada. Então se Lelouh é humanizado como um cara “apelão”, mas humano, Susaku, seu arqui-inimigo, parece um ciborg com habilidades nunca explicadas direito.

Depois dos primeiros 2 episódios dando o gostinho do que está por vir o anime começa a se armar para uma guerra que vai durar 50 episódios (começa pra valer pelo episódio 7 ou 8, quando Lelouch, sendo confrontado com o fracasso em seu primeiro grande plano, resolve criar seu próprio exército). Eu não sou fã de mecha, mas é difícil não gostar dos mechas menores e ágeis de Code Geass. Mais legal ainda é ver como eles vão evoluindo constantemente. Eles começam no chão com uma arma ou outra, e no final do anime já voam em super velocidade e tem super armas.

A evolução é gradual e o anime sempre mostra os dois times de cientistas, que trabalham para os revolucionários, e os que trabalham para o império, pesquisando e aprimorando os mechas dos seu pilotos principais. Isso é super realista se lembrar da segunda guerra mundial, aonde houve o maior “boom” armamentista já visto (nada como a guerra para impulsionar esse setor). Existe inclusive uma clara alusão a algo próximo a criação de uma bomba nuclear no final da segunda temporada, o que me fez ter certeza que o anime levou em conta a evolução armamentista da segunda guerra e guerra fria em sua progressão tecnológica durante os episódios.

Bem, Code Geaas é isso, uma grande guerra, com um bando de personagens, uns brigando para manter o estado atual e outros para derruba-lo. Tem excelentes personagens dos dois lados, e tem alguns ruins e mal trabalhados também. O enredo é envolvente e o anime nunca para, sempre te jogando alguma reviravolta (plottwist). Tem um ou outro episódio mais calmo, ou até cômico, e algum fanservice, mas é pouco. Existem alguns problemas e cenas meio estranhas ao longo da obra (exemplo: um personagem secundário é dado como morto por causa de uma queda em episódio X e no final reaparece sem explicar nada). Mas nenhum dos defeitos realmente interfere no enredo central, então, embora não seja algo que eu releve completamente, não é algo que estrague nada que o anime construiu em seus 50 episódios.

O final é a coisa mais legal desse anime, porque tem dois finais em um só:

1- Se você levar tudo que aconteceu na tela ao pé da letra e desconsiderar teorias você tem o primeiro final.

2- Se você prestar atenção e lembrar de algumas coisas que aconteceram antes você ganha uma possibilidade alternativa de final (note o que aconteceu antes do pai do Lelouch ganhar seus poderes no final da segunda temporada e lembre como a CC ganhou seus poderes, o ritual que ela teve que passar que gerou aquela cicatriz no peito dela, e então compare com o que acontece no final). A cena da carroça pode ter dupla interpretação: se a personagem estava falando para cima como em uma lembrança ou para alguém próximo dela (reparem na fisionomia do cara guiando a carroça também).

Fora isso o anime fecha a história direitinho, dando um epílogo que mostra aonde cada personagem terminou. Teve alguns tropeços durante a jornada, mas ela se fecha tão bem que você acaba deixando os problemas para lá, lembrando mais do que teve de bom, e teve muita coisa!
Fica a recomendação, esse anime tem tantos gêneros (ação, drama, sobrenatural, mecha, romance, comédia) que é difícil não gostar dele, e até por isso virou um anime tão conhecido e visto até hoje.

Shingeki no Kyojin

Gênero: Ação, Gore, Drama.
Diretor: Tetsurou Araki (Death Note, Guilty Crown)
Estúdio: WIT (Seraph of the End)
Episódios: 25
Minha nota: 8/10
Opening:

A muitos anos atrás os humanos foram quase exterminados por Titãs que apareceram do nada. Uma pequena porcentagem da população na terra sobreviveu criando uma cidade com muros gigantes, maiores que os próprios titãs.

100 anos depois, um adolescente chamado Eren e sua irmã adotiva presenciam a horrível invasão e destruição da parte da muralha em que vivem, por um titã colossal, que apareceu do nada. Conforme a cidade é invadida por mais e mais titãs menores, eles só podem assistir em horror sua família ser morta. Apartir dai Eren decide se alistar no exército para se vingar, matando cada titã existente.

Review:

Attack on Titan é um anime bem simples, e acho que é esse um dos segredos do seu sucesso. Ele te coloca em um cenário de humanos isolados em muralhas com titãs descerebrados como ameaça. Não parece grande coisa quando você escuta, mas a execução é empolgante e consegue manter a maioria das pessoas presa a tela por 25 episódios sem grandes problemas. O que é até irônico se pensar que quase metade do anime é apenas uma batalha, que progride bem devagar. Cabe então ao roteiro terminar com ótimos cliffgangers para te deixar desesperado pelo próximo episódio, mesmo que não tenha acontecido tanta coisa no atual.

A música também é essencial, desde sua icônica opening a sua OST/Trilha Sonora (por Hiroyuki Sawano), tão vibrante que consegue deixar até mesmo um discurso inflado parecendo a coisa mais épica que você já viu (só vendo para acreditar!). A animação das lutas é engraçada em certo ponto. A produção do anime teve problemas então tem muitas cenas meio tortas e partes estáticas até demais nos momentos calmos, mas eles conseguem entregar sempre alguma fluidez nas partes de ação, e isso consegue salvar o anime, de modo a pessoa quase esquecer da parte mal feita (mesmo no BD não corrigiram tudo, mas recomendo que peguem ele, porque é 10x melhor que a conturbada versão TV, que tem até mesmo sequências de ação faltando e partes descoloridas).

O anime não é perfeito. O protagonista segue a cartilha dos shounens padrão sendo esquentado, pro-ativo, não pensa muito, e grita um bocado. A protagonista feminina até chega a parecer que vai ter algum desenvolvimento, mas a coisa se reverte antes que isso aconteça, e ela, assim como praticamente o elenco todo, acaba como começou. O anime é uma boa aventura, mas não procure reflexões ou desenvolvimento de personagem, porque isso é praticamente nulo. 

Durante a primeira e segunda parte do anime acontecem vários twists e tem alguns mistérios sendo invocados (de onde vieram? O que tem no tal porão que do pai do Eren? Como o Eren faz o que faz? Ect). Tudo isso é mais um fator para te manter ali, mas como o anime termina em aberto quase nada é respondido. Nos episódios finais tem várias lutas, e felizmente a animação se ajeita até lá, então a última delas nos episódios 24 e 25 ficou muito boa. A minha preferida ainda é a da floresta no entanto, por causa da crítica embutida do autor ao “poder da amizade shounen” que tem ali (ep 21).  

No fim Attack on Titan tem suas falhas, que poderiam ser remediadas com algum retrabalho na narrativa, mas como uma aventura/ação de entretenimento puro ele cumpre muito bem o seu papel, de te manter interessado do começo ao fim. Não vai funcionar com todo mundo, porque uma obra que toda humanidade aprecie ainda não foi criada, mas ao menos funciona para “quase” todo mundo, sendo uma indicação obvia para quem está começando a assistir animes e procura algo para não pensar muito, só sentir. 

Extra: Quem gostar de Attack on Titan tente Sidonia no Kishi (Knights of Sidonia). É com a humanidade isolada em uma nave gigante no espaço em vez de uma cidade murada, e trocam Titãs por Aliens colossais, mas o temática de luta por sobrevivência e humanos contra criaturas gigantes que vivem os atacando, junto a muita tragédia envolvida, é estranhamente similar a SnK. 

 

Sword Art Online

Gênero: Aventura, Romance, Ação, Drama, Suspense.
Diretor: Tomohito Ito (Occult Gakuen, Silver Spoon)
Estúdio: A1-Pictures (Sword Art Online, Kimi no Uso)
Episódios: 25 (+ OVA e S2)
Minha nota: (S1: 7.5/10 e S2: 8.5/10)
Opening:
Sinopse:

Em um futuro próximo, um jogo de realidade virtual chamado Sword Art Online é lançado, aonde os players podem controlar e sentir tudo no mundo como se fosse real, usando um capacete de realidade virtual chamado NerveGear. Quando os primeiros 10 mil players entram no jogo, descobrem que não podem deslogar, e o criador aparece para eles dizendo que eles tem que terminar o jogo para sair dali, passando pelos 100 andares do jogo, cada um com um boss no final. No entanto, se eles morrerem no jogo, morrem na vida real, por um dispositivo implantado em cada NerveGear.

Review:

Se Attack on Titan foi o mega sucesso de 2013, SAO foi o de 2012. A fórmula de uma ideia simples e pouco foco em desenvolvimento de personagem é quase a mesma, ironicamente (será um padrão? precisamos de um 3º mega sucesso de público pós 2010 para comprovar).

Sword Art Online (ou SAO) é uma “aventura romântica” em um MMORPG. A maior graça dele é que ele consegue tornar a premissa de ficar presso em um MMO realista usando de ficção cientifica. O primeiro episódio apresenta bem a ideia e termina entregando sua mensagem com a pedra riscando vários nomes de players mortos depois dos primeiros meses de jogo, algo como “isso aqui é sério!”. O segundo episódio apresenta uma bela batalha contra boss e o terceiro mostra a parte dramática daquele mundo para quem não conseguiu se fortalecer com o tempo.

Os primeiros episódios são todos meio soltos, focando em assuntos ou informações sobre o mundo diferentes. Vários deles também trabalham o casal central, Kirito e Asuna, o qual vira o foco depois de 8 episódios. O anime foca bastante em romance e depois vai para o fechamento do primeiro arco, que vária desde cenas lindas a partes mal ou não explicadas. É literalmente uma mistura de sentimentos completa, mas admito que a cena do hospital no final do episódio 14 me pegou de jeito. Vale destacar também a parte técnica, com belos cortes fluidos na maioria das lutas e uma excelente trilha sonora por Yuki Kajiura.

Se o primeiro arco apresenta e forma o casal central, o segundo é uma saga para o protagonista salvar sua amada (arco “salve a princesa”). O arco tem algumas lutas legais, principalmente em uma tentativa do protagonista de fazer uma quest de raid sozinho, que gera tanto uma cena bonita quanto um desenvolvimento de personagem. A prima do protagonista apresentada nesse arco é legal, mas infelizmente acaba no clichê de gostar dele, o que a limita. Eu gosto como isso vira motivo de drama por ela saber que ele gosta de outra (ao invés de tratar incesto de forma cômica como é o normal da maioria das LNs), mas infelizmente a situação não fica bem resolvida como deveria ao final, deixando margem a múltiplas interpretações, mesmo que a temporada seguinte reforce a mais provável delas (ambos deixaram pra lá e seguiram fingindo que nada aconteceu).

O vilão desse arco é a pior parte, o cara super maligno cuja única motivação é conseguir poder. Em suma é um arco que dá pra entreter, mas é mais fraco no geral. O que salva é o final com um longo epílogo explicando um bando de coisas, tendo sua parte romântica e dando um fechando a história. Tem um pequeno gancho para o próximo arco, mas é tão sutil que não chama atenção. Se você gostou e quer ver mais aventuras com aqueles personagens pode ir para a próxima temporada, caso contrário a história se fechou bem no final da primeira temporada, não havendo nenhuma necessidade da pessoa se sentir obrigada a ver a próxima, apesar de eu gostar mais dela por trabalhar melhor o desenvolvimento de personagem e ter um arco focando na Asuna.

Para ler o resto do review clique no botão abaixo (estava ficando muito grande e como é uma história dividida em 5 arcos bem diferentes ficou impossível sintetizar uma opinião sobre tudo em poucos parágrafos):


No fim a primeira temporada é mais divertida de ver, mas a segunda funciona melhor em termos de roteiro e desenvolvimento, tendo problemas mínimos se comparado a primeira. Qual vai ser sua preferida vai ir mais do que você valoriza, um roteiro mais redondo e desenvolvimento de personagem ou a pura diversão/entretenimento. Gostar do anime ou não vai depender da sua expectativa também, e do que você valoriza em termos de qualidades e defeitos. Quem quiser ver uma exploração minuciosa e expansão do mundo vai se frustrar, mas quem estiver mais interessado na história dos personagens (seja a aventura romântica na primeira temporada quanto a mais voltada a desenvolvimento da segunda temporada) deve acabar gostando. Apesar de ser uma pena como o autor não tem muito amor pelos coadjuvantes, o foco é sempre o herói e heroína do arco, com o resto tendo pouca relevância.

E para quem queria o primeiro arco prolongado, vai ter que esperar adaptarem Sword Art Online Progressive um dia, que é basicamente o primeiro arco contado andar por andar, ao invés de saltar 2 anos no tempo para 74ª. Espero ver isso animado um dia, porque ao menos a adaptação para mangá é muito divertida de ler.

Antes que me perguntem sobre 3ª temporada fiquem com esse post (aqui) e esse (aqui, leia até o final na parte editado). Quem quiser saber mais sobre o próximo arco (Alicization) clique aqui.
Review completo da primeira temporada (aqui) e comentários episódicos da segunda (aqui).

Fullmetal Alchemist Brotherhood

Gênero: Ação, Aventura, Drama, Comédia.
Diretor: Yasuhiro Irei
Estúdio: Bones (Noragami, Darker than Black)
Episódios: 64

Minha nota: 8.5/10
Trailer:


Sinopse:

Depois de perderem sua mãe, Alphonse e Edward Elric tentam trazê-la de volta usando uma técnica de alquimia proibida. Contudo, o princípio básico da alquimia é a ‘troca equivalente’, e tentar ressuscitar alguém custa muito alto. Ed perde sua perna, e Al perde seu corpo. Ed consegue selar a alma de Al dentro de uma grande armadura metálica, dando em troca seu braço. Anos depois, Ed (com dois membros de metal) e Al (ainda preso na armadura) deixam a sua cidade natal. Ed, que possui um talento nato para a alquimia, se torna um alquimista com certificado nacional, e logo passa a ser chamado de ‘full metal alchemist’. Mas o verdadeiro objetivo dos irmãos é encontrar a pedra filosofal, na esperança de recuperarem os seus corpos originais. Logo eles descobrem que essa mística pedra, que pode nem existir, é visada não só por eles, mas como muitas outras pessoas também. (por ambient.tv)

Review:

FullMetal Brotherhood (remake do primeiro anime seguindo o mangá a risca) tem um início com clima misturando comédia meio infantil com partes sérias, que sempre achei meio deslocado. Mas por baixo disso tem uma boa história. Os irmãos que protagonizam a obra tem um passado trágico, mas que, felizmente, não chega a ser dramatizado demais. Eles são até simpáticos, apesar de um deles seguir os moldes do protagonista shounen cabeça quente. Em termos de desenvolvimento e personalidade no entanto, os adultos acabam sendo o destaque, principalmente o pai dos garotos, um capitão e sua equipe, todos com ótimos arcos explicando seus passados, um durante uma guerra antiga, e outro um tanto quanto mais complexo (o passado do pai deles).

O mais incomodo do anime pra mim é a comédia em cenas de ação. Algumas eram sérias mas pelo menos metade não se decide se é séria ou cômica, o que não tenho como não achar ilógico. Devido a isso o arco da guerra foi o que mais gostei, já que nele a comédia fica bem mais sutil comparado a quando os protagonistas estão em foco. A ação é muito bem animada (nunca vi um anime longo com tantos cortes fluidos, o trailer que coloquei junto com os dados técnicos acima dá uma boa ideia sobre isso) mas por vezes meio cartunesca e exagerada, cheia de feitos humanamente impossíveis, com alquimia ou não. Nesse aspecto tem alguns exageros bem óbvios na batalha final, mas que você acaba relevando para poder aproveitar a experiência.

A história em si sobre a descoberta da alquimia, como isso de espalhou e os vários twists quanto aos 8 vilões centrais são bem bolados. Nem todos eles são marcantes, mas a autora tenta humanizar alguns dentro do possível, e o resultado é bem legal, principalmente com o “Greed”. O interesse romântico do protagonista tem alguns momentos muito bonitos também. Um em particular em que ela chora por não ter conseguido atirar no homem que matou seu pai e entra a ending é um dos meus episódios preferidos da série. O conflito com o personagem “Scar” é um dos fortes da obra, porque tanto o que ele fez quanto o que fizeram com ele é errado. Basicamente você consegue entender as motivações dele, mesmo quando está com muita raiva do mesmo, o que é por si só um mérito da narrativa por não dar escolhas fáceis de quem é o mocinho e de quem é o bandido ao telespectador.

FMA Brotherhood é uma ótima história, e felizmente, fechada. Ela tem alguns problemas devido a querer agradar a demografia infantil e adolescentes mais velhos ao mesmo tempo (mistura de partes sérias com comédia e exageros visuais), mas como um todo é um ótimo anime, com boas lutas, um bom drama e alguns ótimos personagens.
Nem todo episódio é realmente empolgante dado a extensão do anime (64 episódios), mas a experiência com certeza vale a pena.

Akame ga Kill

Gênero: Ação, Gore, Drama.
Diretor: Tomoki Kobayashi (Utawarerumono, Tears to Tiara)
Estúdio: White Fox (Hataraku Maou-sama, Steins Gate)
Episódios: 24 (+ mini-OVAs de comédia)

Minha nota: 8/10
Trailer:


Sinopse:

Tatsumi vai para a capital em uma tentativa de ganhar a vida como soldado e juntar dinheiro para ajudar o vilarejo aonde foi criado e treinado. Ao chegar lá descobre que nada é como ele pensava. Desiludido com as atrocidades que presenciou ele resolve se juntar a um grupo de assassinos do exército revolucionário chamado Night Raid, que trabalha para derrubar esse império corrupto, não importando quantos tenha que matar no processo.
Review:
 
Akame ga Kill não é tão popular quanto os do resto da lista (e por isso vai para a menção honrosa assim que surgir um novo anime de ação ultra popular que eu aprecie), mas faltava um quinto anime que eu gostasse desse gênero de ação que ficaram bem populares, e esse foi a minha escolha por algumas razões:
1 – Mesmo abaixo de mega hits como SAO e SnK ele foi um dos animes mais populares de 2014 (lista dos 5 mais populares) e é atualmente o 50ª do top de popularidade do MyAnimeList, apenas um ano depois do seu lançamento.
2 – Eu queria uma experiencia diferente do shounen tradicional para contrastar com quem está vindo de Naruto e companhia. E com certeza dos shounens esse é o que tentou arriscar mais até agora.

Akame é uma obra que recomendo pra qualquer um que goste de ação e já esteja cansado dos padrões do shounen de batalha tradicional. Eu brinco que ele é uma espécie de Game of Thrones bem simplificado. A trama é ridiculamente simples, com assassinos parte de um grupo revolucionário tentando derrubar um império matando as principais figuras influentes dele. Para isso eles tem que passar pelos guerreiros mais fortes do império, o que inclui vários vilões clichê no início, mas melhora apartir do episódio 9, com vilões de personalidades mais distintas, um cara tão gente boa quanto o protagonista, só que tentando mudar o império corrupto por dentro, e a Esdeath, uma das vilões mais sexy e legais que já vi em um shounen (ok, essa última parte pode ser meio pessoal, ela foi a única a me fazer surtar nesse blog afinal -> aqui).

Durante a obra o protagonista come o pão que o diabo amassou, já que ele tem uma visão típica de protagonista shounen inocente, e vai sendo remodelado a base de muita tragédia. Ele não muda de personalidade, mas amadurece.

A obra tem seus erros, e assim como FMA tenta algumas misturas infelizes de partes sérias com comédia no início – algo que felizmente abandona a longo prazo. Ele também não tem profundidade, algo que muitos confundem, já que por ser super dark tem gente que espera que a trama discuta questões complexas ou tenha desenvolvimentos elaborados. Não tem nada disso, é tudo bem simples e direto. Akame quer prender o telespectador com uma trama que não para e suspense em todas as lutas, não com desenvolvimentos ou discussões. Ele é um shounenzão, a única diferença é que tentou ir por um caminho mais dark e trágico.

No fim seu maior mérito acaba sendo a tentativa de criar um shounen de batalha mais brutal (mesmo que a execução disso nem sempre seja 100%). O entretenimento é alto, com todo episódio tendo ação e a trama não parando um instante durante 24 episódios – a ponto de em determinados momentos ficar claro que a narrativa está correndo rápido até demais. O anime tropeça algumas vezes, e eu nem citaria ele aqui se tivesse um final aberto, mas ele se ergue e consegue se fechar de forma tão satisfatória para a proposta no final, que o que ele fez de bom acabou se sobressaindo sobre as partes fracas pra mim. Alguns não gostam do final (fechado), mas eu achei bem coerente com a proposta, e é muito legal como ele volta em coisas lá do início, fechando bem suas pontas, e terminando a história com dignidade. Sem dúvidas vale a pena conferir.

Para ler o review completo clique aqui ou para as impressões semanais episódios a episódio aqui.

Extra: Quando estava procurando um trailer achei esse AMV romântico da Esdeath X Tatsumi, totalmente deslocado com o clima do anime, fiquei rindo sozinho por um bom tempo (aqui).

Menção Honrosa:

Mirai Nikki: O Diário do Futuro

Gênero: Ação, Suspense, Mistério, Gore, Sobrenatural, Romance.
Diretor: Naoto Hosoda (Hataraku Maou-sama)
Estúdio: Ashead (Garei Zero, Minami-ke)
Episódios: 26 (+OVA epílogo)

Minha nota: 7/10
Trailer:


Sinopse:

Yukiteru é um garoto que poderia ser considerado estranho. Com dificuldades de fazer amigos, para ele a vida não passa de um grande reality show, onde ele é mais um espectador. Tudo que ele vê, anota em seu celular, fazendo dele seu diário. Mais estranho ainda são as atitudes do garoto, que imagina, dentro de seus pensamentos, um Deus dominador de tempo e espaço. Acontece que aquilo não era sua imaginaçã. Yukiteru ganha desse Deus o poder de prever o futuro com seu celular, o seu “diário do futuro”. Porém nem tudo é tão bom assim: Yukiteru terá que usar seu poder para sobreviver em um jogo envolvendo perigosos assassinos e psicopatas, cada um com um poder especial em mãos. Todos eles estarão concorrendo para no final o sobrevivente ser o sucessor de Deus. Conseguirá Yukiteru sobreviver até o final? E quem é a misteriosa, apaixonada e perigosa Yuno?
Review:
 

Esse aqui é um caso engraçado. Analisando friamente a execução do roteiro ele está longe de ser um bom anime. Mas em termos de entretenimento ele funciona, e tem uma personagem tão assustadora, louca, e ao mesmo tempo carismática, que você dificilmente consegue não se divertir um bocado por 27 episódios. É um anime absurdamente popular, e outro dos muitos que a maioria que está começando acaba pegando para ver (tem a Yuno espalhada pela internet inteira fazendo propaganda do anime, já que não se fala em Yandere sem lembrar o nome da criatura). Se não quer ficar perdido quando começarem a discutir yanderes recomendo que conhece a louca da Gasai Yuno.

O protagonista masculino é difícil de aguentar no início, dado seu baixo índice de confiança e falta de atitude. Quem leva o anime nas costas é a personagem feminina, Yuno, o protagonista mesmo só melhora depois de uma virada pela metade do anime e no final, em que finalmente para de correr e resolve jogar o jogo pra valer. A história é bem movimentada, mantendo um clima de suspense intermitente com doses de ação e muito sangue voando. Tem algumas sequencias legais e a opening é bem marcante, mas no geral a parte técnica é só mediana.

O anime segue em um clima de Battle Royal com várias pessoas em situações distintas, algumas tentando realmente matar os outros para virar o próximo Deus, e outros tentando um caminho diferente. Os diários de cada um prevendo o futuro de maneiras distinta dão uma boa ajuda para formação de estratégias, criação de suspense e reviravoltas. O anime segue nesse esquema de inimigo em inimigo, ao mesmo tempo que o protagonista masculino nunca tem certeza se a protagonista feminina que o está ajudando é inimiga ou aliada. Mais personagens centrais vão sendo apresentados com o tempo, mas a melhor de todas é Minene, que tem um desenvolvimento e final muito legal (não esperava esse tipo de tratamento para uma “vilã” louca como ela). Já os outros personagens não são tão memoráveis assim (talvez o de cabelo branco….).

Depois da metade começam a rolar vários twists  que me pegaram completamente desprevenido quando li o mangá. E se você já achava a Yuno interessante vai começar a achar ainda mais depois das diversas viradas do enredo no final. O Yuki finalmente começa a mostrar a que veio nessa parte. Ele não tem um transplante de personalidade, mas melhora bastante. Tem até algum romance.
Não deixem de assistir a OVA, já que o anime termina meio em aberto e é a OVA que completa o final (é o epílogo). Faltou uma explicação nela sobre como o que aconteceu nos minutos finais se sucedeu (não tem muito mistério, foi o Deus que conectou eles, mas o anime não explica isso, só as páginas finais do último capítulo do mangá). É até engraçado porque no geral a OVA é um epilogo bem mais completo (tem bastante coisa original) que o final de 14 páginas do mangá, mas por deixarem esse detalhe que comentei de fora dela acabou ainda sendo viável dar um olhada no final do mangá.

Vale ressaltar que o anime tem vários problemas, que vão desde cenas meio sem lógica em algumas partes, a exageros nas ações dos personagens que dão um ar trash a obra com alguma frequência. Existe também uma estranha sensação que os personagens estão lendo um a mente um do outro em cenas de ação. Mas como um roteiro sucinto nunca foi o forte de Mirai Nikki o negócio é relevar. Como eu disse, pra maioria o entretenimento vai compensar os problemas do roteiro, mas para alguns pode não ser esse o caso.

Mirai Nikki está longe de ser uma obra perfeita e com uma adaptação devida (o mangá funciona melhor, mesmo com o anime fazendo uma OVA mais completa que o final do mangá), mas dentro do campo do entretenimento com muito gore e um roteiro frenético é uma das melhores opções, não a toa é um dos 20 animes mais populares do site MyAnimeList. Para quem consegue perdoar falhas de roteiro e uns desenvolvimentos meio trash aqui e ali é uma obra que vale a pena dar uma olhada.

(Essa obra será alterada para o top de suspense/psicológico no futuro, mas como ele ainda deve demorar fica aqui por enquanto)

Relacionado de outros Tops 5:

Os animes Psycho Pass, Steins;Gate do Top 5 de Ficção cientifica com ação e Fate/Zero e Durarara! da lista de Top 5 Seinens de Ação/Aventura estão entre os 50 mais populares pelo MyAnimeList, então vale a pena citar.
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