Akame ga Kill! (anime) – Uma visão mais dark e trágica do shounen de batalha tradicional

Com um plot simples, nem um pingo de sutileza e uma quantidade insana de violência e carnificina, Akame ga Kill! tenta se desviar de diversos padrões do shounen de batalha convencional.

Sinopse

Tatsumi vai para a capital em uma tentativa de ganhar a vida como soldado e juntar dinheiro para ajudar o vilarejo aonde foi criado e treinado. Ao chegar lá descobre que nada é como ele pensava. Desiludido com as atrocidades que presenciou ele resolve se juntar a um grupo de assassinos do exército revolucionário chamado Night Raid, que trabalha para derrubar esse império corrupto, não importando quantos tenha que matar no processo.

Review
Akame tem um plot extremamente simples: os membros da Night Raid tem que ajudar o exército revolucionário a libertar o império. Todos os assassinatos e combates são um meio para se chegar a isso. Matar políticos corruptos, generais influentes, guardas poderosos, é tudo um meio para se chegar a prometida revolução.

Quem espera uma aprofundamento da parte política pode se decepcionar. A obra é bem superficial quanto aos pormenores do conflito e só se dá ao trabalho de escancarar que o império está podre por dentro e as poucas pessoas boas nele presentes normalmente acabam mortas ou sofrendo na mão dos corruptos. Para compensar a simplicidade da trama a obra aposta no forte entretenimento visual. As famosas construções (build ups) em Akame são feitas muito rapidamente, de modo a manter praticamente todo episódio com ação e muito sangue. Episódios chatos aonde quase nada acontece não existem nesse anime (pra ser honesto tem episódios corridos até demais).

Jaegers (aliados do império) X Night Raid (aliados dos revolucionários)
Embora o protagonista ganhe uma atenção considerável no início o desenvolvimento de personagem não foi um forte da obra. Existem personagens demais e o roteiro quer dar um tempinho para cada um deles se mostrar, o que acaba resultando em uma troca continua de foco e só alguns dos personagens tendo tempo de tela o bastante para ganharem afinidade com o público. Mesmo assim tem gente que se liga emocionalmente aos mesmos com pouco tempo, seja por gostar da personalidade ou qualquer outro aspecto.

Levando em conta a quantidade de personagens do lado aliado, inimigo e número limitado de episódios, até que conseguem fazer um trabalho aceitável. É inegável que o protagonista masculino (Tatsumi) e a principal vilã (Esdeath) são os poucos com um pouco mais de tempo de tela, mas ainda assim todos tem sua chance de mostrar a que vieram em algum momento.

Tatsumi, o protagonista (ao menos em tese).
Esdeath, você não está pronto para ela.

Mesmo sendo o protagonista é curioso como Tatsumi perde um pouco da atenção na maioria das lutas. Fora delas a história ainda é vista da perspectiva dele, assim como diversas situações envolvendo a vilã principal da obra, mas nos combates ele reveza atenção com todos os outros personagens igualmente. Ao final fica parecendo que o autor quis criar um personagem que tem mais foco que um personagem secundário, mas não o mesmo que um protagonista shounen normal costuma receber (ex: ele está longe de ser um elemento chave em todas as lutas). Não é questão de ser bom ou ruim, é só estranho e diferente do normal mesmo.

Os vilões inicias da obra não são nada memoráveis, apesar de alguns chamarem mais atenção, como Seiryu, com sua obsessão cega e exagerada por justiça. Mas felizmente esse aspecto melhora bastante passado a introdução da obra (ep 1 ao 8). Apartir dai um grupo mais variado e interessante dá as caras (os Jaegers) e uma das vilãs mais estranhas, carismáticas e poderosas do mundo shounen começa a mostrar a que veio.
Esdeath está longe de ser uma vilã injustiçada. Ela é sádica, cruel e obcecada por batalhas. Mas estranhamento seus pontos positivos – como lealdade, respeito para com seus subordinados e uma estranha obsessão por encontrar alguém por quem possa se apaixonar – acabam sempre se destacando sobre os negativos, e isso acabou a tornando a personagem mais popular da obra rapidamente.

Se já se interessou pela obra vá ver o anime, porque daqui pra baixo tem spoilers leves, e esse anime deve ser bem mais legal de ver sem saber nada sobre ele.

Algumas sequencias utilizam quadros estilizados para aumentar o impacto (o que nem sempre funciona).
O desenvolvimento da trama é meio irregular no início. A obra mostra que é violenta e trágica logo no primeiro episódio, mas a cena é mal trabalhada e com uma troca mal feita de drama pra comédia, então fica difícil saber o que esperar dali pra frente. Os episódios 2 e 3 também não são nenhum primor e essa tentativa inapropriada de colocar alívios cômicos junto a embates violentos dura mais algum tempo (vi gente que gostou disso mas pra mim era bem irritante). Akame ga Kill só começa a estabilizar e mostrar a que veio apartir do episódio 4, e com seu primeiro grande climax no episódio 6 (o anime funciona bem no teste dos 6 episódios para anime 2 cour). Apartir dai a obra mostra sua verdadeira cara, e o porque de sua fama entre os adeptos do shounen com pegada mais dark.

Alguns aspectos diferentes do shounen tradicional chamam atenção como: as lutas são rápidas e sem enrolação; o protagonista leva um banho de água fria e sofrimento a todo momento; é rapidamente desiludido de que ele seja o herói da história; ferimentos não são curados em 1 dia ou com faixas; não existe poder da amizade nem “plot armor”; qualquer um pode morrer a qualquer momento; pessoas “más” podem ter finais considerados felizes e pessoas boas finais horrendos. Se uma coisa é certa é que Akame está pouco se lixando para a mensagem moral que passa.

Esdeath finalizando um bando de inimigos em poucos segundos, a lá batalhas shounen.

Algumas bases do shounen como personagens dando super pulos, quebrando o chão quando se movem muito rápido e derivados continuam presentes. O protagonista também, embora amadureça com as pancadas que leva continua representando a esperança de que as coisas vão melhorar, que o shounen tradicional tanto presa. Como não existe “ki”,”chakra” ou “cosmo” em Akame, o elemento para dar um extra espalhafatoso nas lutas foi deixado para super armas feitas com base em criaturas míticas. Todo personagem importante da obra tem uma (apesar de só existirem 44 em todo o mundo).   

Nem tudo é como o protagonista espera.

As mortes amplificam o conflito, aonde cada um dos lados quer vingança sobre o outro, além de servirem pra mostrar lados mais humanos de alguns personagens mais frios.

O modo de Akame de tratar a morte é curioso. Inicialmente pensei que a tragédia seria uma grande marca no protagonista pra fazer ele evoluir, e em certos as aspectos isso não deixa de ser verdade. Mas ao longo da história por mais impactado que cada tragédia o deixe Tatsumi se recupera rapidamente. Ele se acostuma com as perdas. O contraste disso com o momento que ele pergunta a Akame nos primeiros episódios como ela era tão fria quanto a morte de seus companheiros é notável. Uma pena eles não terem usado essa memória como comparativo, seria uma amostra de desenvolvimento do protagonista, se tornando algo que ele não entendia no início da história.

No mais a morte é uma ferramenta simples usada pelo autor para mostrar que aquilo ali é sério e que todo confronto tem consequências para os dois lados (e pra chocar também), seja para “aqueles que querem derrubar o império”, como para “aqueles que tentam defende-lo”. É inegável que o recurso é usado até demais e as vezes sem o tempo adequado, mas só de ver um shounen se levar mais a sério nas consequências das batalhas, passando uma mensagem de “não é uma brincadeira aonde um dos lados vai perder e na semana que vem pode tentar de novo” já é muito gratificante. Afinal, são poucos os autores com coragem pra fazer isso (é um suicídio comercial se você pensar bem), já que cada pessoa gosta de um personagem especifico e a tendencia quando eles morrem é que desanimem com a obra (“efeito Death Note”), motivo pelo qual a maioria dos autores que quer fazer um final trágico espera chegar no final pra fazer a carnificina, garantindo assim que a os fãs continuem acompanhando até os últimos episódios/capítulos.

A variedade que tentam dar a carnificina também é curiosa. Em obras desse gênero o personagem costuma ser exaltado em seu momento final ou faz algo heroico antes de partir, mas em Akame isso nem sempre acontece. Algumas mortes da obra são frias, outras brutais, outras covardes, outras bonitas e em outras o personagem morre sem poder fazer nada. Chelsea tentando fugir após ter falhado no assassinato da Kurome, enquanto é lentamente mutilada, é uma cena bem marcante por exemplo, assim como seu final com a cabeça em uma estaca. É como se o autor tentasse dizer que morrer heroicamente é uma visão idealizada e irreal. Nem sempre dá pra morrer de forma heroica, as vezes você é simplesmente humilhado e morto, só isso. É brutal visualmente e psicologicamente para os personagens. Inclusive, um monologo de um dos personagens para o Tatsumi reflete bem essa característica da obra:

“Você terá algumas experiências dolorosas e desesperadoras.”
“Na verdade, a maioria delas será trágica.”
“Mas fomos nos que escolhes trilhar esse caminho.”
“Nos faremos o trabalho sujo.”
“E mudaremos esse mundo.”

Na minha visão esse acabou sendo o maior entretenimento dessa obra: suar frio nas lutas porque seu personagem preferido pode morrer ali. É um diferencial que nunca tinha visto em nenhum shounen de batalha. O autor não tem pena de matar ninguém e se esforça dentro do possível para fazer você se importar com o personagem – se isso vai realmente surtir efeito ou não depende de cada um. E obviamente o sofrimento e tensão de cada pessoa vai variar de acordo com quem está com a corda no pescoço. Existe até mesmo algumas comparações com Game of Thrones. A trama é absurdamente mais simples, mas o entretenimento primário é o mesmo, de torcer para seus personagens preferidos saírem vivos dali enquanto a história prossegue e você vibra com seus triunfos em batalhas aonde a vitória nunca é garantida.

Infelizmente, essa mudança de paradigma de Akame se perde um pouco nas mãos de uma direção medíocre. O anime tem bons episódios, mas eles são intercalados por episódios medianos e outros fracos. A obra parece que vai terminar só como algo mediano e esquecível em determinado momento. Mas então chega o final e ela começa a emendar um bom episódio em cima do outro (os últimos 3). Todas as pontas são fechadas, o objetivo principal é reforçado e os climax grandiosos que a pessoa ficou a obra toda esperando finalmente acontecem – com surpresas, que vão deixar alguns muito satisfeitos e outros revoltados, por não estarem acostumados com ações desse tipo em shounens de batalha tradicionais (ex: o final do episódio 23). Não é perfeito e com certeza tem uns pontos negativos, mas tudo é amarrado tão bem no final que a sensação que fica é de um anime bem satisfatório, que teve seus problemas, mas que soube entregar sua mensagem e mostrar a que veio no final – que, vale dizer, é fechado, o que é mais um ponto positivo pra mim. O modo como o episódio final volta em algumas coisas do episódio 1 e as conclui também é muito legal (ex: a vila do protagonista). 
Aspectos Tecnicos
A direção de Akame é a definição perfeita de “mediana/medíocre”. Ela entrega o básico, sem grandes acréscimos, sacadas inteligentes, criatividade, brilhantismo ou correções claramente necessárias. E isso resulta em uma mistura de episódios, bons, medianos e fracos. O mesmo para o roteiro, que basicamente copia o original sem nenhuma mudança digna de nota ou elogiável, descontando o final, mas até ele foi o autor do mangá que passou pra staff do anime.

A animação é mediana. Na parte de vida cotidiana ela entrega o necessário para não incomodar, aonde ela varia mesmo é nas lutas. Episódios climáticos entregam um trabalho mais caprichado e com bons cortes de movimentação fluida. Outros são animação mediana, outros animação pobre/econômica, de modo que a animação só sobe de nível e se estabiliza nos episódios finais.

Mas se a animação nem sempre entrega, os cenários de Akame entregam. São lindíssimos, principalmente os com por do sol ao fundo.
O soundtrack é uma bagunça. Ele chama atenção, mas da forma errada. Diversas músicas parecem deslocadas com as cenas, outras funcionam medianamente, outras encaixam muito bem, varia bastante.
Conclusão
Akame é uma obra que recomendo pra qualquer um que goste de ação e já esteja cansado dos padrões do shounen de batalha tradicional. A obra tem seus erros e acertos; e sem duvida seu maior mérito acaba sendo a tentativa de criar um shounen de batalha brutal e bem diferente do padrão (mesmo que a execução disso nem sempre seja 100%). O entretenimento ser alto também ajuda. Todo episódio tem ação e a trama não para um instante durante 24 episódios – a ponto de em determinados momentos ficar claro que a narrativa está correndo rápido até demais. O anime tropeça algumas vezes, mas se ergue e consegue se fechar de forma tão satisfatória para a proposta, que o que ele fez de bom acabou se sobressaindo sobre as partes fracas pra mim. Sem duvidas vale a pena conferir. 
Direção: 6/10
Roteiro: 7/10
Animação: 7/10
Soundtrack: 6/10
Entretenimento: 10/10
Nota final: 8/10

Anime X Mangá

O anime segue mangá de modo geral (tem umas diferenças, mas são pequenas), mas apartir do episódio 20 ele entra em uma rota original com final fechado. Quem passou o final do anime pra staff foi o próprio autor do mangá, então o final parece bem coerente com tudo que foi apresentado (apesar do episódio 20 e 21 terem ficado fracos). O mangá ainda está sendo publicado e ninguém sabe se o final do mangá será igual ou não. Tem coisas parecidas acontecendo mas o modo e que elas acontecem é diferente do anime.
Quem terminar o anime e quiser ir pro mangá comece do capitulo 39.

Extras:


Recomendo assistirem os Akame ga Kill Theathers.Tem um total de 24, cada um tirando sarro com os acontecimentos de um episódio (o da Visual Novel com a Esdeath é épico!).

Por último, eu fiz análises episódio a episódio do anime. As que mais recomendo são do episódio 9, episódio 10, episódio 13 e episódio 14, que fiz de modo bem humorado surtando loucamente pelo vilã Esdeath. E as do episódio 23 e episódio 24, aonde estava mais inspirado e os eventos foram mais impactantes.

Relacionado:
-Comentários episódio a episódio do anime
-Comentários capítulo a capítulo do mangá

Você pode gostar...

  • O que o pessoal não entendeu em Akame ga Kill é que o anime se passa em uma REVOLUÇÃO! E em uma revolução as taxas de homicídio vão nas alturas, é muita gente morrendo pra todo lado e foi exatamente isso que aconteceu. O único problema é que infelizmente o final foi meio rushado e as mortes finais acabaram sendo banalizadas, não teve tanta graça, mas não chegou a ficar ruim. O fato de não ser fiel 100% ao mangá também não me preocupou muito. Ficou na média.

  • Leonardo Henrique

    https://www.youtube.com/watch?v=BNEePLbgCf8

    EPIC! Seryuu as crazy bitch kkkkkk
    E aquela visual novel de Akame, alguma novidade sobre ela ?

    • Marco

      Lol, esse AMV hauahuaa.

      Sobre a VN nada, só um anuncio de uma outra VN do Takahiro que tem uma personagem igualzinha a Esdeath.

  • Rodrigo Rodrigues

    Concordo com quase tudo, no início uma nota 8 pode parecer algo mais do que à realidade!

    • Marco

      Tá de bom tamanho dentro do meu padrão de notas. 8 não é uma nota tão alta, é algo como “mediano/bom”. Se Akame tivesse seguido o mangá até o final do jeito que estava sendo adaptado ia ficar com um 7, o que dou pra animes bem medianos ou que não achei ruins mas nada demais também. O final ter sido impactante e razoavelmente bem feito é que puxou um ponto a mais.
      Se tivesse um diretor melhor e fosse mais bem adaptado podia ganhar um 9 fácil (nota que dou pra poucos animes), se além do diretor tivesse um compositor melhor e um roteirista pra fazer alguns concertos e adaptações no material original podia ter ganho até um 10 ou 9.5.

      • Ltheme Partido

        Que animes você considera um 10 ou 9,5 ?

        • Marco

          Bem poucos, só dei essa nota pra Code Geass, Steins Gate e Haikyuu. Kimi no Uso e Parasyte também chance de pegarem uma dessas notas mas depende muito de como vão terminar.

          • Ltheme Partido

            Isso adianta bastante coisa, vou direto ao ponto : quando tiver tempo e vontade poderia fazer um post sobre Steins Gate? Assisti recentemente e pensei em te perguntar os animes bons que você já assistiu e recomendar Steins Gate.

          • Marco

            Vai acabar tendo um post sobre ele em algum momento dado a seção de posts que vou começar semana que vem .

          • Ltheme Partido

            Seção de posts do Marco ?! Podia ter toda semana(ou todo dia huehuehe).

          • kingumaga

            Já q vcs entendem do Steins Gate, ele demora muito para engrenar? Pq assisti o primeiro episódio achei médio sem motivação para ver o próximo episódio, algo comum quando vou ver animes novos.

          • Marco

            Steins Gate trabalha com suspense na primeira metade, ele vai “empolgando” mais conforme eles vão alterando algumas coisas pequenas do passado e mudanças estranhas começam a acontecer em volta deles. Mas a melhor parte mesmo é a segunda metade (apartir do ep 11 ou 12). É ali que tem uma virada aonde a série acelera muito o ritmo e a sensação de urgência. A primeira parte ser um pouco mais lenta e focada no suspense é necessário porque é ela que cria toda a situação da segunda metade.

          • Ltheme Partido

            Creio que a partir do episodio 8 você fica motivado para ver o próximo episodio.Acredite, vale muito apena ver esse anime ou se tiver a oportunidade,jogar a VN em que o anime foi baseado.

  • Sora

    ”Suar frio nas lutas porque seu personagem preferido pode morrer”,esse é o grande diferencial de Akame para shounens normais mas também é um dos motivos para algumas pessoas droparem,como só gosto da Akame não vou ter esse problema até o fim da obra kkk,citaria o Wave aqui também mas não tenho certeza se ele não vai morrer.

    Enfim boa Review concordo com quase tudo,acho que sou um dos poucos que curtiu um final original do que seguir o mangá,boa parte da minha aceitação foi mais pq a Akame matou o ”câncer da obra”(lá vem eu arrumar treta lol),já o povo do MAL parece não ter aceitado tão bem assim o score teve uma queda grande.

    • Marco

      Eu citei na parte que tem que clicar pra ler que essa jogada do autor com Akame é completamente suicida em termos comerciais. É uma coisa que poucos autores teriam coragem de fazer.
      E o problema da maioria é com o final do episódio 23. O povo foi acostumado a finais a lá Naruto, ai quando fazem um negócio completamente diferente eles não aceitam. Você ter gostado só por estar feliz por quem você não gostava morrer não é bom também. O final tem que ser avaliado por “se fez sentido ou não, se teve problemas ou não, se fecharam as pontas ou não”. Achar bom ou ruim baseado em ficar vivo quem você gosta e morrer quem você não gosta é muito errado.

      • Sora

        Não falo tecnicamente do final em si mais sim da rota orignal já que no começo fui contra ela,mas lendo meu 1 post dá essa impressão o erro foi meu então,o anime fecha bem as pontas tudo que foi mostrando e dito em episódios passados foram resolvidos vide a vila do Tatsumi.

        O único problema do final ao me ver é o ministro ter uma arma imperial que destrói outra,achei bem fail essa parte nunca avia sido mencionado isso(não no anime pelo menos).

  • Realmente foi um anime ao qual eu pude acompanhar do inicio do inicio ao fim , com ansiedade em cada ep, de fato poderia ter sido muito melhor animado com um estúdio ou pessoas melhores , mais eu creio que pode cumprir seu papel apesar do final.

  • kingumaga

    A conclusão final do anime é que não foi nenhum primor técnico, tanto que as expectativas antes da estreia estavam considerando que seria a decepção da temporada, mas conseguiu entreter e apesentar bons episódios.

    No começo vc acha é anime normalzinho, divertido de acompanhar, ai vem o episódio 6 e dá akele tapa na sua cara, a partir dai vc fica tenso sempre q rola uma luta mais séria pois algum persongem pode acabar morrendo.

    Nunca tinha pensado disso do Tatsumi ser um protagonista persongem secundário, no livro do Bernard Cornwell Cronicas de Athur, uma adaptação mais realista da história, o personagem principal não é o Arthur em si mas um outro guerreiro, foi uma maneira de colocar alguem pra contar da história q estava presente nos fatos mais importantes da história.

    Acho q uma coisa q é o ponto mais baixo é a trilha sonora, pqp pq fizeram isso, nos episódios finais até ficou legal em algumas lutas mas nada que marcou, Kill la Kill pode ser oq for mas a a OST do anime é foda pra caramba, se Akame ga Kill tivesse algo mais ou menos no mesmo nível teria sido mais marcante.

    Depois q acabei o anime comecei a ler o mangá, li até o capitulo 33.5, é belo mangá de ação, sempre dando a impressão de movivento do personagem, o cabelo da Akame nunca para quieto tá sempre em movimento, algo q não teve no anime, é um estilo q as vezes não gosto do titulo por ter cenas de ação confusas de forma q não consigo entender, ex: SNK q mesmo sabendo como foi a cena no anime não consigo entender no mangá.

    Um coisa que gostei no mangá é design dos personagens, as expressões do Tatsumi, Bullat bem mais imponente, Incursio bem mais foda, todos tem um visual melhor do mangá, uma exceção q eu lembro foi a Chelsea q achei q ficou melhor no anime.

    Ponto positivo do anime é q temos algo com final, como as chances eram nulas de uma segunda temporada teria ficado frustado de mais um anime que eu gostei não ter mais nada, dá um pouco de angustia ter tantas coisas q acompanho q não tem final ainda ou nem sabe se vai ter um dia, agora é só lendo o mangá e pelo q disseram irá ser finalizado em breve.

    Do akame ga Kill Theathers outros muito bons tb é da apresentação dos Jagers e o 23 hahahahaha

    • Eu gosto da música kinpakku toda vez que ela toca da uma emoção, até coloquei de toque no meu celular, além de outras que me lembram cenas de batalha

      • kingumaga

        Teve umas lutas de batalha mais por final do anime q ficaram boas mas a trilha sonora podia ter sido mais marcante.

  • Osido

    Marco vc sabe pq o capitulo 56 ta demorando tanto? Ja era pra ter chegado mes passado

    • Marco

      Mês passado foi o 55, esse mês é que sai o 56.

  • lucas

    Excelente análise! Mas Marco, vc poderia fazer uma lista com uns 5,6,7 melhores animes que vc já assistiu? desde que encontrei o blog e vi seus comentários, me identifiquei muito com seus gostos.. dai to numa falta de animes bons, já que não pego pra ver todos, queria ver os melhores.. ;P valeu! abraços.

    • Marco

      Os que considero melhores é só ver os animes que dei 10 e 9 na minha conta do MyAnimeList: http://myanimelist.net/animelist/Mark00&show=0&order=4

      Já os meus preferidos, que não necessariamente são os melhores que assisti, mas só os que mais simpatizei, estão nessa lista: http://intoxianime.blogspot.com.br/2014/12/impressoes-semanais-parasyte-garo-hoono.html#comment-1763838179

      • lucas

        Valeu, Marco! Darei uma olhada…. e sobre esse Code Geass vejo geral falando bem, já era pra eu ter assistido.. mas o que impaca ainda é o fato dele ser sobre robos :/ aiuhaiuha odeio esse gênero. Acha que ele atrapalha muito pra quem não curti? tipo, o anime consegue se sobresair.. onde o gênero de robos não se torna muito revelante?

        • Marco

          Também não gosto do gênero Mecha(robô), mas Code Geass apesar de ter robôs não segue exatamente a linha de animes mecha padrão (pra começar os robôs não são gigantes). Pode assistir de boa, ele é bem fácil de testar, com apenas 2 episódios você já pode decidir se gosta ou não.

          • RanceZero

            Marco, eu sei q cada filme foi dirigido por um diretor diferente, mas os que você acha da série de filmes da ufotable Kara no Kyokai?

          • Marco

            Não são ruins, mas acho eles meio chatinhos. A ação é bem feita mas o resto dos filmes é extremamente parado e não consigo me simpatizar com nenhum personagem. O protagonista masculino, principalmente, é um tédio, e a protagonista feminina é fria demais para eu conseguir criar qualquer empatia. Isso dificultava bastante a manter meu interesse nos filmes. Que eu me lembre dos 7 filmes só consegui gostar mesmo de um, só não lembro se foi o quarto ou o quinto.

          • RanceZero

            Um 8º filme foi lançado em 2013 “Kara no Kyōkai: Mirai Fukuin”(também conhecido por future gospel), continua sendo muito parado e não vou recomendar, mas alguns personagens são apresentados que na minha opinião são mais carismáticos que os outros (se é que dava para ser
            menos).

          • lucas

            Também não curte? hahahha é chato mesmo esse gênero. Mas Bem que vc disse, com dois episódios já da pra vc ter uma noção sobre o anime. Assisti 3 e na boa… curti demais ;] me lembrou um pouco de death note ( ou não, sei lá. ) Parece ser inteligente, curto animes assim.. valeu pela recomendação, abraços.

  • CK

    Muito bom. Assisto pouco animes porque eles me viciam demais e não consigo fazer quase nada enquanto estpu assistindo kk

    Poderia me informar, por favor, se haverá uma segunda temporada desse anime??

    • Marco

      Não, só essa mesma. O final fecha todas as pontas da história, não vejo como poderia continuar mesmo que quisessem.

      • CK

        Obrigado pela resposta! Mesmo com o Mangá ainda sendo laçado? Será que não poderiam dar uma continuação??

        • Marco

          Não, o autor já anunciou que o mangá acaba em breve também. O final do anime foi ele que deu pra staff inclusive.

          • CK

            Entendi, mas fico muito triste. Foi um anime excelente!

            Fique com Deus! Um abraço!

  • Clara Monteiro

    Por ser um anime tão querido por mim que é difícil falar mal,mas eu acho tristes algumas críticas.Não vejo grande problemas nos soundtracks,os de batalhas são levemente emocionantes,têm ótimas aberturas e finalizações clichês.Mas eu acho a arte ótima,a ideia de impacto com imagens bem trabalhadas,os personagens e tudo o mais,eu amo verdadeiramente esse anime.Eu adoro a forma como mostra,mesmo que prematuramente o passado e as motivaçães deles,algumas missões nobres que eles realizam,mas eu sou incapaz de criticá-lo,oh,desculpe,o amor é cego *-*!E sobre Kill la Kill,eu li os primeiros mangás e eu adorei a proposta,sobre como a academia controlava tudo na província,isso mais a junção da frustração da menina da espada de tesoura pela perda do pai,e o superficial,as batalhas,o ecchi e o humor bobo,e o traço…Novamente,criticar animes é tão difícil!

  • Guilherme Melo

    Acho que podemos dizer que a Chelsea matou a Kurome, pois foi por causa dela que a Kurome ficou com as celulas mortas e ia acabar morrendo a longo prazo

  • Cristhian Oliveira

    Acabei de assistir e digo que vale a pena. Muito bom mesmo… Apesar do fim trágico :'(
    Enfim… vou ler o mangá pra saber o que acontece lá.