Rakuen Tsuiho: Expelled from Paradise [Review] – Mais um futuro distópico (ou quase) na visão de Gen Urobuchi

Lembrando um filme americano de ficção cientifica Expelled from Paradise é Gen Urobuchi em sua recorrente visão de um futuro distópico, mas tentando ser um pouco mais positivo dessa vez.

 Sinopse

Em 2700 a terra é um planeta devastado e a maioria da população passou a viver em um mundo virtual (DEVA) cujo servidor fica no espaço. Angela Balzac, uma investigadora desse mundo, é mandada a terra para rastrear de onde veio um sinal hacker que invadiu e roubou informações do servidor de DEVA. Chegando a terra, Angela encontra com um agente terráqueo contratado e juntos vão investigar e descobrir quem e porque DEVA foi invadida. Mas a resposta não vai ser exatamente o que eles esperam…..
Análise
Rakuen Tsuiho não é pra qualquer um, ele tem um monte de conceitos e teorias conhecidas de filmes clássicos de ficção cientifica, mas diferente da maioria dos filmes do gênero Rakuen não gasta seu início introduzindo os conceitos tecnológicos que utiliza para você entender tudo o que está acontecendo na tela (tem que pescar sozinho com base na parte visual e diálogos), o que vai deixar muita agente perdida por algum tempo, ou mesmo o filme inteiro dependendo do quão versado a pessoa é em tecnologia e conceitos de ficção cientifica. Mas nisso pelo menos eu posso tentar dar uma ajuda (introdução) inicial:

Angela é “bem apessoada” e eles exploram isso, mas não chega a ficar ofensivo.
Em Rakuen Tsuiho a humanidade teve problemas de super população em algum momento. Isso, somado a outros fatores como pragas de insetos gigantes, poluição e escassez de alimento, acabou fazendo da terra um lugar inóspito e difícil de se viver. Houve uma briga entre a solução de mandar humanos para o espaço a procura de novos planetas habitáveis ou evoluir uma tecnologia que permitiria a todo ser humano viver sem ter um corpo físico. Aparentemente, a segunda opção ganhou. Basicamente todos no “novo mundo” nascem em encubadoras e alguns meses depois são transplantados para uma rede virtual, aonde ganham um corpo virtual e começam a viver normalmente em um mundo digital. Para quem conhece é semelhante ao filme “The Matrix”(excelente filme, recomendo), mas diferente do que acontece em Matrix as pessoas em DEVA não tem mais seu corpo físico para voltar, sabem o que aconteceu e estão felizes com isso. Como o filme mostra, é possível sintetizar um corpo físico e transplantar sua mente do mundo virtual para um corpo físico e vice versa sem grandes problemas, então as pessoas vivem nesse mundo virtual porque querem.
Mas claro, na ficção cientifica não existe utopia perfeita e essa não foge a regra. Temos a visão da população que vive no mundo virtual através de Angela Balzac, enquanto ganhamos a visão dos humanos sobre esse “paraíso” através de Dingo (o protagonista masculino). Na terra a vida é dura, não existe quase vegetação, existem criaturas gigantes e a comida é escassa. Na rede virtual não existe nenhum desses problemas. Não é necessário comer, não existem doenças, não existe dor e todos são “felizes”. Apesar disso a meritocracia ainda funciona lá, e como na terra nem todas as pessoas nascem iguais. Pessoas mais esforçadas ou que nascem com aptidões intelectuais maiores podem ir subindo de batente e ganhando o que eles chamam de “memória”, que é o equivalente a ter mais memória RAM a seu dispor para processar dados, o que nesse mundo virtual não parece ser distribuído de graça. Quanto mais memórias maior o valor da pessoa na sociedade. Como é um mundo virtual e tudo é de graça capacidade de processamento superior passa a ser a única coisa que diferencia o status de uma pessoa da outra. Achei a ideia muito interessante, assim como as discussões levantadas a respeito dela. Ao mesmo tempo que ela diz que a meritocracia é uma coisa boa, que motiva o ser humano a tentar crescer a base do esforço pessoal, também é mostrado seus defeitos.

Pois bem, quanto ao plot, é bem simples. Angela é mandada para a terra em um corpo físico para rastrear o hacker que invadiu seu mundo virtual. Ela encontra o protagonista masculino, um agente contratado da terra, e juntos começam a procurar por pistas. A interação dos dois é o foco por boa parte de filme. Estruturalmente o filme começa com ação, todo meio é desenvolvimento, investigação e no final um grande climax frenético cheio de ação.

Gostei bastante da Angela. A reação fria e irritada dela no início bate com a situação com a qual ela se encontra, tendo que lhe dar com um corpo físico e suas frustrações, as quais ela nunca tinha experimentado antes.. E apesar de não ter um papel forte na investigação do caso por boa parte do filme (admito que comecei a contestar a relevância dela em determinado momento) a coisa muda no climax. O desenvolvimento dela como personagem é muito agradável, indo de alguém fria, técnica e calculista, que idolatrava o lugar de onde veio, para alguém que começa a questionar a politica de seu mundo “perfeito” em determinado momento. Inclusive, sua reflexão quanto ao que fazer em certa parte foi uma grande virada dela como personagem pra mim, reforçando que apesar de ter uma personalidade forte, ela está sim disposta a repensar os conceitos em que acredita, sem que pareça ter sofrido uma lavagem cerebral no processo. É algo simples, mas esse desenvolvimento dela durante o meio do filme acaba a tornando uma personagem mais simpática.    

O protagonista masculino é um cara gente boa que está ali mais como um suporte e base para permitir o desenvolvimento por parte da Angela. Ele faz bem seu papel nesse aspecto e dificilmente alguém não vai se simpatizar com ele até o final do filme.

A ação do final é bem empolgante.

O twist da trama é simples e plausível (admito que esperava algo mais grandioso inicialmente) e por meio dele apresentam outro personagem, uma IA chamada Frontier. Ela é super simpática e alguns lembraram de uma outra IA gente boa de outro anime do mesmo autor (Gargantia). Frontier é quase humano e no pouco tempo que tem de tela deve conseguir conquistar a maioria das pessoas com facilidade.

O final não decepciona com uma briga bem coreografada de mechas cheia de explosões, armas de fogo e até lutas “corpo a corpo” (meu lado amante de RPG vibrou quando o robô sacou um escudo e uma espada). A conclusão é satisfatória (ao menos eu achei). Provavelmente alguns vão querer um epílogo, mas acho que é bem obvio o que ia acontecer dali pra frente.

Quanto a questão levantada sobre o mundo virtual ou mesmo a meritocracia serem bons ou ruins, é algo que parece deixado em aberto propositalmente no filme. Foram levantados vários pontos bons e ruins sobre mesmos, cabe ao telespectador refletir sobre e tirar suas próprias conclusões do que acha certo e errado a respeito. Diferente do conhecido Psycho Pass (de Gen Utobuchi), aqui a questão não é desconstruir um sistema teoricamente utópico como algo totalmente maligno ou ditador, mas sim fazer pensar que um mundo perfeito não existe e mesmo em face de algo próximo a perfeição as pessoas podem acabar decidindo por outro caminho.

Aspectos Técnicos
A direção é firme, o roteiro redondo e a trilha sonora – que parece mais silenciosa do que deveria a principio -, entrega o que ficou devendo durante boa parte do filme no climax final. Como mudança eu só sugeriria algum tipo de mini-climax no meio do anime, para tornar o “miolo” menos parado.

Expelled faz uso do conhecido CG Cel Shadding. Pra quem está costumado com obras full 2D provoca certa estranheza, mas esse filme faz um dos melhores usos da tecnologia que eu vi até agora. Não me incomodou a maioria do tempo (só em algumas cenas a movimentação ficou robótica) e fui até enganado pensando que estava vendo 2D em alguns momentos. A ação ficou boa e quem, por exemplo, assistiu “Arpeggio of Blue Steel”, vai achar Expelled uma baita evolução.
Conclusão
Expelled from Paradise é redondinho. Ele tem sua utopia futurista, seus contras e seus a favor a respeito dela, dois personagens com visões divergentes (nenhum estando 100% certo), um personagem com desenvolvimento mais forte, um plot objetivamente simples e um climax que entrega o que se pede, com o único ponto que não gostei sendo o meio do filme ser bem parado (não é uma falha em si já que gastasse esse tempo com desenvolvimento, mas perdesse um pouco do fator entretenimento, ainda mais por ser um filme do qual se espera bastante ação). Dos trabalhos do Gen Urobuchi não é nem de perto o mais criativo ou polêmico – lembrando mais uma ficção cientifica americana comum -, mas ele faz tudo que se propõe muito bem e mostra que Urobuchi também sabe fazer tramas mais “pra cima”. Pra quem curte ficção cientifica é super recomendado.
Animação: 8/10
Direção/Roteiro: 8/10
Soundtrack: 8/10
Entretenimento: 7/10
Nota final: 8/10
PS: Assistam até o último segundo do pós-créditos, tem uma parte hilária no final.
PS2: A música da ELISA que toca nos créditos e é frequentemente citada no anime como uma música conhecida dos tempos antigos é linda.

Você pode gostar...

  • Cyro Munhoz

    Muito bom! Gostei da análise, e tenho muito interesse em ficção científica (inclusive estou escrevendo um mangá de ficção científica com meu amigo, eu realmente adoro hehe), vou ver se consigo assistir esse filme hoje mesmo

  • apesar de ser full CG eu realmente gostei muito do filme e eu recomendaria pra verem tb o inicio ´meio difícil mais dá pra acostumar com o desenrolar da história.

    • Marco

      Também gostei muito do filme, fiquei meio duvidoso na metade por estar meio devagar mas depois do climax e do fim, quando pensei nele como um todo, eu estava realmente satisfeito com o que tinha assistido.

      SPOILER ABAIXO

      Uma das coisas mais legais desse filme é que por saber que é do Urubuchi fiquei o filme todo achando que os protagonistas iriam morrer no fim, ao menos um deles. Acabei criando apego aos dois como casal então fiquei o climax todo tenso achando que um deles iria morrer ou ir com o Frontier pro espaço. No fim foi um final feliz pra todo mundo, o que foi bem inesperado pra mim. Estava com um sorriso de orelha a orelha depois dos créditos vendo a Angela rindo no carro, e claro, a melhor parte, Frontier cantando no meio do espaço. Se eu fosse pela parte sentimental teria dado 10/10 pra esse filme. Foi a obra que mais gostei do Urubuchi até hoje.

  • ShiroYo

    A emoção que senti quando vi uma figura feminina de busto extremamente avantajado e ao mesmo tempo ouvi a voz da Rie fez meu coração sair pela boca e dar uma lambida nas minhas unhas do pé antes de voltar pro peito então a nota automática desse filme é 100 de 10.

    Agora deixando um pouco o coração de lado eu achei esse mundo meio mal explicado. Por que diabos a humanidade continua a se reproduzir? Não é como se as pessoas fossem morrer (de vez em quando eles deletam um NEET aqui e ali mas acho que depois de alguns shift+del fica bem fácil de estimular as pessoas a serem produtivas). E já que se reproduzem qual a utilidade de sintetizar um feto pra depois digitalizar a cadeia de DNA? Ela já não foi criada digitalmente? C’mon.

    E Marco, a memoria que eles mencionam é como se fosse uma memoria RAM, ou capacidade de processamento se preferir. Quanto mais memoria seu avatar tiver mais tipos de experiencias ele vai poder processar, e como o DEVA tem uma capacidade de processamento finita só os que eles julgam merecedores recebem esse aumento na capacidade de processamento, enquanto por outro lado os que não contribuem para a sociedade são deletados.

    PS: Somos o próximo estágio da evolução humana, mas vamos usar as imagens de deuses antigos para representar os avatares dos nossos governantes. Sounds legit (mas admito que os takes do conselho são maneiros).

    • Marco

      Hum, peguei uma das primeiras traduções ENG do filme de um cara anonimo, na dele deu a entender que eram memórias no sentido de conhecimento e não da capacidade de processamento. Vou rever de um fansub decente pra confirmar o que você disse e qualquer coisa altero no texto.

      Quanto ao aspecto que você achou mal explicado, posso ter entendido errado mas a maioria das pessoas envelhecem normalmente, a protagonista mesmo tinha 20 poucos anos. Será que eles não morrem com certa idade? (tirando o anciões do conselho ou gente muito importante pro sistema). Será que ter filhos não é algo limitado a um número ínfimo de pessoas e dependa deles deletarem uma existente para abrirem uma vaga? Imagino algo como uma fila de espera.

      Sobre o nascimento, admito que fiquei um tempo pensando nisso também. A minha conclusão foi que eles guardam os dados do DNA da pessoa, quando dois humanos querem ter um filho no mundo online o DNA é usado para gerar um feto no mundo real. Porque não criar eles direto no mundo online? talvez por a tecnologia não ser tão avançada a ponto de conseguir gerar um individuo online com as variáveis que fazem de cada um de nos único, mesmo filhos de mesmos pais? Eles conseguem “MOVER” alguém de dentro pra fora e vice-versa, mas criar um novo ser humano digitalmente é algo mais avançado ao meu ver. Depois fiquei pensando, será que eles criam os corpos, extraem o espermatozoide do homem, óvulo da mulher e fazem uma inseminação, ou geram direto o feto em vitro?

      Em geral o filme te deixa muito pra pensar, achei legal isso. Eles só te dão a base do mundo, os detalhes menores ficam por sua conta pensar nas possíveis respostas.

      • ShiroYo

        Pega do Dead Fish que ta maneiro. Eu também peguei uma legenda antes que tava meio estranha essa parte, mas como eles ficam usando a palavra “memory” no lugar de “kioku” e o uso de outras palavras em inglês como “archive” deixa claro que estão se referindo a termos estrangeiros.

        Eu não acharia tão ruim umas lacunas de roteiro que te façam pensar, mas o mundo no geral não faz tanto sentido. Teoricamente era pra ser um próximo estagio na evolução da humanidade mas a mentalidade da sociedade é muito próxima da atual ai acaba ficando estranho. No fim essa acaba sendo a visão do próprio Dingo, DEVA e terra são a mesma coisa pra ele com a diferença que ninguém na terra promete que a vida vai ser fácil. Eu acho que podiam ter feito a DEVA ser um pouco mais atraente e com um drawback um pouco mais pesado.

        • DouglasLK

          Angela disse (se a tradução estiver correta) que ela possuiu um corpo humano por apenas 1300 horas (poco mais de 54 dias) apos a fertilização (união de dois gametas artificiais ou naturais) portanto, a menos que consideremos o uso da maturação acelerada do organismo temos um furo na estória já que as células percursoras dos óvulos só se formam a partir do 3 mês de gestação, o autor talvez não tenha estudado o suficiente sobre embriologia ou simplesmente não se importou com essa lógica.
          Quanto a necessidade de reprodução NÃO artificial posso fazer umas considerações.

          1º Para que haja evolução são necessárias 2 coisas básicas: variabilidade e seleção natural.
          2º Para que haja variabilidade é necessário o que meu professor de evolução chamou uma vez de “Mão de Deus”¹ que nada mais é do que o fenômeno conhecido como “crossing over” e com menos importâcia as mutações genéticas estoclásticas nos gametas, lembrando que o CO ocorre apenas em células gaméticas.
          3º Sem a “Mão de Deus” a espécie humana estaria fadada a estagnação (pesquise um pouco e tente imaginar todas as consequências negativas que a estagnação genética poderia trazer para uma espécie).

          Criar um genoma humano artificialmente é possível na teoria (vide: http://super.abril.com.br/ciencia/vida-artificial-587749.shtml), na pratica a coisa é muito mais complicada (o filme faz isso parecer simples e fácil na parte onde o clone da Angela é sintetizado) por isso acredito que simular eventos de crossing over e mutação artificialmente com sucesso requer um conhecimento absoluto do funcionamento dos mais de 20 000 genes que compõe o genoma humano isso sem contar com os inúmeros obstáculos técnicos que poderiam surgir.
          Frente as explicações supracitadas seria muito mais viável criar uma célula ovo (óvulo fecundado) do que dois gametas artificiais, mas reparem que a protagonista fala em “fecundação” dessa forma descartamos a hipótese do ovo artificial e posteriormente a dos gametas artificiais em função da viabilidade e assumimos que essa civilização futurista não domina os conhecimentos necessários para criar um novo ser (não estou falando dos clones) sem a utilização de dois pre-existentes.
          Peço desculpas se viajei demais nas explicações e teorias mas esses exercícios mentais são realmente divertidos.
          ¹ O termo em si não é uma referencia a algo de natureza divina ou sobrenatural, ele remete à ideia de algo fantástico que ainda não se sabe ao certo como e porque surgiu ou ocorre.

          • GodSoul

            a maturação acelerada que voce fala ja foi mostrado,Angela tem um corpo de “falsa loli”(com 16 anos nao pode mas ser considerada loli)porque ela interrompeu o processo de envelhecimento para poder sair na frente das rivais.

            se considerar que ela foi criada e envelhecida ao ponto que poderia ter algum entendimento e então sua mente foi transplantada em Deva, isso seria uma explicação logica para nao criação de IAs,uma vez que voce pode acelerar a capacidade de processamento da mente humana uma IA torna-se obsoleta.

            Um ponto interessante e que apesar de Deva ser um mundo digital nao parece haver modos de apagar informação de um individuo,a capacidade de processamento de informação e controlada pelo estado,mas uma vez que voce obter uma determinada informação eles nao podem retira-la,acho que esse e um diferencial entre um “SER” criado digitalmente um que foi introduzido no mundo digital.

          • ShiroYo

            Buguei até o talo. Acho que vou ficar com “é um nascimento misterioso” e viver feliz acreditando nisso. Mas seja la como foi criada, capricharam na genética da nossa querida Angela, corpo de 16 anos com aquele naipe, misericórdia.

    • GodSoul

      Deva e o reino dos deuses no budismo/hinduísmo,uma alusão ao paraíso que os cidadãos de Deva acredita ter criado,isso explicar porque nao a nem um interesse na busca de outras fronteiras,se voce vive em um paraíso porque vai querer sair(lembre que ninguém aceitou o convite de um certo alguém),e também porque usar deuses do hinduismo.
      Quando Dingo perguntou a Angela sobre o gosto de sua comida ela responde que nao tem gosto de nada(talvez a tradução possa estar errada)se voce nao tem um corpo humano sensações como prazer,dor,sabor entre outra nao exite,talvez em Deva essa sensações seja opcionais,então noções como “sexo” nao devem existir por la(igual jardim do eden)o que explica porque ela nao se importa em vestir uma roupa tao ousada.
      Acredito que o motivo de fazerem uma pessoa nascer com copo para depois introduzir em Deva seja porque IA nao sao considerados humanos,lembre que quem criou deva foram humanos,no nosso mundo exitem preconceitos de raças,em deva nao existe IA aparentemente,o motivo deve ser preconceito contra algo criado em binario(dito por Angela) e algo que nasceu humano e foi introduzido ao sistema.

  • RanceZero

    A ideia desse filme me lembrou o filme wall-e da disney .Humanidade indo viver no espaço, o comandante dessa “nova humanidade” possui onipotencia dentro de seu territorio. A garota seria comparada com a personagem EVA e o cara com o wall-e. A garota foi acusada de traição pelo comandante que servia, o cara ensinou pra ela sobre a humanidade e por ai vai, varias semelhanças. Apesar disso acho q gostei mais desse filme, talvez por q houve mais desenvolvimento de personagem.
    PS: como ja dito pelo Marco, o pós-créditos é realmente engraçado

  • chefe é chefe né pai

    Não vi o filme,não gosto de obras full CG,passo quilômetros de obras cyberpunks,mas alguma coisa chama atenção nesse roteiro,não sei porque mais vou dar uma olhada,vai que o Urobuchi muda minha ideia.

  • DouglasLK

    Excelente filme, CG agradável e bem feita, personagens cativantes, roteiro redondinho, animação nota 10, dublagem nota 10, trilha sonora empolgante e bem encaixada.
    Análise perfeita Marco, sempre que procuro por análises de animes na net me deparo com coisas bizarras, unilaterais e baseadas em critérios absurdos ( isso quando eles sequer existem) suas Reviews são como um oásis no meio de um deserto de reviews mediocres, discordo porem da falta de um mini clímax no meio, se o filme fosse mais longo ficaria bem encaixado mas com a atual duração é provável que se o colocassem teriam que suprimir conteúdos interessantes ou ajustar o timing das cenas em detrimento à fluidez deixando o enredo muito corrido (foram duas semanas em pouco mais de 100 minutos de filme se a tradução estiver correta).
    PS: Se essa animação receber uma adaptação pra live action ou coisa do tipo acredito que Hugh Jackman (Wolverine) se encaixaria perfeitamente no papel do Dingo, o que vocês acham?
    PS2: Espero que façam uma continuação desse filme.
    PS3: Esse filme me fez pesquisar sobre criação de vida artificial e acabei encontrado o artigo da Superinteressate que linkei no post anterior, vou ter assunto pra discutir com meu professor de genética na próxima aula ^^ #anime também é cultura.

    • Marco

      Eita, valeu, mas não acho meus reviews tudo isso não, eu olho pra eles e fico julgando: “medianos…..”, mas obrigado mesmo assim.

      Quando a ter um climax no meio, queria algo pequeno só pra dar uma respirada/mudança de clima. Uma perseguição de 5 a 8 minutos por bandidos no deserto enquanto eles estavam viajando já supriria isso e não acho que afetaria o roteiro.

      Também fiquei pensando “bem que poderia ter uma continuação” (com o que o filme vendeu é bem possível) mas tenho medo que o Urobuchi esteja de mau humor quando escrever a segunda parte e ela acabe tendo um final trágico. Pensando assim eu prefiro que deixe como está.

      • DouglasLK

        “Eita, valeu, mas não acho meus reviews tudo isso não, eu olho pra eles e fico julgando: “medianos…..”, mas obrigado mesmo assim.” Essa auto critica é essencial para a manutenção da qualidade, a partir do momento que fazemos algo e dizemos “está perfeito” a coisa tende a decair assim como o futebol brasileiro por exemplo, todo mundo achava lindo e insuperável e hoje é o pior entre os melhores.

        “Também fiquei pensando “bem que poderia ter uma continuação” (com o que o filme vendeu é bem possível) mas tenho medo que o Urobuchi esteja de mau humor quando escrever a segunda parte e ela acabe tendo um final trágico. Pensando assim eu prefiro que deixe como está.” Não tinha pensado nisso, se a Angela ou o Dingo morrerem acho que terei um ataque do coração XD.

  • João Paulo Oliveira

    Filme que é um poço de entreterimento para quem é fã de Distopias como eu.

    Foi agradável ver as realidades totalmente diferentes entre os mundos, está certo que as discussões entre os protagonistas sobre os prós e contras de cada mundo ficou a encargo mais dos diálogos quando se tratava da Realidade DEVA, afinal se tornou fácil mostrar uma terra devastada e destruída se tornando um lugar sem lei, mas ficou a encargo de diálogos mostrar como aquele sistema não era justo também.

    Na minha visão foi bem construído o conceito, mas o tempo limitado do filme atrapalhou sua expansão, tirando a parte de desenvolvimento da protagonista e do vínculo formado com a IA.

    No mais, uma distopia bem divertida.

    Um Adendo, a homenagem no final da IA cantando enquanto viaja ao desconhecido, foi uma referência descarada da Sonda Voyager, recomendo assistir a série Cosmos para entender.
    Adendo dois, pela primeira vez vi em um anime a execução de um golpe de artes marciais bem feito, na parte onde ela é atacada com uma faca se esquiva e torce o pulso do cara jogando-o contra o outro. Aquilo é técnica de Aikido.

    • Marco

      É, concordo que o tempo limitado atrapalhou um pouco, principalmente o entendimento e expansão dos mundos, que acabam tendo que ser resumidos a base de exposição em geral. Mas com o pouco tempo que tinham até que fizeram um bom trabalho e algumas respostas de como o mundo virtual funcionava só virem no final eu achei legal porque te dá tempo para tentar entender sozinho (bolar teorias) só com base no que foi mostrado no início do filme.

      • João Paulo Oliveira

        Realmente foi uma experiência agradável, afinal o filme teve um bom roteiro. Só me incomoda do Avatar da Angela não ter pés.

        • DouglasLK

          Ela tem pés sim (só olhar a cena onde ela dá uns pulinhos antes de treinar combate corpo-a-corpo com o próprio holograma logo no inicio do filme) só que usa uns salto-altos sinistros.

          • João Paulo Oliveira

            Sinistro mesmo…

  • pedro

    Cara, vai ver eu entendi parte do filme errado, até pq vi em inglês e essa língua não é minha língua nativa mas, pelo que eu percebi, tivemos entendimentos divergentes quanto a parte da memória.

    Pelo que entendi, a memória que eles vão ganhando quanto mais produzem para a sociedade é a memória da informática, podemos dizer que é a memória RAM, por exemplo. Pensa só, quanto maior a memória, mais instruções podem ser executadas, logo, programas mais robustos podem ser carregados.

    A grande questão do filme é que a memória é algo físico (material) e está restrita ao servidor espacial, ou seja, a quantidade de memória que pode ser usada pelo DEVA é limitada. Sendo assim, um recurso valioso para *processamento de informações* não pode ser dividido igualmente entre todos os habitantes. Por isso cidadãos que podem produzir mais para a sociedade tem uma memória alocada maior.

    E é com isso que o protagonista não concorda. No ponto de vista dele, a pessoa não pode ter suas capacidades cerceadas com base nas suas aptidões intelectuais. Obviamente DEVA permite que mais memória seja alocada para a pessoa com base em seus esforços, mas a quantidade sempre seria menor se comparada a memoria alocada para os intelectuais (não me lembro se essa parte é explicitada no filme).

    Enfim, tudo que disse foi com base nos meus conhecimentos informaticos e meu entendimento da animação. Posso ter cometido um erro de entendimento por ter visto o filme em inglês mas, ao meu ver, o ponto de vista que descrevi aqui parece fazer muito mais sentido que ganhar “conhecimento” enquanto sobe na escala social. Uma passagem que fortalece esse ponto de vista é quando o rapaz da praia convida a Angela para o espaço virtual que ele criou juntando a memória dele com a de um amigo, tentando então impressionar a protagonista com o grande volume de dados do espaço.

    Agradeço a leitura.

    ps: *processamento de informações* – usei esse termo só para fins didáticos. A memória não influencia no processamento propriamente dito (realizado pelo processador)

    ps2: vi que o colega escreveu a mesma coisa nos comentários. Tentei desenvolver um pokin mais o que ele disse.

    • Marco

      É, já é a segunda pessoa que falou isso. Eu vi a primeira tradução em inglês do filme feita por um gringo anônimo logo depois que saiu o BD, ela estava meio zuado então muito provavelmente entendi algo errado. Vou rever o filme por um fansub gringo decente em breve e ai altero caso tenha explicado errado (bem provável). Como meu provável erro não muda o tema central e a reclamação do protagonista masculino sobre o sistema de meritocracia misturado a aptidão natural (super dotados ou pessoas que nascem mais inteligentes) ser injusto eu não estava com pressa em alterar, mas prometo que até semana que vem vejo isso.

  • Rodravaz

    Gostei da analise a questão é que aumentou e muito minha curiosidade!!!

  • Andre Do Santos

    Olá, como eu posso fazer para ver o filme legendado ???
    Obrigado.

  • Paulo A

    A tradução pt br do final do pos credito e nada ver…Aparece ” esta tao longe…quero desenhar” e na inglês ta “esta tao longe…quero imaginar” fica totalmente diferente

  • Zero

    adoro