Top 5 Melhores Animes – Mistério e/ou Terror com Romance

 

Um top com animes focados em mistério, com alguns elementos de terror, sobrenatural ou até romance e aventura.

Versão em vídeo:

 

Versão escrita:

Esse aqui vai ser bem diferente do normal. Normalmente recomendo animes que eu gosto e considero bons ou muito bons dentro de seus respectivos temas, mas nessa lista a coisa muda um pouco de figura. Eu gosto de mistério e terror e já assisti a um bando de animes desses gêneros. O problema é que detesto alguns elementos que “vários” desses animes compartilham: serem muito trashs (é quase impossível fugir de algum exagero na animação japonesa mas há animes que são absurdamente exagerados, tanto visualmente quanto na atuação vocal, as cenas climáticas ficam engraçadas em vez de tensas); não explicarem metade dos mistérios que levantam; as explicações não fazerem sentido; trama desenvolvida de forma arrastado (aka “animes chatos”, que não considero ruins por isso, mas dão sono, fazer o que).Meu top 5 desse gênero tem 1 obras que considero muito boa,  2 que considero mediana/boas e 2 que considero medianas, e só estou recomendando por adorar suas versões originais, as quais vou comentar junto com a versão animada (tem 2 semi-reviews de mangá misturados no meio desse post, que bagunça…..). As notas que dei deixam bem claro qual é qual, já que representam uma visão mais objetiva. Não aprecio obras muito lentas/enfadonhas, então a maioria não deve ficar entendiado com nenhuma das obras citadas, por mais que uma trama movimentada não seja o forte de mistérios. Como lado ruim, alguns que não se importam com os três aspectos que citei como contras no início do texto, principalmente os desenvolvimentos trash (filme classe B), vão sentir falta de obras conhecidas como: Another (posso perdoar muito dos exageros desse anime, mas aquele final super trash não!), Higurashi (a mãe de todos os animes trash, nunca vi uma animação tão feia e atuações tão exageradas) e Umineko (salvem suas almas se mantendo longe desse!). Vale frisar que estou me referindo as adaptações, se o original é melhor eu não sei dizer.

Tema:

Os animes dessa lista são primariamente obras de mistério, mas na maioria deles tem “aspectos” de terror embutidos de alguma forma (em alguns mais e outros menos). Animes que só tem mistérios comuns (estilo Hyouka) ou não apresentam nenhum aspecto que possa ser considerado do gênero suspense/terror (fantasmas, gore, sobrenatural, assassinatos, clima sombrio) não entraram na lista.

Top 5 – Melhores Animes de Mistério e/ou Horror

Gosick

Gênero: Mistério, Histórico, Romance, Drama, Comédia.
Diretor: Hitoshi Nanba

Estúdio: Bones (Noragami, Darker than Black)
Episódios: 24
MAL: Clique aqui

Minha nota: 8/10
Opening:


Sinopse:

A história de GOSICK acontece no ano de 1924 em uma pequena nação européia, a fantasiosa Saubure. O anime se concentra em Kazuya Kujo, o terceiro filho de um Soldado Imperial Japonês, que está estudando por intercâmbio na Academia Santa Margarida, onde as lendas urbanas e histórias de terror são assunto comum. Lá ele conhece a Victorique, uma garota linda e misteriosa que nunca aparece nas aulas e passa todo o seu tempo na biblioteca, devorando todos os livros ou resolvendo mistérios que os detetives não conseguem resolver. Acompanhem Kujo e Victorique enquanto eles tentam resolverem todo o tipo de mistério baseado em lendas locais ou assassinatos sem explicação, incluindo os que assombram o passado da protagonista.

Review:

Gosick é uma obra legal para quem gosta de romance e casos de mistério, sejam com elementos mais simples ou um pouco de aspectos de terror as vezes. O anime é dividido em arcos curtos (3 episódios) para cada caso de mistério, que normalmente começa simples e vai se transformando em um trama bem mais elaborada. Alguns dos mistérios são casos soltos em que a protagonista ajuda a policia e outros vão desenvolvendo as estranhezas que a cercam, desde o seu aprisionamento em um colégio, seu passado, sua capacidade intelectual, e até aparência física incomum (até o cabelo estranho de um certo personagem tem explicação). Apesar do sistema de arcos a história acaba sendo bem linear, quase sempre acrescentando novos personagens fixos ou fatores deixados em aberto que só vão ser resolvidos ou explicados mais a frente, o famoso sistema de ir soltando migalhas a respeito de um plot maior em cada arco, plot maior esse, que no caso de Gosick, só começa a tomar real forma na segunda metade da obra.

Quando o anime termina é interessante notar como vários casos tinham ligação com a trama final de alguma forma ou estavam interligados um com o outro. Outra coisa que a maioria dos episódios faz bem é desenvolver a relação da protagonista feminina com o protagonista masculino (seu Watson), que honestamente, é um personagem super simples e que pode ser um cara bem chato em algumas partes (principalmente gritando o nome dela toda hora, “VICTORICAAAAAA”), mas cumpre seu papel básico, sempre apoiando e tentando ajudar a Victorica. Para os havidos por romance, sim, a relação vai se desenvolvendo nesse aspecto do começo ao fim, com uma boa dose de comédia romântica. Alguns arcos são mais fracos, e outros mais fortes, assim como a tensão que os rege, sendo obviamente mais acentuada nos arcos focados na protagonista e o complô oculto que a cerca. O final é fechado, gerando o climax que construiu desde o início da obra. Pena ser pequeno demais, quase tudo relacionado ao “grande climax” acontece em basicamente meio episódio.

A obra carrega vários elementos das séries do Sherlock Holmes devido a protagonista super dotada que se comportar de forma muito similar ao detetive  das histórias de Conan Doyle (inclusive em sua dificuldade de interagir apropriadamente com pessoas normais, desprovidas de suas capacidades de observação e dedução). Ela é meio chatinha de vez em quando mas é difícil não gostar dela, ainda mais quando seu passado vai sendo desvendado conforme a obra progride, e seu desenvolvimento de personagem vai ficando mais acentuado. Nos episódios finais fica bem claro como ela mudou – amadureceu e ganhou sentimentos – desde o início da história.

Não é um anime perfeito, a protagonista embora lembre o Sherlock Holmes e use seus métodos de observação e lógica na maior parte do tempo, as vezes resolve algumas lacunas do caso de um modo que parece mágica ou leitura mentes. Para os mais atentos vão notar alguns furos lógicos ou coisas mal explicadas em uns 2 arcos, mas nada que estrague a história com um todo. Tem também algumas atuações exageradas de alguns vilões.

Avaliando como um todo é uma boa obra, bem dirigida, com seus tropeços de roteiro aqui e ali mas que consegue cativar com uma história interessante, envolta em muito mistério, próximo a época da segunda guerra. Achei principalmente interessante como vários mistérios baseados em lendas locais da região vão sendo desconstruídas em acontecimentos palpáveis que levaram a criação daquelas lendas durante a obra, e como alguns deles se conectam no final. Uma coisa que também merece crédito é o bom senso do diretor em não tentar sensacionalizar o passado da mãe da protagonista. Por lógica fica claro o que aconteceu com ela por 1 ano inteiro enquanto esteve confinada, mas o anime só mostra o inicio e o fim da situação, de modo a evitar o que poderia ser um episódio gráfico e psicologicamente bem pesado.

Por fim, recomendo a qualquer um, é uma obra que alguns gostam muito e outros só acham ok, mas nunca vi ninguém terminar dizendo que não gostou.

PS: As duas endings desse animes são lindas (ED 1) (ED 2).

Extras relacionados: Quem gostar desse e quiser algo similar pode tentar Dantalian no Shoka (linda Opening), que também é um anime de época com uma loli tsundere que resolve mistérios sobrenaturais ao lado de um protagonista masculino (melhor que o de Gosick), mas que infelizmente tem muitas partes fracas e um final totalmente inconclusivo a respeito de vários mistérios que levantou sobre o plot principal. Um daqueles que você acha o conceito sensacional mas fica decepcionado com o modo sem graça que é trabalhado. Ao meu ver é um exemplo de que as vezes é melhor pegar o conceito e fazer algo novo, em vez de seguir o original (LN). Mediano Nota: 7/10.
Outro é Kamisama no Memoshou (outra Opening legal), que também tem uma loli tsundere gênio resolvendo casos junto a um protagonista bem comum, mas se passa no presente e no geral tem uma história bem mais fraca e uma heroína mais infantil que a de Gosick. Mediano Nota: 7/10.
Juntos, Gosick e esses 2 animes são a tríade dos animes de “lolis tsunderes super dotadas resolvendo mistérios“.

Shinsekai Yori: From the New World

Gênero: Mistério, Horror, Sci-fi, Sobrenatural, Romance.
Diretor: Masashi Ishihama (SnK OP, Tokyo Ravens OP)
Estúdio: A1-Pictures (Sword Art Online, Kimi no Uso)
Episódios: 25
Minha nota: 9/10
Opening:


Sinopse:

Em um Japão a um 1000 anos no futuro, cinco crianças – os protagonistas Saki, Satoru, Maria, Mamoru e Shun – nasceram e cresceram em uma tranquila cidade que pode ser descrita como uma utopia, transbordada de água e folhagem verde. O mundo é governado por pessoas que tem o “poder amaldiçoado” ou o “poder dos Deuses” da telequinesia. Depois de um certo incidente, Saki e os outros perceberam a verdadeira natureza de seu mundo. Pouco tempo depois, eles aprenderam tudo, incluindo a história sangrenta que trouxe a humanidade a este estado. Os cinco se atiram em uma aventura que ameaça suas vidas, e em lutas pra proteger amigos em um mundo à beira do colapso (por ambient.net).
Review:
 

Shinsekai é a adaptação de uma novel de volume único. A série se passa em um futuro distante aonde os humanos ainda vivos são de uma raça geneticamente modificada que tem poderes telepáticos. Existem também várias criaturas estranhas que só tem sua origem explicada no final da série. O anime te deixa em um clima de suspense/misterioso intermitente e quanto mais respostas sobre seu mundo e criação peculiares os personagens principais buscam mais perguntas encontram. Chega uma hora em que as respostas vem, cheias de surpresas em sua maioria, mas demora um bocado.

Admito,  no entanto, que tive dificuldades com os primeiros episódios, por mais que alguns fossem bem interessantes, não dão aquela vontade de assistir um atrás do outro, só quando cheguei no 17 que a série engrenou pra mim. Considero o final do episódio 17 como o inicio do “grande ato” da série, tudo que veio antes serviu apenas como construção do que iria começar no ep 17. É tensão pura, com você torcendo para seus personagens preferidos saírem vivos da quantidade avassaladora de tragédias e terem seu final feliz.

A série tem vários personagens e passa por três fazes da vida deles: infância, adolescência e vida adulta. Os destaques são Satoru, que começa como um pirralho muito chato nos primeiros 6 episódios, mas que amadurece ao londo do anime e se torna um personagem por quem você torce (engraçado que eu achei que ele seria um futuro vilão quando comecei a ver o anime). Saki, a protagonista, uma menina curiosa que faz a série andar. E por último, um monstro chamado Kiroumaru, um dos personagens mais interessantes e imponentes, que você não vai saber se é inimigo ou aliado quase do começo ao fim do anime.

Vale a pena avisar que existe um acontecimento meio inesperado que espanta alguns, em um episódio com uma cena homossexual feminina e masculina de beijo que faz parte da cultura daquele povo na adolescência. É algo que só acontece em “uma cena” de “um episódio” (não dropem o anime por isso!).

Como defeito, só existe o fato de que, por mais que a maioria dos mistérios centrais sejam explicados, algumas coisas menores são deixadas sem explicações detalhadas, permitindo uma gama gigante de possíveis teorias pelo telespectador.

Em suma, é uma ótima série, tem uns problemas aqui e ali mas nada que estrague a história, e o final (fechado) ganhou pontos comigo de varias formas: me fazendo pensar, me surpreender com sua revelação final e me dando o que estava querendo desde a metade do anime,

Ghost Hunt

Gênero: Mistério, Horror, Sobrenatural.
Diretor: Rei Mano
Estúdio: J.C Staff (Sakurasou, DanMachi)
Episódios: 25

Minha nota: 8/10
Trailer:


Sinopse:

Ghost Hunt é a adaptação de um mangá de mesmo nome publicado em 1998 que por sua vez foi baseado em uma Novel de 1989 de Fuyomi Ono (Shiki). Ele contá várias histórias de casos sobrenaturais sobre a perspectiva de uma equipe de investigação paranormal contratada para solucionar esses casos. A protagonista da história é uma colegial que conhece o chefe da equipe paranormal durante uma investigação em seu colégio e acaba entrando para a equipe oficialmente depois.

Review:

Ghost Hunt mescla o elemento horror e gera tensão sem ter que apelar a ponto de se tornar exagerado (trash/filme classe B). Ele trabalha diversos tipos de casos sobrenaturais, alguns casos são definitivamente melhores (e mais macabros) que outros, e isso vale principalmente para o primeiro (dura 4 episódios), que quase me fez dropar o anime, sendo um dos mais chatinhos da série, além de meio anti-climático. Felizmente, depois dele a série melhora muito, apresentando o que o público interessado nesse tipo de obra quer ver: sobrenatural, suspense e uma boa dose de mistério com uns twists aqui e ali. Os personagens principais são bem simples e simpáticos, mas alguns escondem segredos, que vão sendo revelados ao longo da série. É um anime bacana e recomendado para quem gosta de filmes de terror/mistério que possa levar a sério. Uma pena que comece com um caso tão fraco ao invés de um parecido com os últimos dois (de longe os mais tenebrosos da série).

Para o review completo clique aqui.

PS: Assista de luz apagada e de madrugada! (com clima certo é mais legal XD).

PS2: A OP desse anime dá o clima certo, mas é meio bizarro como não mostra nada (aqui).

Pandora Hearts

Gênero: Aventura, Mistério, Fantasia, Sobrenatural.
Diretor: Takao Kato (To Love Ru, Triage X)
Estúdio: Xebec (To Love Ru, Triage X)
Episódios: 25

Minha nota: 7.5/10 (Mangá: 9/10)
Opening:


Sinopse:

Oz Bezarius, herdeiro de uma família de duques, acabou de completar 15 anos. Sua vida é de luxo e despreocupação, assolada apenas pela constante ausência de seu pai. Em sua cerimônia de maioridade, entretanto, as coisas mudam. Por alguma razão que desconheça, ele é jogado na prisão conhecida como “Abismo”, apenas para ser salvo por uma “corrente”(criatura do abismo) conhecida como Alice, o coelho negro manchado de sangue. A razão por ter sido jogado no “Abismo” é desconhecida, assim como o envolvimento de Alice e o motivo pelo qual a organização conhecida como “Pandora” está atrás dele. A série tem características pesadas referentes a Lewis Carroll’s “Alice in Wonderland” e pode ser considerada tanto fantasia e mistério (por ambient.net).

Review:

(Esse review vai ser um tanto quanto estranho comigo tentando mixar constantes comparações do anime com o mangá ao mesmo tempo que faço uma análise que valha para ambos)

Pandora Hearts, meu mangá preferido, que, infelizmente, deu origem a um anime mediano (e com animação variando de mediana a pobre), tem um início bem confuso (a direção fraca também não ajuda), e pra confundir ainda mais ele funciona igual a série de TV Lost, que mesmo quando começa a responder suas duvidas te joga mais perguntas novas do que respostas a questões antigas. Felizmente, essa bola de neve de mistérios e twists tem suas explicações, deixando tudo que ocorreu desde o início da série fazendo sentido ao mesmo tempo que ocasionou o que eu chamei na época de “plot twist carpado” (nada era o que parecia e são tantos twists macabros um em cima do outro que o cérebro quase da nó).

Infelizmente, isso tudo isso que falei só vale pro mangá, o anime só cobre 32 capítulos de um mangá com 104, então ele acaba gerando muito mais duvidas do que respondendo, embora a série comece a fazer mais sentido mesmo pra quem está vendo o anime, quando chega na segunda metade. O último episódio é original, vale salientar, deixando um monte de perguntas sem resposta, que quem quiser resolvidas terá que ir para o mangá, começando do capítulo 33.

O desenvolvimento do enredo no anime, embora te deixe curioso com o que vai acontecer a seguir, é meio lento em alguns episódios. A direção fosse mais firme e soubesse no que se focar eles poderiam ter terminado um pouco mais a frente na história, quando o protagonista para de ser protegido pela heroína e parte para a ofensiva (“começa a chutar bundas!“).
E falando em personagens, o início da história é cheio deles sendo apresentados e desenvolvidos, começando por Alice, uma garota meio monstro sem memória, com a qual o protagonista faz um contrato para que os dois possam voltar a terra e desvendar os mistérios de seus respectivos passados (principal mistério do anime, o passado dos dois são as partes mais interessantes e intrigantes da história conforme seus fragmentos são lentamente revelados ao público).  Alice é uma tsundere possessiva, mas é legal ver como a relação dela e do Oz progride. Os outros personagens não são deixados de lado e mesmo aqueles por quem você não dá muito no início acabam sendo desenvolvidos a ponto de você se importar e torcer muito por eles. No desenvolvimento de personagem Pandora Hearts deve ser um dos animes mais completos que eu já vi, não importa se mocinho ou vilão, praticamente todos os personagens tem seu momento para serem entendidos como seres humanos (isso vale principalmente para quem for ler o mangá depois).
Como comentei inicialmente o anime é só mediano, com uma direção e animação relativamente fracas. Seus prós ficam com a história, personagens simpáticos e a trilha sonora de Yuki Kajiura (que nem sempre é usada direito). Pra quem tem preguiça de ler mangá ou precisa de um motivador o que posso fazer é recomendar o anime mesmo, de forma a instigar a quem está assistindo a ir pro mangá depois. Pra quem gosta de mistérios, aventura, muitos twists e uma pitada de romance esse é provavelmente um dos melhores mangás que conheço para indicar. Ainda que eu tenha meus contras com algumas coisas no final (do mangá), o conjunto da obra é muito bom. O mangá é vendido no Brasil pela editora Panini.
Extras relacionados: Quem quiser algo semelhante o mais próximo é Kuroshitsugi (Black Butler), que é bem mais bem feitinho visualmente, mas que não me agrada muito em termos de história e progressão, além da pegada levemente homo que pode incomodar alguns.

 

Tasogare Otome X Amnesia

Gênero: Mistério, Sobrenatural, Horror, Drama, Comédia, Romance.
Diretor: Takashi Sakamoto (Prism Illya)
Estúdio: Silverlink (Baka to Test, Prism Illya)
Episódios: 12 (+1 OVA)

Minha nota: 7.5/10 (Original/Manga: 8.5/10)
Opening: Clique aqui
Trailer:


Sinopse:

A história acontece num colégio particular onde já houve casos de assombrações por espíritos, incluindo o fantasma de uma garota chamada Yuuko. Por alguma razão misteriosa, um estudante do 6º ano, Teiichi Niiya, é a única pessoa a enxergar Yuuko. Yuuko não tem memórias da morte dela, nem de quem ou o que a causou. Yuuko e Teiichi criam então o “clube da investigação” para encontrar a verdade sobre a morte dela e dos outros mistérios da escola.
Review:
 

Otome X Amesia é um mangá bem legal que, assim com Pandora Hearts, acabou gerando uma adaptação só mediana (nem tanto pela direção mas pela tentativa de comprimir muito material em pouco tempo com final fechado), mas que vou recomendar na esperança de que, ou quem leu isso vá direto para o mangá (melhor opção), ou quem terminar o anime vá querer ver o final do mangá, que é diferente e mais satisfatório que o do anime, apesar do resultado final ser o mesmo.

O início desse anime é bem criativo, mostrando a perspectiva de uma personagem coadjuvante, que não pode ver a fantasma interagindo com o protagonista. A piada toma forma quando a situação se reverte e vemos o que de fato estava acontecendo naquelas cenas pela perspectiva do protagonista. É um início bem humorado para uma série que tenta misturar comédia romântica com mistérios e histórias de terror, com base naquela velha lenda dos “7 mistérios do local”, todos que de alguma forma vão acabam tendo uma ligação com o passado da protagonista feminina, uma fantasma sem memória que morreu a mais de 60 anos.

A comédia romântica funciona, o clima de terror e suspense que deveria permear a obra como ponto central nem tanto (ficou bem fraco comparado ao mangá), uma mistura da direção falhar em dar um teor e foco mais pesado a determinadas cenas e a infeliz compressão de um história grande sendo contada em pouco tempo – uma boa parte dos melhores capítulos do mangá são simplificados ou cortados para que se consiga fechar uma história de 45 capítulos de 40 páginas em apenas 12 episódios. Histórias que podiam durar 4 a 5 episódios são resumidas em 1 ou 2, o que mata um pouco a tensão que deveria mandar o telespectador para o próximo episódio e assim por diante. Em um anime de suspense, afinal, é importante manter o telespectador interessado e não desenvolver a história nem rápido nem lento demais. Tasogare vai pelo primeiro, o que mata parte das graça de alguns casos, já que os mistérios são resolvidos rapidamente, muitas vezes nem dando tempo de criar o clima de tensão e suspense sobre o mesmo.

Embora os mistérios sejam o maior foco o que mais acabei gostando da série foi o romance, mesmo no anime, o casal é muito simpático e ver a relação de uma fantasma e um ser humano indo para frente foi bem divertido e diferente. O final do anime, embora explique os mistérios que levantou e dê um desenvolvimento forte a protagonista feminina, é meio covarde, deixando uma sensação de que forçaram a barra para conseguir aquilo. No mangá o final é diferente, dando uma explicação mais plausível para o


Na parte visual até que o anime ficou bonito. A trilha sonora hora acerta e hora passa despercebida.

Extras relacionados: Quem gostar desse e quiser algo similar pode tentar Sankarea, que foca no romance de uma Zumbi com um Humano. Não gosto tanto, principalmente da mistura de comédia com partes sérias dele, não funciona pra mim, mas é o mais parecido que tem com Tasogare.

Extras (animes bons ou medianos do gênero mas que não gosto tanto por N motivos):

 

Shiki (opening) é uma obra que gosto e desgosto ao mesmo tempo. O conceito de uma vila sendo tomada por uma ameaça sobrenatural pouco a pouco, com um médico tentando desesperadamente descobrir o que está acontecendo e salvar a vila da extinção é legal, assim como a reflexão gerada pelo desenvolvimento. O problema é a condução enfadonha e decisões do roteiro de tornar todo possível confronto anti-climático. A série se sustenta apenas pelo suspense, do começo ao fim, é muito raro qualquer evento mais crítico e mesmo quando tem ele nunca é metade do que se espera.

Acompanhamos por diversos episódios um doutor frustrado com o acentuado número de mortes que estão acontecendo em sua cidade desde a chegada de novos moradores meio suspeitos (plus um adolescente confuso que não sabe se deixa o seu colega beber o seu sangue ou não). [Spoiler médio] O anime é basicamente 2/3 dos Shikis (espécie de vampiro e lobisomem) tendo supremacia, matando e transformando humanos de pouco em pouco. Depois a coisa vira e são mais 1/3 da série com os humanos caçando os Shiki, mostrando que podem ser tão ruins ou piores que os vampiros quando dado a oportunidade (existe um exagero pesado da série nessa parte, vale dizer, já que quase todo mundo enlouquecer e sair matando seus semelhantes parece meio forçado, se ao menos fossem só alguns…..até humanos de quem eles suspeitam por qualquer motivo começam a ser mortos sem provas) [Fim do spoiler]. Um confronto de igual para igual gerando um climax empolgante nunca acontece, só um ataque unilateral de um lado e depois o contrário. Em suma, é uma série lenta e sem um climax que empolgue, mas a história é boa e possui os elementos básicos que quem gosta do gênero mistério/suspense/terror presa, então vale a pena citar, desde que alguém te adiante os prós e contras antes. Nota: 7.5/10

Kara no Kyoukai (trailer) é um anime que mistura casos de mistério sobrenatural e suspense com um pouco de ação e romance, produzido pelo estúdio Ufotable e baseado em Novels do criador de Fate Stay Night, Kinoku Nasu. Ao longo da trama a história da protagonista feminina, seus poderes e como ela conheceu o protagonista masculino vai sendo apresentada fora de ordem cronológica (o filme 2 inclusive é só metade de uma história que se completa apenas no filme 7). O anime é tecnicamente muito bem feito, tem uma história interessante, uma protagonista com background elaborado e uma boa trilha sonora. Como conceito tinha tudo para ser uma das minhas obras preferidas (eu li a sinopse e fui correndo assistir na época), mas acabou não entregando o que eu esperava.

O anime é apresentado em um conjunto de vários filmes, dos quais eu só consegui me animar a ver até o 6º (não perdi muito ao que parece, já que a opinião geral tende a concordar que o 5º filme é de longe o melhor da série). Como mencionei a ideia parece legal, e a história em si é boa no geral, mas o modo como ela é desenvolvida nunca me agradou. Varia de filme pra filme mas a maioria deles é chato boa parte do tempo, não a toa um anime tão bem produzido de 2008 só tem 70k membros no MAL até hoje. Fora a trama lenta o maior problema de Kara no Kyoukai pra mim sempre foi a apatia dos protagonistas, que não conseguem gerar grande carisma ou sequer serem muito interessantes para a maioria do público, nem quando parecem estar tentando, algo que desanima a acompanhar a história. Se você não liga para os personagens e a história se desenvolve bem devagarm fica difícil manter o interesse. O pior é que tem uma pontinha de romance ainda, o que eu adoro, mas o casal é um dos mais apáticos que já vi!

Kara no Kyoukai é uma obra que eu recomendo principalmente para quem é fã de Fate tentar ver, já que é do mesmo autor e é se passa no mesmo universo (quase um preview dos universos apresentados em Tsukihime e Fate). Mas para tirar melhor proveito vá com a expectativa certa, preparado para um anime de suspense lento (mesmo para o gênero), com um romance bem sutil e boas cenas de ação de vez em quando, geralmente no climax final de cada filme. Se depois de assistir uns 2 ou 3 filmes não gostar é melhor parar por ai. Nota: 7.5/10

Psycho Detective Yakumo (opening) revolve em torno de um estudante universitário que nasceu com o poder de ver e falar com fantasmas graças a seu olho esquerdo. Durante o anime ele, com a ajuda de uma garota da faculdade e um detetive resolvem vários mistérios sobrenaturais, incluindo alguns relacionados ao próprio protagonista, que possui vários traumas. A história tem alguns aspectos interessantes e os personagens são até bons, com profundida e problemas facilmente relatáveis (principalmente o detetive), apesar do casal principal lembrar um pouco a dinâmica dos shoujos do protagonista frio sendo grosso com uma garota que fica perseguindo ele, mas que sempre a salva ou acaba fazendo o que ele quer no fim das contas.

Apesar do sistema de sagas curtas para cada caso consegue-se uma boa ligação entre elas através do desenvolvimento gradual dos personagens. O problema então (ao menos pra mim) fica por parte dos mistérios. Embora não seja sempre o caso, a maioria deles não consegue dar uma sensação de perigo real para os personagens, e como a história é desenvolvida bem devagar isso acaba se tornando ainda mais incomodo. O anime tem um final totalmente aberto então mesmo com algumas revelações surpresa aqui e ali (bem poucas) ele termina com diversas perguntas sem resposta. Esse anime é baseada em uma Light Novel que você não vai encontrar traduzidam então a única opção pra quem quiser ver aonde a história vai dar é o mangá que adapta a light novel, ainda em andamento.
Em suma, não é um anime ruim, mas não se destaca em praticamente nada comparado a outros animes do gênero. Só indico esse para quem tiver paciência com tramas lentas e quer algo parecido com Ghost Hunter, só que com casos menos perigosos no geral. O único motivo dele estar no post é porque assisti recentemente e achei desperdício não escrever nada sobre, já que não chega a ser um anime ruim. Nota: 6.5/10

Relações com outras listas:

Baccano e Durarara citados no Top 5 Seinens de Ação/Aventura tem um foco razoável em mistério também, principalmente o primeiro. Kore wa Zombie Desuka do Top 5 Comédias com ação também tem algum foco em mistério.

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