Top 5 Melhores Animes – Seinens de Ação/Aventura

Um top com animes de tramas mais densas e personagens mais velhos.

Embora “Seinen” seja apenas uma palavra referente a demografia de revistas japonesas para públicos mais velhos, virou algo comum o uso da mesma para designar animes mais maduros, tanto no modo como a trama é trabalhada quanto no foco em personagens “normalmente” mais velhos. Basicamente o que fizeram foi pegar o estereotipo da maioria dos títulos de revistas seinen e transformar em uma espécie de subgênero que eu resumida como “obra mais madura”. Tem várias exceções de obras infantis em revistas seinen mas não estou interessado nas exceções e sim no estereótipo padrão que foi adotado, já que é ele que usei para fazer esse post. As classificações das obras abaixo, portanto, são da minha própria autoria, independentes de classificações externas e puramente baseadas nas características do anime baterem com o que expliquei acima.

Os animes dessa lista seriam o top 6 a 10 dos animes com personagens mais velhos e trama mais elaborada que gostei, só os do top “Ficção cientifica/Ação/Suspense” que devo lançar depois que realmente representa meu top 1 ao 5.

Tema:

Como já dito as obras abaixo tem tramas mais trabalhadas, o que implica em desenvolvimentos um pouco mais lentos e uma “quantidade moderada” de ação ou movimentação do enredo (não tem ação todo episódio!). Ainda assim, eu não costumo gostar de obras com andamento muito lento, então nenhuma das listadas abaixo deve dar sono a ninguém, ainda mais por serem obras de ação na maioria dos casos. Dito isso, vamos a lista:

Top 5 – Melhores seinen de Ação e Aventura

Fate/Zero

Gênero: Ação, Fantasia.
Diretor: Ei Aoki (Garei Zero, Aldnoah Zero)
Estúdio: Ufotable (Kara no Kyoukai, Fate Stay Night 2014)
Episódios: 25 (+6 especiais)
MAL: Clique aqui
Minha nota: 8.5/10
Opening: Clique aqui
Trailer:

Sinopse:

Fate/Zero conta a história da 4ª guerra pelo cálice sagrado que aconteceu antes dos eventos da série “Fate Stay Night”. Nela 7 magos invocam 7 espíritos heroicos antigos e vão se enfrentar até a morte. O último que sobrar terá direito a um desejo realizado pelo Santo Graal.

Review:

Fate/Zero é parte da franquia Fate, que começou com uma Visual Novel lançada em 2004. Fate/Zero é a adaptação de uma coleção de Light Novels que foi lançada em 2006 contando o que aconteceu na guerra anterior a mostrada na Visual Novel. Elas foram escritas por Gen Urobuchi, roteirista de Madoka Mágica e Psycho Pass. A duvida da maioria aqui é: “é preciso ver Fate Stay Night pra ver Fate/Zero?” As opiniões vão variar, mas eu diria que não. Se você jogar ou ver o anime de Fate Stay Night antes você pega spoilers de Fate Zero, e se você assistir Fate/Zero antes você pega spoiler de revelações importantes de Fate Stay Night, principalmente da rota Heavens Feel. Então…tanto faz. Pode assistir o Fate de 2006 primeiro ou antes de Fate/Zero (seria melhor antes porque a qualidade de Fate/Zero é absurdamente superior, então você não vai querer ver o antigo depois de ver esse). Mas se não estiver com paciência começa por esse mesmo.

Depois dele tem a opção de ver o Fate de 2006 (caso ainda não tenha visto), Fate de 2014, que adapta a rota “Unlimited Blade Works” (cheio de referencias sutis a Fate/Zero, mas que eu acho mais fraco em termos de história, embora também seja muito bem feito visualmente) e um filme que adapta a rota “Heavens Feel”, sem data de lançamento até o lançamento desse post. Outra opção, que os fãs mais assíduos recomendariam em vez de ver os animes é jogar a Visual Novel, mas não coloco fé que muitos vão se animar a faze-lo.

Explicado isso, vamos ao review:

Fate/Zero tem uma trama mais madura e bem estruturada comparada aos outros animes de Fate. Os motivos são vários, desde a maioria dos personagens serem mais velhos comparados a Fate S/N, terem se preparado para aquela guerra de antemão e estarem dispostos a ir bem mais longe para cumprir seus objetivos, comparado aos adolescentes em Fate S/N. Como não existe um sistema de rotas o espaço no roteiro é melhor distribuído entre os mestres e quem luta com quem, diferente de Fate S/N aonde em cada rota alguns personagens aparecem bastante e a outra metade não tem grande participação.

Existe um número razoável de batalhas, em geral muito bem animadas (descontando uns CGs ruins aqui e ali), a trilha sonora é um show a parte e mesmo os episódios mais parados conseguem te manter interessado a base do suspense, já que todos os mestres estão sempre se movimentando e bolando estratégias para matar uns aos outros. O protagonista também é bem desenvolvido, mesmo que demore para realmente explicarem a história dele. O único ponto que me desagradou foi o final. Além de não explicar direito o conflito da Saber com um determinado personagem, o que todos esperam que seja a luta final não acontece, dando um ar anti-climático ao fechamento. Mas mesmo assim é uma boa obra e sempre a recomendo para quem procura obras mais densas com uma quantidade razoável de ação.

Baccano

Gênero: Ação, Mistério, Sobrenatural.
Diretor: Takahiro Omori (Durarara, Samurai Flamenco)
Estúdio: Brains Base (Durarara)
Episódios: 13 (+ 3 OVAs)
Minha nota: 8/10
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Trailer:

Sinopse:

Em 1711, um grupo de alquimistas buscando vida eterna se unem para invocar um “demônio”. O demônio concorda em dar o que eles querem – um elixir da vida, além do método para criar mais e como acabar com sua imortalidade. Na noite seguinte, alquimistas começaram a desaparecer, “comidos” por seus próprios. Percebendo que era perigoso estarem juntos, eles decidem se espalhar pelo mundo. Séculos depois, em uma América em época de lei-seca, os imortais se encontram novamente e então o Baccano! (ruído em italiano) recomeça. 
Review:

Esse anime é sempre complicado de explicar pra alguém em termos de “é sobre o que?”. Ele basicamente envolve diversos personagens cujas histórias acabam se conectando em determinado ponto. A história não é contada de modo linear, ao invés disso fica indo e voltando no presente e passado dos personagens, podendo alternar entre 3 pedaços de histórias diferentes durante o mesmo episódio. Portanto, achar que pulou algum episódio é normal. Mas não se preocupe, as coisas vão começando a fazer sentido conforme os episódios vão passando.

Ele não é perfeito (nenhum anime é na verdade…..). Tem pessoas com habilidades inumanas que são humanos (gente desviando de balas, dando saltos impossíveis ou usando facas para parar tiros de escopeta), mas isso não chega a incomodar tanto a ponto de parecer nonsense. Também tem um casal cômico presente em todas as três histórias que causa certa divergência de opiniões. Sempre que foca neles é com o objetivo de gerar comédia, só que fica inapropriado fazer isso em diversos pontos (não se mistura comédia em um trem com gente sendo morta pra todo lado). Tem gente que gosta e tem outros que vão achar melhor se não focassem tanto nesse casal.
Tirando os defeitos que citei é um bom anime, com um modelo de narrativa diferenciado e que não deixa de ter uma história razoavelmente fechada (não esqueçam de ver as OVAS! elas são uma continuação e fechamento da história, não meros extras). A animação é boa, o elenco tem personagens que começam a soar mais simpáticos ao público conforme o tempo passa e a trama é bem amarrada. 

Por último, se gostou de Durarara não tem porque não tentar assistir Baccano e vice-versa, mas recomendaria Baccano antes porque tem várias referencias a Baccano em Durarara!(foram adaptados pela mesma staff e as duas LNs foram escritas pelo mesmo autor).

PS: A música da Ending é linda.

Durarara

Gênero: Ação, Mistério, Sobrenatural.
Diretor: Takahiro Omori (Baccano, Samurai Flamenco)
Estúdio: Brains Base (Baccano)
Episódios: 24 (+ 2 OVAS)
Minha nota: 8.5/10
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Trailer:

Sinopse:

Ryuugamine Mikado é um garoto que almeja a vida agitada da cidade grande. A convite de seu amigo de infância Masaomi Kida, ele se transfere para uma escola em Ikebukuro. Masaomi alertou-o sobre as pessoas que deve tomar cuidado: um lutador encrenqueiro, um informante e um misterioso grupo chamado “Dollars”. Assustado com a histórias de Kida, Mikado testemunha, no seu primeiro dia, uma lenda urbana, a Dullahan (Cavaleiro Sem Cabeça) montada em uma motocicleta negra. A partir de então, a existência de casos sobrenaturais e uma gangue chamada os “Lenços Amarelos” subirá à superfície, e Ikebukuro nunca mais será a mesma cidade pacífica…

Review:

Durarara é um uma obra lotada de personagens e que tenta manter todos sempre conectados a trama de alguma forma. Os primeiros episódios são usados para introduzir os principais personagens, seu dia a dia e suas motivações. Celty, a Dullaham (cavaleiro sem cabeça) é usada como principal ponto de conexão entre esses personagens. Não importa quem esteja em foco ou em que saga, ela sempre está presente ajudando ou intervindo de alguma forma. É difícil apontar um único protagonista central em Durarara, já que a obra não trabalha nesse modelo de narrativa, mas se fosse preciso a Celty seria a escolha mais coerente ao meu ver.

Embora aconteçam alguns eventos interessantes e relativamente movimentados no início a obra só começa animar de verdade apartir do episódio 10. Dai pra frente vários mistérios pincelados no início da série e passados de personagens começam a ser aprofundados e/ou desvendados.

Admito que os twists da obra me pegaram de surpresa mas o que mais me divertiu mesmo foi a relação da Celty com os outros personagens (principalmente seu par romântico). Nunca pensei que poderia achar uma personagem sem cabeça tão simpática. A obra tem alguns exageros na parte física e lógica (ao menos na S1 eles não foram justificados como algo pertencente ao sobrenatural) mas nada tão absurdo que a eleve a algo nonsense. Exige um pouco de paciência no início – como quase toda obra com uma trama mais densa – mas vale a pena. Acho que a única coisa que não gostei foi a trilha sonora. Ela é bem diferente usando Jazz e vozes randômicas a todo momento, o que pra mim não funcionou bem, principalmente nos momentos dramáticos e de ação.

PS: A Ending ligando todos os personagens é muito legal.

Seirei no Moribito

Gênero: Aventura, Fantasia.
Diretor: Kenji Komiyama (Ghost in the Shell, Higashi no Eden)
Estúdio: Production I.G (Ghost in the Shell, Haikyuu)
Episódios: 26 
Minha nota: 8.5/10
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Trailer:

Sinopse:

A história gira em torno da personagem Balsa, uma guerreira errante que se dedica a salvar vidas através de seu serviço de guarda-costas em compensação pelas vidas que tirou no passado. Em sua jornada ela é contratada como guarda-costas de um príncipe jurado de morte pelo próprio pai, o Imperador, que acredita que seu filho foi possuído por um demônio antigo.

Review:

Moribito é acima de tudo uma história sobre crescimento, tanto Balsa(protagonista) quanto o príncipe aprendem um com o outro durante sua jornada. A trama é bem sólida, mas não é das mais rápidas, alguns episódios são bem movimentados e outros focam mais no desenvolvimento ou passado dos personagens. Aos críticos mais hardcore é uma obra quase obrigatória, já que apresenta uma trama bem consistente e cadenciada (tirando uma incoerência no final, que não estraga mas tira um pouco do brilho do climax), difícil de achar em animes de aventura hoje em dia.

As sequências de ação tem coreografias lindíssimas, o roteiro consegue aprofundar diversos personagens sem ter que se prender muito a nenhum deles, não existem personagens caricaturais, acompanhar a evolução do príncipe é muito gratificante, e o melhor, o final é relativamente fechado.

Darker than Black

Gênero: Ação, Suspense, Mistério.
Diretor: Tensai Okamura (Nanatsu, Ao no Exorcist)
Estúdio: Bones (Noragami, Blast of Tempest)
Episódios: 26 
Minha nota: 8.5/10
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Trailer:

Sinopse:

Devido a uma experiência cientifica o céu do mundo foi trocado por um céu falso cheio de estrelas, aonde cada uma delas representa um humano com super poderes criado a partir dessa experiencia. Eles são chamados de contratantes, devido a pagamentos aleatórios que são obrigados a fazer cada vez que usam de seus poderes. A história do anime gira em torno de um deles, fazendo missões para uma organização, enquanto tenta desvendar os mistérios do seu passado.

Review:

Esse anime exige uma certa paciência, vale avisar. A trama dele vai se revelando aos poucos, em arcos de 2 episódios cada. Conforme cada arco transcorre você aprende mais sobre o elenco, as relações, os mistérios, o mundo e como os contratantes com super poderes do anime funcionam. É basicamente uma introdução espaçada para não te jogar informações demais de uma vez só, criando aquele tedioso monologo introdutório que tanto se vê em animes. 

A ação do anime é de primeira, super fluida e bem coreografada, mas não espere toneladas dela. Darker than Black, apesar de algumas doses de movimento no final de cada arco, se assemelha mais a um suspense do que um anime de ação. 

Termina a primeira parte do anime com uns 4 a 5 arcos em 2 episódios cada, começa um plot maior ligado diretamente ao protagonista e seu passado. 

Para mim o maior charme da obra é como ela vai se revelando aos poucos, mas isso pode afastar quem não tem muita paciência. Nem todo arco é bom também, vale dizer. Um deles é meio nonsense até, porque isso é um anime original e esse diretor gosta de um nonsense. Mas excluindo uns 2 arcos é um bom anime, com boas ideias, uma trama interessante, que deixa querendo saber mais, e alguns bons personagens.

Só não recomendo a segunda temporada! Ela só serviu para atolar a trama de furos e forçar a barra com um plot difícil de engolir. O final é extremamente frustrante também, deixando tudo meio aberto, e sem muita esperança de continuação (o diretor foi extremamente criticado pela season 2, e ficou reclamando que ninguém o entendia…..). 

Em suma, assistam a S1 e parem por ali mesmo, quem avisa amigo é.

Menções Honrosas:

Spice & Wolf

Gênero: Aventura, Fantasia, Romance.
Diretor: Takeo Takahashi (Yosuga no Sora, MaoYuu)
Estúdio: Imagin
Episódios: 12 (uma S2 + 1 OVA)

Minha nota: 8.5/10
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Trailer:

Sinopse:

Um mercante de passagem por uma cidade pequena e uma deusa meio lobo que protegia a cidade fazem um trato para o mercante leva-la de volta a sua terra natal, aproveitando que esse está se dirigindo ao norte para fazer negócios. Mas a jornada não será tão fácil quanto eles imaginavam.
Review:

Spice & Wolf tem até pouquinho ação (bem pouco), mas é primeiramente uma aventura/slice of life focado em economia na idade média com uma pitada de romance. Conforme viajam juntos a relação de Holo, a deusa meio lobo, e Lawrence, o mercador, vai se aprofundando, assim como seus passados vão sendo explicados. A relação romântica dos dois é um dos maiores atrativos da obra, o que torna uma pena ela ser tão enrolada – dado a densidade do protagonista e o problema levantado de uma deusa imortal ter uma relação com um humano. Ainda assim a obra é muito charmosa, tem uns desenvolvimentos interessantes e bons personagens. A segunda temporada eu não gosto tanto por achar mais enrolada e devagar que a primeira, mas ainda assim vale a pena conferir, principalmente para quem se interessa por aspectos de economia medieval. 


Sword of the Stranger

Gênero: Ação, Histórico.
Diretor: Masahiro Ando (Zetsuen no Tempest)
Estúdio: Bones (DtB, Noragami)
Episódios: Longa metragem (103 minutos)

Minha nota: 8.5/10
Trailer:

Sinopse:

A história se passa no período Senkoku. Um rounin chamado Nanashi (que significa “sem nome”) salva o garotinho Kotarou e seu cão Tobimaru em um templo abandonado. Kotarou não tem família, é perseguido por uma misteriosa milícia da China e contrata Nanashi como guardacostas. Entre os que perseguem Kotarou está um homem chamado Rarou, um guerreiro muito habilidoso com cabelo loiro e olhos azuis. Ele obedece um velho chamado Byakuran e é membro da milícia chinesa. Diferente de seus companheiros na milícia, ele não serve imperador algum e apenas deseja lutar com o mais forte.
Review:

Sword of Stranger lembra Samurai X em alguns aspectos, só que sem o humor. O protagonista é um samurai (badass) traumatizado pelo seu passado e que jurou nunca mais usar sua espada. Ele encontra um garoto que estava sendo perseguido por soltados do império e resolve ajuda-lo. Ao longo da história será obrigado a encarar e superar seu trauma. Gostei de como conseguiram deixar a maioria dos inimigos não caricaturais mesmo eles não tendo grande profundidade. O principal antagonista é apenas um guerreiro absurdamente habilidoso que vive entediado por não conseguir ninguém que o rivalize em uma luta. Ele busca apenas isso: lutar com pessoas fortes (sim, quem viu Akame ga Kill já deve ter visto alguém similar). O roteiro é simples e bem estruturado, temos o início com um pouco de ação, o encontro dos protagonistas, mais ação, explicações sobre diversas coisas que não dava pra entender na primeira metade do filme e por último o grande climax, com direito a uma quantidade massiva de combates. Esse filme, vale dizer, virou referencia em termos de boa coreografia e fluides de luta com espada entre os “nerds de animação”.
Admito que teria gostado mais se o samurai tivesse que proteger uma garota (me processem, eu curto um pouquinho de romance em quase tudo) e tirassem alguns exageros na resistência física de um personagem, mas tirando isso gostei bastante do filme. Boa história e animação de primeira.

Relacionados de outras listas:

Kara no Kyoukai da lista de Mistérios e/ou Terror também se encaixa como seinen de ação, apesar de ser mais voltado ao suspense.

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